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Economia mundial: Desequilíbrios globais vão persistir
Por Stefanie (C-30) - terça, 15 de novembro de 2011, às 22:17:39
Categoria: Postagem Livre

A cúpula do G20 no início de novembro teve poucos resultados substanciais, mas o comunicado que se seguiu aproveitou a oportunidade para notar, como sempre, que os desequilíbrios econômicos globais — especificamente os grandes desequilíbrios de conta corrente — continuam sendo um problema. O consenso entre os multilaterais de países desenvolvidos, incluindo o FMI, é que até que esses desequilíbrios sejam desfeitos de maneira ordenada novas crises financeiras serão inevitáveis. A opinião da Economist Intelligence Unit é que os desequilíbrios globais já estão cedendo naturalmente, até certo ponto, mas que as mudanças estruturais têm um longo caminho a percorrer.

Para as economias ocidentais que lutam para sair do tumulto financeiro e econômico dos últimos anos, os líderes políticos falam com entusiasmo em mudar suas economias dos serviços financeiros para fontes de renda mais práticas.

A manufatura, antes vista como uma atividade não sofisticada que era melhor deixar para os mercados emergentes, hoje está sendo abordada como uma maneira segura e honrosa de um país ganhar a vida. Principalmente os países com déficit de conta corrente como Estados Unidos e Reino Unido estão ávidos para reequilibrar-se para longe da demanda doméstica em direção a um crescimento puxado pelas exportações, e as empresas buscam oportunidades de crescimento nos mercados emergentes, enquanto a demanda interna está paralisada.

 

Fonte: http://www.cartacapital.com.br/eco...ao-persistir/


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Como estaremos em 2050?
Por Aldeia_global - domingo, 13 de novembro de 2011, às 00:00:53
Categoria: Postagem Obrigatória

Conforme algumas pesquisas e estudos das Nações Unidas, a participação relativa dos maiores de 65 anos, no Brasil, crescerá de forma marcante nas próximas décadas. Em 2050, pouco mais de 25% da população brasileira, ou seja, um em cada quatro brasileiros(as) terá mais de 65 anos de idade. O que isso representa para a economia brasileira?

Essa resposta é muito complexa e não se pode fazer ilações sobre um período ainda bastante distante de nós temporalmente baseados em cenários que não levaram em consideração todas as alternativas possíveis de políticas públicas.

Uma população envelhecida representa uma série de desafios a serem encarados já nos próximos anos. Os dois mais patentes que se apresentam a uma primeira vista são aqueles ligados à saúde pública e a questão previdenciária.

Em termos de saúde, a população demandará por medicina especializada em idosos, as implicações do custo de tratamento de doenças típicas de idade avançadas, o tipo de atendimento adequado a essa parcela da população são todos fatores novos cuja demanda crescerá nas próximas décadas a uma taxa que as autoridades governamentais terão de não somente prever mais corretamente, como também, serem capazes de responder em umtimming totalmente diferente do atual.

Do ponto de vista da saúde pública, a população mais idosa representará uma variável nova, com peso relativamente grande e crescente sobre os orçamentos públicos. As múltiplas dimensões de problemas relacionados à saúde voltada para uma população idosa deverão ser objeto de análise nos próximos anos, a fim de que o país prepare-se de forma adequada para a nova realidade que vai começar a se impor nas próximas décadas.

A preocupação que emerge da projeção de envelhecimento populacional diz respeito à sustentabilidade dos sistemas de previdência pública e privada, dadas as condições vigentes, um contingente significativo da população estará retirado das atividades produtivas – um em cada quatro brasileiros – e pesando sobre as contas públicas, tanto no lado da saúde pública, quanto no lado previdenciário. Portanto, a pergunta que nos remete ao pensamento é a seguinte; estamos ou estaremos a aproveitando nosso atual e futuro presente bônus demográfico?

Geralmente a literatura sobre demografia, compreende, muito sinteticamente, a hipótese de bônus demográfico quando uma parcela importante da população em idade ativa, ao produzir, gera recursos adicionais que podem ser revertidos em poupança, em investimentos e desenvolvimento econômico do país. Evidentemente, essa relação não é direta, mas depende de políticas macroeconômicas de manutenção de pleno emprego, de investimento em formação de capital humano e de acumulação de poupança, o que, a longo prazo, configuram-se como condições fundamentais para que o bônus possa ser reaproveitado.

