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Por Mundo_da_Geografia - quarta, 17 de outubro de 2012, às 19:35:32
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Eleições na Venezuela: Chávez pode ficar 20 anos no poder
Por Renan (D-25) - segunda, 15 de outubro de 2012, às 12:51:01
Categoria: Postagem Livre
Hugo Chávez foi reeleito presidente da Venezuela no domingo (7 de outubro). Há 14 anos no cargo e agora no quarto mandato consecutivo, o líder socialista pode permanecer no poder até 2019, totalizando duas décadas. Direto ao ponto: Ficha-resumo As eleições presidenciais deste final de semana foram consideradas as mais disputadas dos últimos anos. Chávez foi eleito com 54,84% dos votos, contra 44% de seu adversário, o moderado Henrique Capriles. Em comparação, nas eleições passadas, em 2006, Chávez venceu com 62,8%. A campanha dos candidatos dividiu o país. De um lado estava a parcela mais pobre da população que, beneficiada com programas sociais, formou a ala dos “chavistas”. Do outro, venezuelanos da classe média, empresários e investidores (prejudicados pelas políticas trabalhistas e pelas desapropriações de terras) apostavam no rival. O resultado, porém, confirmou a longevidade política de Chávez. Ele é o presidente há mais tempo na função em toda a América Latina. Essa permanência, rara em regimes presidencialistas, se deve à sua alta popularidade, conquistada por projetos sociais financiados pelo petróleo e por mudanças na Constituição do país. Ao ser eleito em 1999, Chávez iniciou a “revolução bolivariana”, criando um governo populista de esquerda que nacionalizou a economia, concentrou poderes no Estado e perseguiu adversários políticos. Seu governo também foi marcado pelo antagonismo com os Estados Unidos, durante o governo de George W. Bush (2001-2009), e alinhamento com países socialistas, como Cuba e China. No primeiro mandato (1999-2000), Chávez fez um referendo para convocar uma Assembleia Constituinte. As mudanças na Constituição aumentaram os poderes do presidente e de intervenção do Estado. Por conta dessas alterações, foram convocadas novas eleições em 2000, nas quais Chávez foi reeleito. Golpe de Estado O segundo mandato (2000-2006) começou com medidas polêmicas, de estatização da economia e expropriação de terras. Em abril de 2002, o presidente viveu o momento mais dramático de sua vida política quando, após uma sucessão de greves, sofreu um golpe de Estado que o afastou do cargo por quase dois dias. Em 2006, Chávez foi reeleito para um terceiro mandato (2006-2013). Em 2009, ele conseguiu aprovar a emenda constitucional que permite a reeleição ilimitada para alguns cargos públicos, incluindo o de presidente. O limite estabelecido pela Constituição venezuelana era de 12 anos, ou dois mandatos consecutivos de seis anos cada. Já em 2010, Chávez viu cair sua popularidade diante de três medidas polêmicas: a desvalorização da moeda local, os planos de racionamento de energia e o cancelamento da transmissão de canais de TV a cabo. Entre as emissoras fechadas estava a Radio Caracas Televisión Internacional (RCTVI), que havia apoiado a tentativa de golpe oito anos atrás. A despeito das turbulências no governo, da pressão de países ocidentais que o acusam de autoritarismo e da crise econômica, o programa socialista de Chávez garantiu melhorias nas áreas de saúde e habitação, antes consideradas críticas. Petróleo Como resultado, a Venezuela é hoje o país com menor índice de desigualdade na América Latina. Segundo a ONU, o índice de Gini é de 39,0. Esse índice serve de parâmetro internacional para medir a desigualdade: quanto mais próximo de 100, maior ela é. Para efeito de comparação, o índice de Gini do Brasil é de 51,9. Outro dado, fornecido pelo Cepal (Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe, na sigla em espanhol), aponta que a taxa de pobreza no país passou de 49% em 1999 para 29% em 2010. Os gastos públicos do socialismo bolivariano – tendência ideológica baseada nas ideias do líder revolucionário Simón Bolívar (1873-1830) – são financiados pela exportação de petróleo. A Venezuela é hoje o país com a maior reserva de petróleo do mundo, ultrapassando a Arábia Saudita. Isso confere também uma vantagem estratégica a Chávez, que conquistou aliados na região fornecendo o produto a preços mais baratos. Assim, o presidente venezuelano tornou-se expoente de uma “virada à esquerda” na América Latina, que inclui Cuba, Nicarágua, Honduras, Bolívia, Peru (até 2011) e Equador. Mas nem todos os problemas sociais foram sanados na Venezuela. Um dos desafios do quarto mandato de Chávez é a criminalidade. O país possui hoje uma das maiores taxas de homicídio da América do Sul: 48 mortes para cada 100 mil habitantes (dados extraoficiais apontam 57 homicídios para cada 100 mil pessoas). No Brasil, a taxa é de 26,2 por 100 mil habitantes. Câncer A saúde, contudo, é o maior inimigo do presidente. Chávez, 58 anos, teve um câncer diagnosticado em junho de 2011. Ele fez tratamento em Cuba, mas sofreu uma recaída em fevereiro deste ano. Como as informações sobre o estado de saúde do presidente são tratadas com sigilo, ninguém sabe ao certo a gravidade ou se ele conseguirá cumprir o próximo mandato. De qualquer modo, as eleições na Venezuela e, sobretudo, seu resultado retratam uma tendência de governos de esquerda na América Latina que ressurgiram com Chávez. Trata-se de uma esquerda mais radical, que destoa das modernas democracias na medida em que flerta tanto com o populismo, presente em programas assistencialistas, quanto com o autoritarismo, implícito em projetos de permanência no poder.
