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Ao contrário de expectativas, comunismo em Cuba resistiu
Por Janice (C-12) - sábado, 28 de novembro de 2009, às 21:48:31
Categoria: Postagem Livre

Ao contrário de expectativas, comunismo em Cuba resistiu

atualizado em 09 de Novembro de 2009

"No próximo Natal, em Havana." A mensagem, repetida em adesivos espalhados por Miami, dá a medida de como a queda do Muro de Berlim foi recebida pelos exilados cubanos. Para eles, era questão de dias até que o regime de Fidel Castro fosse levado pelos ventos que sopravam da Europa Oriental.

O governo da Flórida criou a Comissão Cuba Livre para prognosticar os efeitos da abertura da ilha. A Fundação Nacional Cubano-Americana chegou a sugerir investimentos para suprir a demanda iminente por transporte para a ilha.

No início de 1990, os cubanos exilados apostavam se Fidel teria um fim à la Ceausescu, o ditador romeno fuzilado, ou similar ao do panamenho Manuel Noriega, deposto numa invasão dos EUA. A euforia aumentou com a derrota sandinista nas eleições nicaraguenses, realizadas à revelia de Fidel.

Em seus discursos, o líder cubano insistia que o socialismo tropical era sólido. "Não recuaremos nem para tomar impulso", dizia. Mudanças, porém, seriam inevitáveis. Com a queda da URSS, a ilha perdeu a ajuda anual de US$ 4,5 bilhões.

Por anos, o governo soviético havia enviado petróleo subsidiado e comprado açúcar acima do preço de mercado. A dependência da URSS era tanta que os dissidentes ironizavam que Cuba era o maior país do mundo: a ilha ficava no Caribe, o povo em Miami, o Exército na África - e o governo, em Moscou.

O remédio para o aperto econômico, batizado de "período especial em tempos de paz", equivalia a contingências de guerra. De 1989 a 1993 Cuba perdeu um terço de seu PIB. Tratores foram substituídos por carros de boi, alimentos desapareceram e os cortes de água, luz e gás tornaram-se frequentes, enquanto o governo tentava conseguir divisas atraindo turistas bem capitalistas.

DEMOCRACIAS

Mas no restante da América Latina, o fim da Guerra Fria foi bem menos dramático. A região vivia a um turbilhão de mudanças desde a queda dos regimes militares. As democracias se consolidavam e reformas liberais prometiam resolver os fantasmas dos anos 80: dívidas externas galopantes, Estados ineficientes e economias pouco dinâmicas. "O fim da ordem bipolar tirou a disputa ideológica do centro da agenda nas relações com os EUA e valorizou temas como livre comércio e o combate ao narcotráfico", disse Clodoaldo Bueno, historiador da Unesp.

"Cuba e alguns partidos comunistas obviamente sofreram com tal processo, mas ele não significou uma crise geral da esquerda da região porque há algum tempo já havia uma tradição crítica do regime soviético", afirmou Luís Fernando Ayerbe, autor de um livro sobre a Revolução Cubana.

Para Aldo Rebelo, deputado federal pelo PC do B, a queda do Muro de Berlim foi uma derrota, mas também abriu para a esquerda novas possibilidades. "A partir de então foi possível enfrentar os debates político e de ideias sem a camisa de força da Guerra Fria", disse.

Ironicamente, 20 anos depois, há na América Latina quem veja vantagem em recuperar essa "camisa de força". Hoje, um dos poucos lugares em que o socialismo está vivo é nos discursos do presidente venezuelano, Hugo Chávez, e aliados. "Havia muitas vertentes do marxismo na América Latina e muitas não viam a URSS como modelo", explica o cientista político venezuelano Carlos Romero. "Por isso, com a desilusão da população com as reformas liberais, foi possível para alguns líderes recuperar o discurso igualitário e anti-EUA." Para sorte de Cuba, agora é a vez da Venezuela dar alívio ao regime.

fonte: http://www.estadao.com.br/est...3272,0.php


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Apagou geral
Por Polyana (C-23) - quarta, 11 de novembro de 2009, às 16:12:33
Categoria: Postagem Livre

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Comemorações
Por Geoweb - quarta, 11 de novembro de 2009, às 16:09:36
Categoria: Charge

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Paulo Bernardo nega relação entre apagão e mau tempo
Por Janice (C-12) - quarta, 11 de novembro de 2009, às 15:08:09
Categoria: Postagem Livre

Paulo Bernardo nega relação entre apagão e mau tempo

Atualizado: 11/11/2009 12:23

O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, afirmou hoje que o apagão que atingiu principalmente as regiões Sul e Sudeste na noite de ontem não foi provocado pelo mau tempo. Ele contou que conversou hoje cedo com o presidente da Itaipu, Jorge Samek, que lhe informou que a interrupção de energia foi causada por problemas em duas das cinco linhas de transmissão. "Eles pensaram que tinha sido o temporal que tinha derrubado linhas de transmissão, mas não foi. Se a linha tivesse danificada, não tinha voltado (a energia) às cinco da manhã", disse o ministro.