Neste sentido, é importante salientar, não há bônus demográfico quando não se atinge o pleno emprego dos fatores de produção. O que se quer dizer é que o bônus não ocorre se houver desperdício de recursos humanos; de pouco adiantará ter mais pessoas em idade ativa se essas pessoas não puderem efetivamente trabalhar e produzir decentemente. Assim, quanto maior for a geração de emprego e o grau de formalização, maiores serão as chances de aproveitar –se os benefícios da estrutura etária do país.

O lado complicado da equação é que as ações que podem envidar um longo prazo de desenvolvimento com envelhecimento dependem de ações que começam a ser tomadas agora. Infelizmente, porém, o calendário da demografia não se conjuga necessariamente com o calendário político.

Da mesma forma, as ações de política econômica quase sempre estão focadas em prazos mais curtos, dada a imprevisibilidade que paira sobre o longo prazo e, no caso brasileiro, em particular, à cultura curto prazista de condução da política econômica.

Sabe-se que estaremos, em 2030, mais adultos e, em 2050, mais velhos. Sabe-se que haverá menos crianças e mais idosos. Sabe-se que se estará vivendo mais por essas épocas. Portanto, é mais do que urgente repensar e ampliar o papel do Estado na construção da cidadania presente e futura. Caso contrário, ao se manter as atuais condições de temperatura e pressão, na esfera econômica, social e política, pelo menos duas perguntas emergem; conseguiremos superar a pobreza e a exclusão social? Estaremos vivendo melhor?

Fonte: http://www.cartacapital.com.br/economia/como-estaremos-em-2050/

Comentário: Presenciamos um momento único na história de um país, o bônus demográfico. Período em que a população economicamente ativa supera a inativa, dando oportunidade de acúmulo de recursos adicionais que poderão ser revertidos em poupança, investimentos e desenvolvimento econômico ao país. Mas esse bônus pode tornar-se uma bomba-relógio se as medidas certas não forem tomadas. Tais atitudes estão sendo adiadas por políticos que não querem realizar reformas necessárias por poderem atrapalhar seus mandatos, mas os danos serão visíveis posteriormente. Ao fim desse período de transição da pirâmide etária de país jovem para país velho, a preocupação será em como corresponder à saúde pública e previdência requeridas. È preciso que o Estado repense e mude seu papel no campo político e social enquanto há tempo, para que a bomba não exploda nas mãos das futuras gerações.


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Traficante Nem diz que metade do que faturava com drogas ia para policiais
Por Aldeia_global - sexta, 11 de novembro de 2011, às 15:03:22
Categoria: Postagem Obrigatória

Do UOL Notícias*
Em São Paulo

O traficante Antônio Bonfim Lopes, o Nem, preso na madrugada de ontem (10) durante operação policial na favela da Rocinha, no Rio de Janeiro, disse em depoimento na sede da Polícia Federal que metade do que faturava com a venda de drogas era entregue a policiais civis e militares, segundo reportagem do jornal carioca "O Globo". O traficante disse também que a propina tinha como destino final uma série de agentes públicos e que teve lucro zero em determinados períodos por causa da frequência de pagamentos. Segundo estimativas da Polícia Civil, não confirmadas no depoimento, o traficante faturava mais de R$ 100 milhões por ano.

O traficante contou no depoimento que uma parte do seu lucro com a venda de drogas era usado para ajudar moradores da Rocinha, com pagamento de enterros, fornecimento de cestas básicas, compra de remédios e realização de obras. "Quando me pediam, eu comprava tijolos e financiava a construção de casas na comunidade", disse.

Em entrevista à TV Globo, o secretário de segurança, José Mariano Beltrame, disse que gostaria muito que Nem falasse o que sabe, por conhecer "a arquitetura do tráfico de drogas e como são os meandros da corrupção".

Nem, apontado como chefe da quadrilha que controla a venda de drogas na Rocinha, foi preso quando tentava fugir da comunidade no porta-malas de um carro. Quinze pessoas foram detidas durante a operação de cerco montada pela Polícia Militar, em conjunto com a Polícia Federal -- entre elas Nem e dois homens que, segundo a polícia, tinham papéis importantes dentro da quadrilha: Anderson Rosa Mendonça, o Coelho, e Sandro Luis de Paula Amorim, o Peixe. Segundo o chefe de Estado-Maior operacional da Polícia Militar, coronel Alberto Pinheiro Neto, o cerco da Rocinha é o primeiro passo do processo de pacificação da comunidade. O coronel não revelou, no entanto, quando será iniciada a ocupação efetiva da favela.

