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Novo campo de Tupi deve mudar perfil energético do Brasil, afirma Dilma Rousseff
Por Entrelinhas - sexta, 09 de novembro de 2007, às 01:59:39
Categoria: Postagem Obrigatória

Um clima de euforia tomou conta da Casa Civil com o anúncio da descoberta de uma reserva gigante de petróleo pela Petrobras no campo de Tupi, localizado na Bacia de Santos.

A descoberta

Segundo os estudos, o petróleo encontrado no local é classificado como leve, sem muito enxofre e boa quantidade de gás. Ou seja, possui um bom valor comercial, é mais puro e além do mais, garante um bom abastecimento de gás natural, hidrocarboneto que tem trazido dor de cabeça às autoridades brasileiras. Outrossim, corresponde a um tipo de petróleo até então incomum no Brasil, dependente de importações, e utilizada em maior escala.

Para se ter um parâmetro da dimensão dos novos poços, apenas no primeiro poço descoberto há 40% de todas as reservas de petróleo e gás encontradas até hoje no país. Segundo estudos preliminares, outros poços devem se estender também pelas bacias do Espírito Santo e de Campos.

A exploração desses novos pontos é proveitosa pelo fato de aproveitar a boa infra-estrutura instalada na região. Apesar da experiência e da alta tecnologia da Petrobras com altas profundidades, faz-se necessária a criação de novos mecanismos de exploração que otimizem o processo, até mesmo por uma questão de urgência (que o diga a extração de gás natural!).

 

Otimismo

 

A nova menina-dos-olhos do Sr. Gabrielli foi responsável por uma alta de mais de 10% nas ações da estatal no dia do anúncio. Isso porque não é detentora de todo o capital investido na região, apesar do bom retorno.

 

A Petrobras é operadora da área com 65% do capital, em parceria com a britânica BG Group, que detém 25%, e a portuguesa Petrogal/Galp, com 10%. O óleo encontrado no local é considerado de melhor qualidade comercial do que a média do petróleo encontrado no Brasil.

Segundo a Agência Petrobras de Notícias, a empresa investiu US$ 1 bilhão nos últimos dois anos para perfurar, a 250 km da costa, 15 poços que atingiram as camadas pré-sal -camadas de rochas mais profundas.

 

Nova fase

 

Essa descoberta fabulosa pode ser a guinada que o Brasil preisava para se tornar uma potência petrolífera, ao que deu a entender a ministra da Casa civil, Dilma Rousseff

 

"Com esta descoberta, nós deixaremos de ser um país médio que estava conseguindo auto-suficiência para nos transformar em um país de proporções exportadoras, como os países árabes, a Venezuela e outros", afirmou a ministra.

O presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, disse que com a nova descoberta o Brasil deve subir do 24º lugar no ranking de maiores reservas do mundo para a 8ª ou 9ª colocação, com o acréscimo de 5 a 8 bilhões de barris de petróleo à produção atual (que é de 14,4 bilhões).

A Petrobras, por sua vez, passaria do atual quinto lugar para o terceiro lugar em termos de tamanho de reservas entre as companhias petroleiras listadas em bolsa de valores em todo o mundo.

O motivo para tanta euforia explica-se no fato de o Brasil dispor de jazidas suficientes para atender tanto o mercado externo quanto interno, com um produto de alta qualidade a valor agregado. Entretanto, a idéia de fazer dessa abundância uma função econômica deve ser analisada com parcimônia, a fim de que não se prejudique o próprio consumo interno.

 

Para se tomar como exemplo, basta olhar para o caso do gás natural, que teve o consumo superestimulado devido aos investimentos da empresa na exploração no Brasil e na América do Sul, que agora não consegue administrar o desabastecimento do produto, o que prejudica milhões de consumidores.

http://noticias.uol.com.br/ult...707.jhtm


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Por Entrelinhas - quinta, 01 de novembro de 2007, às 01:30:39
Categoria: Postagem Obrigatória

referente ao editorial
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Turquia aprova ação militar contra curdos no norte do Iraque
Por Entrelinhas - terça, 23 de outubro de 2007, às 01:50:16
Categoria: Postagem Obrigatória

Mesmo com a pressão da diplomacia dos Estados Unidos, o parlamento turco aprovou na semana passada incursão militar contra as guerrilhas rebeldes dos curdos no norte do Iraque.

A região invadida, localizada na parte iraquiana do fictício “Curdistão”, localizada no norte do Iraque, é tida como uma das mais pacíficas do país, por não abrigar conflitos entre outros dois povos: xiitas e sunitas. Além do mais, apresenta ligeira autonomia, apesar de não receber apoio do governo iraquiano.

A região abriga o Partido Trabalhista Curdo – o PKK – organização rebelde com tendência separatista. Formado nos anos 70, é um grupo banido na Turquia – onde a população curda representa 20% do total – considerado terrorista pela União Européia.

A questão curda é uma pedra no sapato para a Turquia, por atrasar seu ingresso na UE. O país, um dos poucos do Oriente Médio a se declarar laico, declarou em 1984 o não-reconhecimento da etnia curda e a proibição do uso do idioma curdo em seu território. A partir de então, os conflitos foram intensificados, levando a atentados por parte do PKK em busca de direitos políticos e culturais de sua etnia. Por outro lado, a aspiração da Turquia por uma posição na comunidade européia a levou a reprimir cada vez mais violentamente quaisquer manifestos da população declarada curda.

Após a expulsão de uma parte de habitantes dessa etnia no sudeste do país, eles se concentraram na região norte do Iraque, e o PKK iniciou uma onda de ataques à turquia a partir dessa região.

