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PARQUE DO PIQUERI, SÃO PAULO, SP
Por Geotigres - terça, 25 de novembro de 2014, às 14:39:33
Categoria: Postagem Obrigatória

PARQUE DO PIQUERI, SÃO PAULO, SP
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Apesar de chuva, Cantareira segue em queda
Por Roberta (A-23) - segunda, 20 de outubro de 2014, às 22:40:49
Categoria: Postagem Livre

Sistema chegou a 3,5% de sua capacidade nesta segunda-feira (20); apesar disso, precipitação no fim de semana foi considerada alta

Apesar da chuva considerável que atingiu a região do Cantareira no domingo (19), o sistema se manteve em queda nesta segunda-feira (20). De acordo com a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), os reservatórios atingiram o índice de 3,5%. No domingo, eles marcavam 3,6% da capacidade.

Mesmo assim, a precipitação no fim de semana foi alta, considerando as medições anteriores, com 23,9 milímetros somente no domingo (19). Até então, havia chovido 0,5 milímetro durante todo o mês. A média histórica de outubro é de 130,8 milímetros.

Na quinta-feira (16), o presidente do Tribunal Regional Federal, Fábio Prieto,suspendeu a liminar que determinava a revisão da quantidade de água retirada do Sistema Cantareira e proibia a captação da segunda cota do volume morto do manancial pela Sabesp.

Os reservatórios contam com 106 bilhões de litros da segunda reserva profunda das represas, quantidade que deve ser suficiente para manter o abastecimento da Região Metropolitana de São Paulo até março de 2015 sem decretar racionamento oficial.

http://vejasp.abril.com.br/mat...ue-em-queda


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Dilma vê tentativa de 'golpe' e Aécio diz que 'assaltaram' a Petrobras
Por Victoria (A-26) - sábado, 11 de outubro de 2014, às 11:03:41
Categoria: Postagem Livre
Candidatos reagiram aos depoimentos que relatam propina na estatal. Juiz nega vazamento e oposição quer chamar doleiro com urgência na CPI.

Os candidatos à Presidência Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB) reagiram nesta sexta-feira (10) a depoimentos sobre suposta propina repassada a partidos a partir de desvios em contratos na Petrobras. Em Canoas (RS), a petista disse ver tentativa de "golpe" da oposição por explorar o caso durante o processo eleitoral. No Rio, o tucano criticou a adversária por se posicionar contra a revelação dos depoimentos.

Nesta quinta, vieram à tona depoimentos em que o ex-diretor de Abastecimento Paulo Roberto Costa e o doleiro Alberto Youssef, considerado operador de um esquema de lavagem de dinheiro, confirmaram que propinas pagas por empreiteiras em obras da Petrobras abasteciam o PT, PMDB e PP (entenda no vídeo ao lado).

Durante ato de campanha em Canoas (RS), a candidata do PT acusou a oposição de tentar "dar um golpe" por causo do "uso eleitoreiro" de investigações de casos de corrupção. "Eles  jamais investigaram, jamais puniram, jamais procuraram acabar com esse crime horrível, que é o crime da corrupção. Agora, na véspera eleitoral , sempre querem dar um golpe. Estão dando um golpe. [Com] Esse golpe, nós não podemos concordar", disse.

Antes, em entrevista em Brasília, Dilma disse achar "muito estranho e muito estarrecedor" a divulgação dos depoimentos para a imprensa em meio à campanha eleitoral. "Considero incorreto divulgar parcialmente, no momento eleitoral, não acho isso correto. Sou a primeira a defender investigação rigorosa, profunda, de tudo o que disseram esses indivíduos", completou.

O juiz federal Sérgio Moro, que conduz o processo, negou que as informações tenham sido vazadas. Segundo ele, as falas de Costa e Yousseff se deram em ação penal que não está em segredo de Justiça e que, portanto, devem ser divulgada em prol da "transparência". "A sua divulgação, ainda que pela imprensa, é um consectário normal do interesse público e do princípio da publicidade dos atos processuais em uma ação penal na qual não foi imposto segredo de justiça", afirmou em nota.

No Rio de Janeiro, o candidato do PSDB, Aécio Neves, criticou Dilma por se opor à divulgação dos depoimentos e disse que o governo não teve reação quando "assaltaram" a Petrobras.

"Nesta sexta ficou clara a diferença de posição entre a candidata e a presidente, que disse ser estarrecedor o vazamento dos depoimentos dos envolvidos do petrolão. Considero estarrecedor os depoimentos, esses crimes que foram cometidos de forma contínua. Assaltaram a maior empresa brasileira nas barbas desse governo, sem reação desse governo. Estamos indignados com o que aconteceu com a Petrobras", disse o tucano, em entrevista à imprensa.

Ele também prometeu levar às investigações ao "limite", para que os envolvidos sejam processados e os culpados punidos.

Em Brasília, o deputado federal Carlos Sampaio (PSDB-SP), representante do partido na CPI mista da Petrobras, disse nesta sexta-feira (10) que vai pedir que o doleiro Alberto Youssef seja ouvido com “urgência” pela comissão. A convocação dele já foi aprovada, mas a data do seu depoimento ainda não foi marcada.

O tucano também vai exigir que seja convocado o tesoureiro nacional do PT, João Vaccari Neto, apontado por Youssef como operador do dinheiro de propina paga ao PT; e de Renato Duque, diretor de Serviços da Petrobras de 2003 a 2012. Para Sampaio, o esquema “é um escândalo infinitamente mais rumoroso que o mensalão”.

O líder do governo no Congresso e integrante da CPI mista, senador José Pimentel (PT-CE), disse que seu partido foi favorável à convocação de Youssef e não teme os depoimentos do doleiro e do ex-diretor. "Tudo que aparece é para ser apurado, nosso partido não esconde nada, pelo contrário, estimulamos a apuração", declarou.

http://g1.globo.com/pol...ram-petrobras.html









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7 coisas que você precisa entender sobre o Estado Islâmico
Por Roberta (A-23) - quarta, 08 de outubro de 2014, às 22:39:55
Categoria: Postagem Livre
 Desde que os Estados Unidos invadiram o Iraque, em 2003, os conflitos no Oriente Médio têm aparecido na mídia com mais frequência.
Por anos, o ocidente ouviu todo tipo de relato, principalmente os mais atrozes, como invasões, terrorismo e morte de civis.
Em 2014, a avalanche de notícias ruins chegou ao seu ápice quando vídeos que mostram a violência explícita de um grupo radical muçulmano foram divulgados na internet.

Para entender a situação no Oriente Médio, é importante conhecer melhor o Estado Islâmico. É aqui que a gente entra.
Confira sete informações básicas sobre o tema a seguir:

1. Sunitas e Xiitas
A história é antiga, do início do século VII. Quando morreu o profeta Maomé, fundador do islamismo e responsável pelo Alcorão, começou uma disputa política para ver quem ocuparia a posição de principal líder da cultura islã.
Quem reivindicava o cargo era Ali, genro de Maomé. Mas o povo o achava jovem e inexperiente demais para o cargo.
Quem acabou escolhido pela maioria dos muçulmanos foi Abu Bakr, que era amigo do profeta.
A discordância foi a origem de uma divisão na população islâmica. Mas, por um tempo, ficou tudo bem. Depois de Abu, outros dois líderes foram aclamados como chefes supremos e governaram em paz.
Mas, em 656, o califa Uhtman foi assassinado por um grupo rebelde, o que abriu espaço para que Ali finalmente se tornasse o novo governante. Nesse ponto, a tensão entre os dois grupos já era enorme e o califa acabou morto cinco anos depois, por um opositor.
Além dessa desavença política, questões religiosas também separam os grupos. Aqueles que seguem rigidamente as antigas interpretações do Alcorão e da lei islâmica, a Sharia, são os xiitas.
Eles defendem, por exemplo, que os califas só podem vir da árvore genealógica de Maomé. Apesar de serem minoria em outros lugares, são parte significativa do Iraque e do Irã, por exemplo.
Já os sunitas, que correspondem a cerca de 90% da comunidade islâmica do mundo, divergem dos xiitas com relação ao tipo de sucessão do profeta e adotam uma fonte de conhecimento diferente: o livro de Suna.
Nele são contados os grandes feitos de Maomé e, por essa natureza, os sunitas tendem a ser mais abertos às transformações.
O Estado Islâmico veio do povo sunita, apesar de carregar consigo uma aura de violência que não é característica dele.

2. As guerras no Iraque
AFP/Getty Images / Joe Raedle

Tudo começou quando os Estados Unidos invadiram o Iraque, em 2003, sob o pretexto de combater o terrorismo.
A ocupação não foi nem um pouco pacífica e o país norte-americano enfrentou uma grande resistência de diversos grupos militares iraquianos.
Destes, um dos que mais se destacou foi o Jama’at al-Tawhid wal-Jihaduma, que existia desde 1999 e era liderado pelo jordaniano Abu Musab al-Zarqawi.
Ele foi o responsável por comandar diversos ataques às forças de coalizão e promover as ações suicidas contra civis iraquianos.
Demorou apenas um ano para que ele firmasse aliança com Osama Bin Laden, mudando o nome do grupo para Tanzim Qaidat al-Jihad fi Bilad al-Rafidayn, ou, como é mais conhecido, Al Qaeda no Iraque.
Nos dois anos seguintes, o grupo se fundiu com outros menores e buscou evitar os erros cometidos pela facção principal da Al Qaeda. Isso foi em 2006, pouco antes do líder al-Zarqawi ser morto por um ataque aéreo promovido pelos Estados Unidos, em junho.
Esse fato trouxe Abu Omar al-Baghdadi para o poder e, em outubro do mesmo ano, o grupo passou a se autointitular Estado Islâmico do Iraque (EII), cujo principal objetivo era estabelecer um estado islâmico nas áreas majoritariamente sunitas do país.
No fim década de 2000, a imagem do EII foi severamente abalada por conta da violência gratuita contra a população iraquiana, que deixou de apoiá-lo massivamente.
A reorganização começou a ser feita em 2010, quando os líderes Abu Omar al-Baghdadi e Abu Ayyub al-Masri foram assassinados por ações dos Estados Unidos, dando espaço ao atual líder: Abu Bakr al-Baghdadi.
Após a saída das tropas dos Estados Unidos do Iraque, no final de 2011, quem ficou responsável pela reestruturação do país foi um grupo xiita.
Apesar da elaboração de uma nova constituição e da transformação do Iraque em uma república parlamentarista, os ataques na região continuaram.
Comandados por diversos grupos contrários ao governo pró-ocidente, entre eles o Estado Islâmico do Iraque, os bombardeios voltaram a ser rotina.
Desde então, o EII seguiu avançando territorialmente no norte do país, sob os olhares atentos dos Estados Unidos, que só observavam tudo de longe.

3. O líder Abu Bakr al-Baghdadi


Apesar de Abu Bakr al-Baghdadi comandar o EI desde 2010, há poucas informações disponíveis sobre sua vida. 
Boa parte do que se sabe veio de blogs jihadistas. Em 2013, eles publicaram informações sobre o doutorado que o califa possui em estudos islâmicos, pela Universidade Islâmica de Bagdá.
Nascido em 1971, próximo à cidade de Samarra, ao norte de Bagdá, al-Baghdadi teria formado grupos militares nas províncias de Salaheddin e Diyala antes de entrar para a al-Qaeda. 
Em 2006, foi preso em Camp Bucca, prisão estadunidense ao sudoeste do Iraque, de onde foi liberado em 2009.
Pouco se sabe sobre sua personalidade, mas desde que o Estado Islâmico foi criado, ele prefere ser chamado de al-Khalifah Ibrahim. 
Em outubro de 2011, o Departamento de Estado dos Estados Unidos declarou que al-Baghadadi era um terrorista global e ofereceu um prêmio de 10 milhões de dólares para quem tiver informações que levem à sua prisão ou morte

4. Guerra Civil Síria

Quando a Primavera Árabe floresceu no Oriente Médio, a Síria também teve sua parcela de revoltas internas. 
O país, governado pelo partido Baath desde 1963 e pelo presidente Bashar al-Assad desde 2000, enfrentava sérias restrições econômicas, índices de desemprego na casa dos 25% e a degradação constante dos direitos humanos. 
Então, entre janeiro e março de 2011, os grandes protestos da população contra o governo começaram.
O presidente al-Assad não considerou as manifestações legítimas, declarando que elas eram feitas por terroristas, e as reprimiu com intensidade. 
Segundo o Observatório de Direitos Humanos, cerca de 73 mil pessoas foram mortas no conflito só em 2013, sendo que 22 mil delas eram civis. 
E o que era apenas um conflito político, tornou-se também um conflito religioso por conta das divergências existentes entre os diversos grupos que vivem no país.
O Estado Islâmico entra nessa história porque, desde que al-Baghdadi tomou o controle do grupo, em 2010, eles cruzaram a fronteira síria.
 Com os confrontos contra o poder local, o EI enviou diversos militares para combatar al-Assad e garantir a formação da Jabhat al-Nusra, o braço deles na Síria.
Esse grupo foi o responsável por vários ataques a cidades sírias, especialmente no norte do país.
 Em 2013, a Jabhat al-Nusra se uniu com o Estado Islâmico do Iraque, formando o chamado Estado Islâmico do Iraque e Síria (EIIS ou ISIS, em inglês).

5. O califados
No dia 29 de junho de 2014, o EIIS anunciou a criação de um califado nas terras dominadas por ele no Iraque e Síria. 
Com isso, o califa al-Baghdadi se autodeclarou como autoridade para os cerca de 1,5 bilhão de muçulmanos existentes no mundo. 
Nesse mesmo período, devido a conflitos internos com o líder do braço sírio, o EIIS se separou e passou a ser chamado apenas de Estado Islâmico (EI).
O califado nada mais é do que uma forma de governo em que o governante é considerado o sucessor do profeta Maomé, seja geneticamente (como pregam os xiitas) ou escolhido pelo povo (a ideia dos sunitas), e que reúna em si toda a fé islâmica sem limites geográficos. Tipo um governo universal mesmo.
 Os autores divergem quanto à última vez em que um califado tenha funcionado.
 Alguns dizem que foi durante os quatro primeiros governos da sociedade islâmica e que durou apenas 30 anos, ainda no século VII. 
Outros relatam diversas outras tentativas ao longo da história, inclusive o califado Ahmadiyya, que seria uma organização global que estaria em funcionamento desde 1908.
Os califados também possuem um caráter expansionista e não reconhecem fronteiras políticas. O Estado Islâmico, por exemplo, vem realizando ataques sucessivos a diversas cidades sírias e iraquianas, aumentando sua extensão territorial. 
Desde o início de 2014, por exemplo, cidades como Mosul, Tikrit e Deir Ezzor foram tomadas. 
De acordo com o serviço de inteligência dos Estados Unidos, estima-se que o EI seja composto por mais de 31,5 mil pessoas, sendo 15 mil estrangeiros de 80 países, muitos deles veteranos de guerras anteriores, o que contribui com a organização militar do grupo.

6. A violência
Carlo Allegri/Reuters

Em agosto de 2014, o Estado Islâmico divulgou um vídeo que mostra a decapitação do jornalista britânico James Foley, desaparecido na Síria desde 2012. 
Menos de um mês depois, outro vídeo foi divulgado e a morte de mais um jornalista, Steven Sotloff, foi confirmada. 
O terceiro vídeo que foi parar na internet mostrava o assassinato humanista britânico David Haines.
Os casos chocaram o mundo. Em grande parte porque tratava-se da execução de pessoas ocidentais, não-muçulmanas. 
Mas a verdade é que a violência do Estado Islâmico não é um caso isolado. 
Apesar de ser sunita, o grupo é mais radical em suas posições do que a maioria da população islâmica e tem causado controvérsias por isso. 
Em julho, por exemplo, o grupo destruiu a Tumba de Jonas, local sagrado tanto para o islã, quanto para católicos e judeus. 
Na invasão do campo de gás de Shaer, 270 pessoas foram mortas. 
Em maio de 2014, 140 jovens curdos foram raptados para terem lições sobre o radicalismo islâmico. Isso sem falar nos vários ataques a civis feitos ao longo dos anos, sem confirmação do número de mortos.
Aliás, declarar a fundação de um califado é, acima de tudo, uma forma de mostrar a superioridade do Estado Islâmico frente aos outros grupos islâmicos existentes. 
Na Síria, um dos principais conflitos atuais é contra o governo de Assad. No Iraque, eles lutam no oeste do país, na província de Anbar. 
No caminho desses dois países, não faltam relatos de execuções em massa. Contribui para isso o poder de fogo que o EI possui e a organização militar, muito maior do que o de seus adversários locais.

7. