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Irlanda nega graves dificuldades bancárias e culpa mercados
Por Felipe (C-12) - quarta, 17 de novembro de 2010, às 13:08:12
Categoria: Postagem Livre

O ministro de Finanças da Irlanda, Brian Lenihan, afirmou nesta quarta-feira que o sistema bancário do país não atravessa "graves dificuldades" e atribuiu a crise econômica à falta de normalização nos mercados internacionais. Em declarações à emissora RTE, Lenihan lembrou que o Estado irlandês tem suas necessidades econômicas garantidas até meados do ano que vem e que "parte dos bancos" já foi nacionalizada.

As entidades financeiras, continuou o ministro, contam também com o apoio do Banco Central Europeu (BCE), da mesma maneira que os planos orçamentários do governo para os próximos quatro anos obtiveram o respaldo da União Europeia (UE) e do Fundo Monetário Internacional (FMI). "Apesar das amplas medidas adotadas pelo governo, a Irlanda é um país pequeno e, se os problemas bancários são grandes demais para nós, a Europa deixou claro que dará ajuda para salvar o sistema", declarou Lenihan.

Ele insistiu na validade do plano quadrienal de ajustes, que será apresentado na semana que vem. Estima-se que esse plano consiga uma poupança de 15 bilhões de euros e reduza o déficit para o nível de 3% do Produto Interno Bruto (PIB) até 2014. A primeira fase desse plano começa a valer no dia 7 de dezembro com a apresentação do orçamento geral para 2011, nos quais se incluem cortes no valor de 6 bilhões de euros.

Os 27 ministros de Economia e Finanças da UE continuam reunidos nesta quarta-feira em Bruxelas, ainda sem definições sobre a crise da dívida irlandesa e com o risco real de desestabilização em outros países da Europa. Embora a Irlanda insista que não precisa de ajuda de seus parceiros internacionais, a UE e o FMI trabalham na elaboração de um plano de resgate do setor bancário irlandês.

A Comissão Europeia já anunciou o envio de uma missão técnica conjunta com o FMI e o BCE à capital da Irlanda para intensificar os trabalhos preparatórios de uma eventual intervenção na economia do país.

Entenda
Países como Irlanda e Portugal vivem situação preocupante, e não se sabe se conseguirão lidar com seus deficits sem a ajuda de fundos da União Europeia. A necessidade de financiamento público da Irlanda está garantida até meados de 2011, mas os bancos auxiliados pelo Estado estão quase sem acesso a empréstimos interbancários, dependendo do Banco Central Europeu para obter fundos. Isso ajudou a elevar os custos de financiamento de países periféricos da zona do euro, como Espanha e Portugal.

Por enquanto, o governo irlandês calculou o resgate do sistema financeiro em cerca de 50 bilhões de euros (US$ 68,4 bilhões), o que poderá elevar o déficit público em 2010 para 32% do Produto Interno Bruto (PIB). A Irlanda enfrenta pressão do Banco Central Europeu e de países da zona do euro para tomar uma decisão rápida em meio a sinais de que o contágio do mercado está chegando a Portugal, podendo afetar outros Estados maiores.

O governo irlandês disse estar negociando maneiras de estabilizar seus bancos e suas finanças e negou que um resgate estatal seja necessário para impedir o contágio de seus problemas em outros países. O ministro das Finanças português, Fernando Teixeira dos Santos, disse ao Financial Times que há um risco enorme de que seu país seja obrigado a buscar ajuda internacional, pois os mercados estão considerando Grécia, Irlanda e Portugal como um único conjunto.


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Tenda dos Milagres em Brasília
Por Felipe (C-12) - domingo, 07 de novembro de 2010, às 20:32:18
Categoria: Postagem Livre

Vitor Hugo Soares
De Salvador (BA)

"Oh, como cantam as pessoas do andar de cima!". É a frase do escritor argentino Julio Cortázar, no Manual de Instruções do livro Histórias de Cronópios e Famas, que retorna à memória do jornalista ao observar os movimentos dos primeiros dias depois de jogado o jogo eleitoral para a presidência do País.