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Gurgel cogita pedir recolhimento de passaportes de réus do mensalão
Por Mundo_da_Geografia - sábado, 06 de outubro de 2012, às 23:34:40
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Procurador-geral da República estuda medida para evitar eventuais fugas. Ele poderá fazer pedido ao Supremo Tribunal Federal no fim do julgamento. O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, disse neste sábado (6), em Brasília, que estuda medidas a serem adotadas no final do julgamento do mensalão para evitar que réus condenados fujam do país, de modo a garantir a "efetividade" das punições determinadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Embora afirme não acreditar que condenados tentem fugir, entre as medidas cogitadas, disse, está pedir ao STF o recolhimento dos passaportes de réus. Segundo Gurgel, porém, qualquer medida só pode ser tomada ao final do julgamento, depois da etapa de dosimetria (definição do tamanho das penas). Quando questionado sobre o caso de Henrique Pizzolatto, réu já condenado pelos ministros do Supremo e que estaria de férias na Itália, Gurgel afirmou que o advogado havia garantido que o cliente retornaria ao Brasil. O procurador-geral explicou que os réus não estão proibidos de viajar e que Pizzolatto saiu do país de forma regular. No caso de Pizzolatto, uma dupla cidadania o beneficiaria porque ele não poderia ser extraditado da Itália, por exemplo. O advogado de Pizzolatto, Marthius Sávio Lobato, informou que ele já está no Rio de Janeiro, em sua residência fixa. Gurgel afirmou que a viagem de Pizzolatto o fez lembrar do caso do ex-banqueiro Salvatore Cacciola, que também tem cidadania italiana. E brincou: "Tem de esperar ele ir para Mônaco", lembrando que Cacciola foi preso pela Interpol quando estava naquele país. http://g1.globo.com/politica/mensalao/noticia/2012/10/gurgel-cogita-pedir-recolhimento-de-passaportes-de-reus-do-mensalao.html COMENTARIO: O STF pediu os passaportes dos réus para eventuais fugas.Alguns já foram viajar como foi o caso de Henrique Pizzolato que está de ferias na italia,no entanto o mesmo tem cidadania italiana e pode usar esse recuro(como o caso do ex-banqueiro Salvatore Cacciola).Porém qualquer medida só pode ser tomada apartir do julgamento, e os advogados confirmarama presença dos réus.