Como reação aos constantes terrorismos do grupo, o governo turco exigiu uma ação imediata do governo iraquiano para a retirada dos grupos rebeldes da região, do contrário, invadiria o território para resolver o problema.

Entretanto, a falta de ação e de acordo entre o presidente iraquiano (de origem curda) e o primeiro-ministro, levaram a Turquia a decisão sobre a incursão militar.

Com uma tropa de 10 mil homens para enfrentar uma guerrilha de 3 mil curdos, os conflitos, iniciados no final da semana passada, já fizeram vítimas dos dois lados, o que serviu para aumentar a tensão entre as autoridades turcas e o próprio povo, que apóia a ação militar.

Por outro lado, a pressão internacional critica o que classificam como uma ‘’medida drástica’’. Tanto o Iraque reclama da invasão de seu território, quanto os Estados Unidos criticam um dos seus últimos aliados na região.

O caso com os Estados Unidos envolve uma questão mais delicada, primeiro por este defender uma diplomacia mais pacíficas para resolver o problema – um paradoxo para um país que ‘democratiza’ o outro através de invasões. Segundo, porque a operação põe em cheque a relação de dois de seus aliados no Oriente Médio. Terceiro, porque a questão dos curdos é um problema antigo – as armas de destruição em massa tão procuradas pelos americanos no Iraque teriam como objetivo combater os rebeldes curdos no Norte do país. E por último, mas não menos importantes, por fragilizar ainda mais a relação diplomática entre esses dois países, abaladas há algumas semanas pela aprovação do Congresso americano de reconhecimento do “genocídio” armênio pelos turcos entre 1915 e 1917.

Apesar da agressividade da decisão, o primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, afirmou que a aprovação da moção não significa que a operação militar seja iminente, mas afirmou que a Turquia precisa responder a uma crescente onda de ataques com bombas pelos quais os rebeldes do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) no Iraque são responsabilizados.

http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/story/2007/10/071017_turquiadecideiraquefn.shtml

http://www.wikipedia.org


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Espanholas arrematam seis dos sete lotes de rodovias;
Por Entrelinhas - sexta, 12 de outubro de 2007, às 01:19:44
Categoria: Postagem Obrigatória

    Na terça-feira, dia 9, o governo Lula deu mais um passo em relação à desejada reconstrução da infra-estrutura. Contrariando ideologias anti-neoliberais que caracterizavam seu discurso político antes de conhecer o poder, Lula deu abertura a um processo de privatização das famigeradas estradas federais.

     Sete trechos importantes de rodovias federais foram a leilão, no qual concorreram 30 consórcios. A regra principal pregava que levaria a melhor a concessionária que propusesse menor valor de pedágio, a partir de um teto estipulado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Dentre as vencedoras, predominam dois grupos estrangeiros, a OHL e a Acciona, sendo a BRVias a única brasileira arrematadora.

     A espanhola OHL Brasil, já operante no interior de São Paulo, surpreendeu os concorrentes ao apresentar um deságio (desvalorização em relação ao teto do pedágio) que variou de 39 a 65%. Nas mãos do grupo, ficaram a Régis Bittencourt, a Fernão Dias, além de trechos da BR-116/PR até Florianópolis e da BR-101/RJ.

    Outro grupo espanhol que se deu bem foi a Acciona, com empresa no Brasil também. A empresa já tem certa experiência com construção e manutenção de rodovias no país, entretanto, ficou com a menor quilometragem de estradas. A concessionária administrará a Br-393 da divisa Mg/RJ até o encontro com a via Dutra. Já a BRVias, única nacional no páreo, arrematou o trecho paulista da chamada Transbrasiliana, ou BR-153.

     Os contratos são válidos para 25 anos após a instalação dos consórcios, e obriga-os a investir pesadamente na revitalização e reformas dos trechos assegurados. Vale ressaltar que as tarifas já serão ajustados de acordo com os índices do IPCA vigentes no dia anterior à instalação definitiva dos pedágios, prevista para junho de 2008.

      Essa medida privatizadora, herdada do Programa Nacional de Desestatização advinda do governo anterior gera dúvidas e polêmicas em diversos setores. A priori, o objetivo do programa é valorizar o funcionamento dessas estradas e dar melhores condições de infra-estrutura para a indústria local sem sobrecarregar os cofres públicos. Entretanto, analistas questionam essa aparente redução de custos.

      Isso porque, para as transportadoras utilizam em sua maior parte trechos não privatizados e em condições precárias, que tendem a não compensar o investimento do pagamento de pedágios em trechos menores, porque não implicam e grandes ganhos com manutenção e velocidade.

      Outro ponto debatido por especialistas é o modelo federal de parcerias público-privadas, que inibem a pulverização dos investimentos para outras áreas. Isto é, ao ficarem concentrados nos trechos sob concessão, imobilizam os investimentos nas estradas mais precárias e de menor fluxo. Além disso, contribuem para deixar as rodovias ainda mais ‘atraentes’, quando o caixa dos pedágios – se administrados pelo Estado – poderiam garantir melhorias na reestruturação dos setores hidroviário e ferroviário.

      A curto prazo, quem sai ganhando são os consumidores diretos, que através da implantação de tarifas mais baixas e melhorias significativas, aumentam o custo-benefício de viagens a curta e média distância.

http://noticias.uol.com.br/eco...u77120.jhtm


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Por Entrelinhas - sexta, 14 de setembro de 2007, às 18:04:59
Categoria: Postagem Obrigatória

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