E esta impressão do personagem surreal de Cortázar, ao perceber que há festa no andar superior, assemelha-se à sensação de quem escreve estas linhas quando já está em andamento, a todo gás, o confronto dos craques profissionais da política e dos negócios - da mídia inclusive - em disputa das fatias do poder no governo Dilma Rousseff.

Vencida a primeira batalha, a presidente descansa a seu jeito, até este domingo, em Itacaré, no sul baiano. Da ensolarada Costa do Dendê e do Cacau a presidente eleita retorna amanhã para pegar pesado, segundo ela própria declarou, na construção de sua equipe de governo - até agora mais composta de boatos que de fatos.

No colossal recanto da costa do Atlântico Sul, de águas cálidas, límpidas e areia de cartão postal de ensolarado paraíso tropical, Dilma banha-se e passeia ao sol e à brisa no ambiente onde pisaram antes dela pés de celebridades como o presidente francês Nicolas Sarkozy e a primeira-dama, Carla Bruni. Em horas mortas, conversa com nativos e com poderosos detentores de boa parte do PIB baiano e nacional, gente que povoa seletos e sofisticados "resorts" e suntuosas mansões da região.

Enquanto isso, diante dos resultados eleitorais e suas primeiras consequências, ainda repercutindo com pressão máxima dentro e fora do País, converso à distância com dois queridos amigos jornalistas cujas informações e opiniões busco sempre nos momentos em que a salada da política e da profissão fica difícil de entender e de engolir sozinho e sem ajuda.

Por exemplo, esse "trololó" de quase beatificação da vencedora (para usar a linguagem do tucano José Serra, o perdedor) na primeira semana pós eleição da primeira mulher presidente do Brasil. Tudo virou o avesso do avesso do avesso daquilo que se via, ou se ouvia há menos de 10 dias, na chamada grande imprensa nacional. De repente, é como se o milagre da transubstanciação da água em vinho houvesse sido operado outra vez, agora em terras de Tupã. E de Macunaíma, é bom que se registre para avivar memórias.

Saída quase das cinzas da fogueira ardente, bombardeada em ataques e condenações os mais insólitos e terríveis lançados sobre ela e seu passado, a eleita de repente, não mais que de repente, foi entronizada em altares insondáveis. Nos mesmos espaços onde até a véspera ela era pintada como "figura do mal", dada a malvadezas e bruxarias impensáveis, tudo parece ter-se invertido em favor de Dilma Rousseff.

Na grande tenda dos milagres nacional (salve Jorge Amado) ela acaba de ser posta no trono dos novos santos brasileiros. A quase bruxa que aparecia diariamente na fase de campanha nas paginas editoriais de tantos diários e revistas semanais importantes, é agora tratada quase como nova Irmã Dulce, a freira baiana na iminência da beatificação oficial no mundo católico, depois do Vaticano ter reconhecido recentemente o seu primeiro milagre.

No lugar de bode expiatório do País (é preciso sempre ter um de reserva para oferecer aos leões famintos), deixado vazio só por poucas horas, insanos voltam-se agora contra gente do Nordeste, mostrada como responsável por levar a vencedora ao Palácio do Planalto. Está provado, no entanto, que mesmo sem os votos dos nordestinos o triunfo da petista estaria garantido com a vantagem obtida em outras regiões - algumas delas citadas até a véspera como santuários eleitorais do tucano Serra.

Isto foi mostrado cabalmente na reportagem tão simples quanto relevante produzida pelo jornalista baiano Eliano Jorge, da equipe de Bob Fernandes, na revista eletrônica Terra Magazine, que caiu em campo na busca da verdade dos números e dos fatos, no mar jornalístico povoado de lendas, delírios e versões interesseiras. Bingo!