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Romênia teve primeiras eleições livres em 1990
Por Francisco (D-5) - terça, 02 de outubro de 2012, às 15:30:28
Categoria: Postagem Livre
Em 20 de maio de 1990, aconteceram as primeiras eleições livres na Romênia, depois de 53 anos. O vitorioso foi o até então presidente interino Ion Illiescu. A eleição foi realizada num clima extremamente emocional. A campanha eleitoral, que entrou na sua fase decisiva poucos meses após a derrubada e execução do ditador Nicolae Ceausescu, em dezembro de 1989, esquentou não só por causa de insultos verbais, como também por causa de agressões físicas. Os três partidos que apresentaram candidatos ao pleito - a Frente de Salvação Nacional (FSN), o Partido Nacional Liberal e o Partido Camponês - não tiveram muito tempo para conquistar a simpatia dos eleitores. A FSN, liderada por Ion Illiescu, presidente interino do país desde fins de 1989, teve no mínimo duas vantagens em relação às outras legendas, como explica o escritor e jornalista romeno Keno Verseck. "A maioria dos observadores - e esta também é a minha impressão - dizem que a data das eleições foi precoce demais. Há que se considerar que, durante a ditadura de Ceausescu, de 1965 a 1989, praticamente não houve espaço para nada, nem para o mínimo de oposição admitida em outros países europeus. Não existia uma oposição organizada. Existiam pequenos partidos oposicionistas, mas para eles o prazo das eleições era demasiado curto. A FSN, por sua vez, se organizara como órgão dirigente provisório do país e, ao mesmo tempo, apresentou candidato próprio às eleições. Por isso, ela desfrutou de duas vantagens: definiu o calendário eleitoral e era o partido que comandava provisoriamente a máquina do Estado." Já antes do pleito se via que a oposição não tinha qualquer chance. Principalmente o Partido Camponês ignorou em sua campanha anticomunista o fato de que muitos eleitores eram ex-filiados do antigo Partido Comunista e, de alguma forma, se haviam arranjado com o sistema, dependendo ainda materialmente das estruturas econômicas e administrativas criadas pelo regime socialista. Votação sob observação do exterior O sistema eleitoral forneceu argumentos para a oposição alimentar um forte temor de manipulação do pleito. Os 16,8 milhões de eleitores tinham de optar entre 82 partidos e organizações, numa cédula eleitoral de 24 páginas. O voto era dado na forma de um carimbo no quadradinho ao lado do partido ou do candidato escolhido. O carimbo fora do quadradinho invalidava o voto. Diante das denúncias da oposição de amplas fraudes por parte da frente interina de governo, cerca de 600 observadores estrangeiros foram enviados à Romênia. Eles garantiram que as primeiras eleições parlamentares e presidenciais livres, depois de 53 anos de ditadura, transcorreram de forma relativamente legal. Como era previsível, o presidente interino Ion Illiescu venceu com 86 por cento dos votos válidos. O resultado não surpreendeu. "Era evidente que a FSN obteria a maioria absoluta e Illiescu, mais do que uma maioria de dois terços", diz Verseck. O jornal oposicionista Romana Libera escreveu, à época, que o resultado eleitoral era a expressão do atual nível político da Romênia, que deveria ser reconhecido e aceitado. Era o resultado de decisões individuais de pessoas cuja mentalidade e comportamento foram profundamente influenciados pela ditadura Ceausescu. A FSN venceu, mas a possibilidade, pela primeira vez depois de muitas décadas, de controlar-se o poder do partido governante através de uma forte oposição no Parlamento não foi aproveitada. Continuidade moderada E quais eram as expectativas dos eleitores? Para Verseck, os eleitores esperavam uma continuidade moderada. "É assim que eu caracterizaria o partido de Illiescu, à época chamado Frente de Salvação Nacional. É um partido da continuidade moderada. Não fez grandes mudanças, como criar estruturas democráticas. Era o que muitas pessoas esperavam e é isso que aconteceu." Em seu primeiro mandato, Ion Illiescu exerceu a presidência da Romênia de 1989 a 1996. Através de uma nova Constituição, referendada em dezembro de 1991, foi instituído o pluripartidarismo no país, garantidos os direitos humanos e estabelecidas as bases para a economia de mercado. Depois de ter sido sucedido em 1996 por Emil Constantinescu, da Convenção Democrática da Romênia, Illiescu foi reeleito para outro mandato de quatro anos nas eleições de dezembro de 2000.
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Mundo islâmico: Filme gera tumultos antiamericanos
Por Renan (D-25) - domingo, 30 de setembro de 2012, às 15:56:09
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Protestos contra os Estados Unidos espalharam-se nesta semana por mais de vinte países islâmicos, em dois continentes, deixando 30 mortos. O motivo da crise foi um vídeo contendo material considerado ofensivo à religião muçulmana. As cenas foram divulgadas na internet no dia do aniversário de onze anos dos ataques do 11 de Setembro. Direto ao ponto: Ficha-resumo Na mesma noite, o embaixador americano na Líbia, Christopher Stevens, morreu em um ataque ao consulado dos Estados Unidos em Benghazi, segunda maior cidade líbia. Outros três funcionários do corpo diplomático também morreram no prédio da embaixada, que foi incendiado. Essa foi a primeira morte de um diplomata americano em três décadas. Nos dias seguintes, outras embaixadas americanas foram alvo de manifestações em países árabes e de maioria muçulmana, no norte da África e na Ásia central e meridional. Entre eles, Egito, Tunísia, Sudão, Iêmen, Irã, Iraque, Afeganistão, Indonésia e territórios palestinos. Não por acaso, o “mapa” dos tumultos coincide, em parte, com o palco da onda de protestos pró-democracia do ano passado, a chamada “Primavera Árabe”. Nessas nações, a queda de regimes ditatoriais gerou instabilidade política e fortalecimento de grupos islâmicos radicais, que agora insuflam a ira contra os americanos. Um dos casos mais exemplares é o do Egito. Pressionado por manifestações populares, o presidente Hosni Mubarak renunciou ao cargo no dia 11 de fevereiro, encerrando três décadas de ditadura. Em junho, no segundo turno das primeiras eleições livres da história do país, o candidato da Irmandade Muçulmana, Mohamed Morsi, venceu as eleições presidenciais. A Irmandade Muçulmana é um dos movimentos que segue o fundamentalismo islâmico moderno, surgido nos anos 1980, que defende um Estado baseado nos princípios do Islã. Para os fundamentalistas, os Estados Unidos são vistos como inimigo por apoiar Israel nos conflitos contra os árabes e pelo histórico de intervenções militares na região. YouTube Nesse contexto, o vídeo polêmico tornou-se o estopim de novas revoltas. O vídeo de 14 minutos, veiculado no YouTube, contém cenas de um filme amador. A película foi produzida nos Estados Unidos e intitulada A Inocência dos Muçulmanos. As cenas mostram o islamismo como uma seita de fanáticos, e o profeta Maomé como um homem violento, pedófilo e bissexual. Os muçulmanos consideraram o filme uma blasfêmia. Dois dias depois da divulgação, o diretor Sam Bacile foi identificado como Nakoula Basseley Nakoula, um cristão copta (egípcio) de 55 anos que vive na Califórnia e já foi condenado por fraudes em 2010. Atores disseram que foram enganados pelo diretor, que não teria revelado, durante as filmagens, o teor religioso da produção. O presidente Barack Obama e sua secretária de Estado, Hilary Clinton, criticaram o filme. Charges Não é a primeira vez que insultos ao islamismo provocam protestos no mundo. Em 30 de setembro de 2005, o jornal Jyllands-Posten, de maior tiragem na Dinamarca, publicou 12 caricaturas intituladas “As faces de Maomé”. As charges provocaram manifestações violentas, incêndio em embaixadas dinamarquesas e uma crise diplomática com países árabes. O redator-chefe do jornal, ameaçado de morte, pediu desculpas publicamente. Em setembro de 2010, o pastor Terry Jones despertou a atenção mundial por seu plano de queimar exemplares do Corão no aniversário dos atentados terroristas do 11 de Setembro. Após as fortes reações no mundo muçulmano e das críticas de líderes internacionais, Jones desistiu da ideia. Mas em 20 de março de 2011 ele voltou atrás e cumpriu o prometido em uma igreja na Flórida, diante de 50 fiéis. Em reação, houve protestos no Afeganistão que deixaram vinte mortos, entre eles sete funcionários da ONU. Ambos os casos voltaram a se repetir este ano. Em abril Terry Jones queimou exemplares do livro sagrado do Islamismo. Mais recentemente, no último dia 19, o semanário de humor francês Charlie Hebdo publicou charges do profeta Maomé que contribuíram para aumentar a tensão no mundo árabe. Preocupado com a repercussão, o governo francês anunciou o fechamento temporário de suas embaixadas e escolas em 20 países. Consequências políticas Essa nova onda de protestos é relevante porque afeta a política externa dos Estados Unidos em suas relações com o Oriente Médio. Ela pode também ter consequências nas eleições presidenciais americanas deste ano. Quando Barack Obama assumiu a Presidência, em janeiro de 2009, ele mudou os rumos da política isolacionista e beligerante de seu antecessor, George Bush, cujo governo promoveu a invasão do Iraque e do Afeganistão. Essas guerras foram respostas aos atentados terroristas de 2001. Agora, a mudança dos rumos políticos no Oriente Médio compromete os esforços diplomáticos na região. Os atos antiocidente podem ser ainda usados por adversários políticos, uma vez que a campanha de reeleição de Obama se baseia, em parte, no sucesso da abertura do diálogo com os povos islâmicos.
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