“Vamos recuperá-la no momento adequado. Haverá retomada desse espaço, promovendo o retorno da lei e da ordem, procurando evitar qualquer dano colateral à população. Vamos distribuir telefones [para que as pessoas façam denúncias]. Como a quadrilha está desarticulada, esse é um momento muito bom para que as pessoas que desejam viver em paz denunciem, que avisem onde estão drogas e armamentos”, afirmou o coronel.

Pinheiro Neto disse que será necessário um efetivo “muito grande” para ocupar a Rocinha, o Vidigal e outras favelas próximas. Entretanto, ele não explicou como a Polícia Militar conseguirá manter o morro ocupado até que sejam formados os policiais da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP).

Nem, que era o traficante mais procurado do Rio de Janeiro, foi capturado na Lagoa, próximo à Rocinha, quando tentava escapar ajudado por três homens, um dos quais tentou se passar por cônsul honorário do Congo, que também foram presos. Segundo o coronel Ribeiro Costa Filho, os detidos tentaram subornar os policiais com ofertas de dinheiro que chegaram a R$ 1 milhão.

O chefe do tráfico da Rocinha chegou à sede da Polícia Federal aparentemente tranquilo e consciente de sua situação. Depois, ligou para sua mãe para comunicar que havia sido preso e pediu que seus filhos não deixassem de ir ao colégio, informou em entrevista coletiva o delegado Victor Poubel.

Há quase uma semana, as autoridades armaram um cerco em torno da Rocinha, a populosa favela com cerca de 70 mil habitantes que está encravada em morros que se situam entre os bairros de classe alta do Leblon, Gávea e São Conrado. Para isso foram mobilizados centenas de policiais de diversos corpos, aos quais nos próximos dias devem se unir tropas das Forças Armadas, que fornecerão também veículos blindados para ocupar a comunidade.

Antes da captura de Nem, que ocorreu durante a madrugada, tinham sido detidos cinco supostos traficantes que fugiam da favela, assim como três policiais e dois ex-policiais que aparentemente trabalhavam como seguranças para os delinquentes. Na operação, também foram confiscados três fuzis, 11 pistolas, várias granadas, dinheiro e munição.

http://noticias.uol.com.br/cot...ara-policiais.jhtm

Comentário: A ação policial que culminou na prisão de um dos traficantes mais procurados, o Nem, e no confisco de diversos armamentos que estavam sob o controle das milicias que comandam as comunidades do Rio de Janeiro, contribuiu também para que a mídia focasse na questão da corrupção policial, que se integra á rede de crime organizado na cidade. A corrupção deflagrada nos diversos setores políticos da sociedade tambem afeta a policia. A missão dessa corporação é a proteção dos cidadãos mas em diversos casos, tais representantes do poder militar utilizam sua influência para lucrar juntamente aos narcotraficantes. A imininência da criação de uma legislação eficaz na punição de tais corruptos e a reforma no sistema judiciário para que tais delinquentes sejam realmente condenados é visivel e apenas deste modo a sociedade migrará para um estágio de justiça e paz.


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Câmara aprova desvinculação de receitas por quatro anos
Por Paula (C-24) - quarta, 09 de novembro de 2011, às 22:07:10
Categoria: Postagem Livre

09/11/2011 - 18h09

MARIA CLARA CABRAL
DE BRASÍLIA

Em votação na Câmara, o governo conseguiu manter a prorrogação da DRU (Desvinculação de Receitas da União) até dezembro de 2015.

Destaque da oposição para prorrogar o mecanismo por apenas dois anos foi derrotado por apenas 43 votos a favor e 267 contra.

CCJ do Senado aprova emenda que estende validade da DRU até 2015
Oposição vai ao Supremo para evitar votação da DRU
Governo desiste de concluir DRU durante a madrugada

A DRU é um mecanismo que permite ao governo gastar livremente 20% de suas receitas, e sua aprovação libera recursos da ordem de R$ 62,4 bilhões, contribuindo para viabilizar de modo mais equilibrado o superavit primário de R$ 71,4 bilhões, fixado como meta para o próximo exercício financeiro.

Ele seria extinto em dezembro, por isso a base aliada corre para aprovar a proposta de sua prorrogação antes do recesso parlamentar, que tem início em 23 de dezembro.

Os oposicionistas precisavam de 308 votos para aprovar a emenda. Muitos deputados do DEM, no entanto, permaneceram em obstrução, sem registrar seu voto.

Esse era considerado um dos destaques mais arriscado pelo governo, pois alguns deputados da própria base ameaçavam votar a favor dele.

Os deputados ainda analisam outros destaques que podem mudar a DRU. A ministra Ideli Salvatti (Relações Institucionais) acompanha a votação do gabinete do presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS).

O texto principal da proposta foi aprovado na madrugada desta quarta-feira. A intenção do governo é finalizar a votação dos destaques e o segundo turno ainda hoje. Depois, o texto ainda segue para análise em dois turnos no Senado.

Uma preocupação do governo é que o STF (Supremo Tribunal Federal) analise ainda hoje recurso apresentado pela oposição que tenta impedir a votação dos dois turnos da proposta no mesmo dia. Pela Constituição, entre um turno e outro cinco sessões do plenário precisam acontecer.

 

fonte: http://www1.folha.uol.com.br/pod...atro-anos.shtml


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Alunos marcam plenária para discutir propostas da reitoria da USP
Por Aldeia_global - segunda, 07 de novembro de 2011, às 21:50:35
Categoria: Postagem Obrigatória

Os estudantes da Faculdade de Filosofia, Letra e Ciências Humanas (FFLCH) da Universidade de São Paulo (USP), depois de quase três horas e meia de reunião nesta segunda-feira (7), ouviram as propostas feitas por dois representantes da reitoria e convocarão uma plenária às 20h para deliberar sobre elas.

De acordo com o professor Wanderley Messias da Costa, que representa a direção da universidade, a reivindicação dos alunos de revogar o convênio com a Polícia Militar para fazer a segurança do campus está “fora de questão”.

Ele disse que a proposta é criar dois grupos de trabalho mistos (composto por alunos, representantes da reitoria e servidores) para “falar em aprimoramento de um policiamento comunitário no campus, com respeito aos direitos humanos” e outro para examinar os processos abertos contra estudantes e funcionários da USP. “Este grupo examinará os processos para avaliar caso a caso como será o procedimento.”

Para os representantes dos alunos na reunião, Rafael Alves, a proposta foi unilateral. “Nós vamos realizar uma plenária para avaliar as propostas que fizeram, mas elas não são suficientes para nós.” Segundo ele, o canal de diálogo com a reitoria permanece aberto. “Particularmente, acredito que [a proposta] não é uma coisa palatável”, disse.

Intervenção da PM
O prazo dado pela Justiça para a reintegração de posse da reitoria desde a madrugada de quarta (2) termina às 23h desta segunda. Questionado se a Polícia Militar seria acionada para desocupar o prédio, o professor Wanderley Messias disse: “[Se o prazo não for cumprido] A USP vai avisar à juíza que homologou o acordo”. No sábado, uma reunião entre as duas partes e a magistrada ampliou o prazo de cumprimento da liminar, que terminaria às 17h de sábado, para esta segunda. “Se eles afrontarem a decisão da Justiça, assumirão os ônus dessa postura”, afirmou.

Já os estudantes, que discutem as propostas da reitoria às 20h, dizem que as consequências de um eventual confronto com a PM serão atribuídas à direção da USP. “Se a polícia massacrar estudantes, a responsabilidade é do reitor, João Grandino Rodas, que trouxe a PM para o campus.”

Fonte: http://g1.globo.com/sao...oria-da-usp.html

Comentário: O campus da Universidade de São Paulo necessita de segurança, ora reforçada pela Polícia Militar em parceria com a universidade.  O que acarretou em grande insatisfação de estudantes da área de Filosofia, Letra e Ciências Humanas (FFLCH), por não concordarem com a presença dos políciais no campus. Como resultado, houve a ocupação do prédio pelos estudantes.Hoje, ápos a reunião entre alunos e a reitoria, a mesma apresentou proposta para que os estudantes deixem o local até as 23horas (do dia de hoje) em condição de reintegração de posse e se necessário o uso da força policial.


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