Um dos jornalistas das conversas no começo destas linhas, com quem bato bola via MSN, está em São Paulo. Mesmo estafado e ainda arfando pelo esforço demolidor de percorrer o país de ponta a ponta na cobertura da campanha, ele segue no batente da Redação. Busca novos fatos, enquanto a candidata eleita já repousa na praia baiana.

Depois de ver bem de perto tudo - ou quase - que Dilma Rousseff teve de engolir durante a campanha, o repórter se revela espantado "com o fervor dilmista" que sacode o Brasil, principalmente nos círculos da grande mídia, onde a vencedora parece ter virado unanimidade "a favor".

Na praia do litoral norte de Salvador, onde estuda para um concurso federal, desolada com a profissão, antes mesmo da contagem dos votos do pleito presidencial, converso por telefone com uma querida colega. Ela transmite a mesma impressão do jornalista e amigo comum em Sampa. E diz muito mais coisas, que deixo para reproduzir em outras linhas e em outra oportunidade.

E isso seguramente não faltará a partir de amanhã, quando Dilma Rousseff voltará a Brasília depois do repouso em Itacarezinho e a tenda dos milagres no planalto central do Brasil voltará a ferver.

A conferir.


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MG: no último dia, Serra faz campanha onde Lula foi vaiado
Por Felipe (C-12) - sábado, 30 de outubro de 2010, às 18:10:17
Categoria: Postagem Livre

Na manhã deste sábado (30), o candidato do PSDB à Presidência, José Serra, participou de uma carreata em Belo Horizonte ao lado dos dois senadores eleitos pelo estado de Minas Gerais, o ex-presidente Itamar Franco (PPS) e o ex-governador mineiro Aécio Neves (PSDB). Serra acompanhou a carreata em cima de um jipe, cercado por militantes tucanos e aliados políticos. Num um momento de empolgação, subiu no banco do jipe e quase escorregou.

O governador eleito de Minas, Antonio Anastasia (PSDB), também participou da carreata, que teve faixas, bandeiras e vasto material impresso da campanha. Ao final do evento, Aécio pegou um santinho e mostrou a Serra. Vaidoso, o tucano elogiou a fotografia. Mas, ao ver seu boneco inflável passeando entre seu eleitorado, Serra não deixou de reclamar: "Está muito careca, não acha?"

A carreata saiu da região das Mangabeiras - bairro de renda alta onde o presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi vaiado no dia 16 deste mês - e terminou na Savassi, outro bairro nobre onde Serra foi ovacionado. Devido à quantidade de militantes na carreta o tucano transferiu a coletiva que daria ao fim do ato para o Palácio das Mangabeiras.

Na Savassi, a campanha de Serra ainda mostrou um vídeo em um telão com o jurista e fundador do PT, Hélio Bicudo, lendo um manifesto em defesa da democracia, feito em 22 de setembro e assinado por diversos intelectuais. Os participantes do evento também cantaram o Hino Nacional com os braços erguidos, seguido por um longo abraço entre Serra e Aécio.


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Otan: Bin Laden vive confortavelmente no Paquistão
Por Felipe (C-12) - segunda, 18 de outubro de 2010, às 12:53:18
Categoria: Postagem Livre

O líder da Al-Qaeda, Osama bin Laden, está vivendo confortavelmente em uma casa no noroeste do Paquistão, não muito distante de seu principal tenente, o egípcio Ayman al Zawahiri, segundo um alto funcionário da Otan citado pela rede de televisão CNN.

"Ninguém da Al-Qaeda está morando em uma caverna", afirmou a fonte, que pediu o anonimato.

Bin Laden, procurado pelos atentados de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos, é protegido pela população local e por "alguns membros dos serviços de inteligência paquistaneses", indicou.

Além disso, o mulá Omar, líder dos talibãs afegãos, trafega regularmente entre as cidades de Quetta (sudoeste) e Karachi, no Paquistão.

Várias autoridades americanas, entre as quais a secretária de Estado Hillary Clinton, afirmaram recentemente que Bin Laden está escondido nas zonas tribais do noroeste do Paquistão.