Ele disse que foi informado que não existe hoje nenhuma usina elétrica ou termoelétrica com capacidade de substituir o fornecimento de Itaipu. Segundo o ministro, mais de 30% da energia da região Sudeste vem de Itaipu. Paulo Bernardo afirmou que ainda não se sabe a causa do apagão e que uma reunião do setor será realizada ainda hoje para detectar a origem do problema. Bernardo explicou que, durante a madrugada, a preocupação era de restabelecer a energia e que o dia de hoje será dedicado a investigar as causas.

Ele lembrou que todo o sistema é informatizado, o que deve apontar a origem do problema. "É preciso ter uma explicação porque isso gera insegurança. Mas o problema não aconteceu por falta de capacidade de geração (de energia)", disse o ministro. Ele disse que não há problemas de investimento no setor. Segundo Paulo Bernardo, durante o processo de racionamento de energia, em 2001, havia problemas de baixa capacidade de transmissão e isso foi resolvido. Segundo ele, o que aconteceu nesta noite foi um acidente e não há como garantir que acidentes não acontecerão.

fonte: http://noticias.br.msn.com/art...=22566444


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Blecaute afetou 18 Estados do Brasil, mostra relatório
Por Geoweb - quarta, 11 de novembro de 2009, às 15:01:57
Categoria: Postagem Obrigatória

Blecaute afetou 18 Estados do Brasil, mostra relatório

atualizada 11/11/2009 - 13h02

Relatório de segurança operacional do ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico), fechado às 10h45 de hoje, indica que o blecaute ocorrido entre a noite de terça e a madrugada desta quarta-feira afetou 18 Estados do país.

O número é maior do que o governo havia confirmado, de 12. Segundo o relatório, foram afetados totalmente São Paulo, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro e Espírito Santo.

Parcialmente houve impacto nos Estados de Minas Gerais, Mato Grosso, Goiás, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Acre, Rondônia, Bahia, Sergipe, Paraíba, Alagoas, Pernambuco e Rio Grande do Norte.

Ainda de acordo com o relatório, foram desligados 28,8 mil MW (megawatts) de carga no SIN (Sistema Integrado Nacional) nesses 18 Estados, o equivalente ao dobro da potência instalada de Itaipu. No Paraguai, houve interrupção de 980 MW de carga.

O problema começou às 22h13, quando ocorreu perturbação geral, envolvendo diretamente a região Sudeste e Centro-Oeste, desencadeando desligamentos automáticos.

O ONS informa ainda que, primeiro, foi desligada a linha de transmissão de Foz do Iguaçu (PR) até Tijuco Preto (SP). Depois, outras usinas hidrelétricas de São Paulo, com capacidade de 5,6 mil MW foram interrompidas. A geração de Angra 1 e Angra 2 também cessou na sequência.

O SIN abrange todo território nacional, exceto Amazonas, Roraima e Amapá. Segundo o relatório, o restabelecimento dos equipamentos e linhas de transmissão teve início imediato após o apagão.

Os dados do operador apontam que às 22h29 a carga da região Sul já estava restabelecida, da região Centro-Oeste às 22h50 e da região Nordeste às 22h55. Às 23h50 foi restabelecida a carga de Minas Gerais.

O restabelecimento gradativo de energia em São Paulo começou às 0h04 e no Rio de Janeiro e Espírito Santo às 0h40.

Comentário:

O blecaute ocorrido na noite de terça-feira até a madrugada de quarta-feira atingiu 18 Estados, tendo uma escuridão total principalmente no Sudeste. Isso acabou causando também uma  interrupção de carga no Paraguai. 

Com esse grande impacto causado pelo apagão, o trânsito foi prejudicado, trens e metrô foram paralisados, hospitais tiveram que adiar cirurgias, prejudicando vários pacientes, muitas pessoas ficaram presas nos elevadores, e restaurantes e bares também tiveram prejuízos.

Segundo o secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia, Márcio Zimmermann, o motivo do apagão foi a queda de três linhas de transmissão causada por um relâmpago que as atingiu, resultando no desligamento da usina de Itaipu. Entretanto, não há uma certeza de que o impacto tenha sido causado pelo mau tempo, podendo ser a própria usina a origem do problema.  

fonte: http://www1.folha.uol.com.br/fol...831.shtml

      


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