A região do Waziristão do Norte, nas montanhas da fronteira entre Afeganistão e Paquistão, é apontada como bastião dos talibãs afegãos e da Al-Qaeda.


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Destino de Marina: nem Serra nem Dilma no segundo turno
Por Felipe (C-12) - domingo, 17 de outubro de 2010, às 19:09:31
Categoria: Postagem Livre

Dois amigos, dois familiares e dois assessores, portanto pessoas do círculo mais próximo da ex-candidata do PV à presidência da República, Marina Silva, revelaram as tendências predominantes na definição de sua posição para o segundo turno.

Mapa político: veja os vencedores por Estado na corrida presidencial

Em conversas com a reportagem do Terra, sob o signo da discrição, eles delinearam um quadro geral de forças que terão participação na definição do "segundo voto" dos eleitores de Marina Silva.

Eis o resumo das conversas:

- Existe uma parcela pequena do PV que é egressa do PT, com o qual ainda mantém laços, disposta a apoiar Dilma Rousseff no segundo turno;

- A maioria do PV esteve coligada com o PSDB nos últimos anos em vários Estados, tendo uma enorme tendência a apoiar José Serra;

- Existe dentro do PV uma "grande quantidade" de pessoas que ingressaram no partido há menos de um ano, após a filiação de Marina Silva. É difícil dizer qual seria a tendência dessas pessoas, sendo que a maioria nunca teve filiação ou alinhamento partidário anterior;

- Marina Silva está propondo ao PV que as plenárias ou discussões para definir a posição do partido no segundo turno conte com a participação de movimentos e personalidades que não pertencem aos quadros do partido, mas que marcaram presença na campanha: o Movimento Marina Silva, que tem mais de 40 mil pessoas inscritas no seu site, lideranças sindicais, lideranças religiosas de diversos credos, além de artistas e intelectuais, alguns bastante conhecidos como Paulo Sandroni e Eduardo Gianetti;

- Num fórum ampliado de decisão, ficam mais diluídos os grupos de alinhamento pré-definidos e se pode fazer uma discussão que Marina Silva denomina de "mais programática do que pragmática".

- Uma das possibilidades é que os verdes, partidários ou não, redijam um resumo da plataforma da campanha de Marina Silva e entregue tanto a Dilma Rousseff quanto a José Serra. Aos dois candidatos caberia dialogar diretamente com os eleitores de Marina Silva e convencê-los de sua sinceridade ao incorporar as novas diretrizes verdes às suas respectivas campanhas;

- O argumento: os eleitores de Marina Silva escutaram a candidata dizer durante todo o primeiro turno que nenhum candidato é dono dos votos, que o voto pertence ao eleitor e que este deve votar sem obedecer a tutelas. Marina Silva não se considera tutora dos quase 20 milhões de votos que obteve;

- Acrescente-se a isso o fato dela ter criado divergências explícitas tanto com Serra quanto com Dilma, a quem considera muito parecidos, a ponto de ter declarado que sua candidatura não constituía, como alguns analistas afirmavam, uma "terceira via", mas uma segunda por considerar o tucano e a petista como "a mesma via do desenvolvimentismo sem sustentabilidade";

- Nessa visão, prevalece a frase dita por Pedro Agostinho, de 83 anos, para quem a filha Marina Silva "não se junta" com um nem com outro, isto é, com Dilma ou Serra;

- Diante desse quadro, não será surpresa que os dirigentes do PV em vários estados se juntem com Serra ou Dilma, mas engana-se quem imaginar que possam transferir votos. Portanto, considera-se uma ilusão que os dirigentes do partido sejam donos de um espólio muito maior do que tudo que a legenda alcançou até hoje em eleições anteriores;

- Se é possível uma comparação, é como dizer que o PT seja dono da popularidade de Lula ou considerar que Lula tenha total controle de transferencia de seus votos aos candidatos que apóia. A própria eleição tratou de deixar evidente que nada disso é verdade.


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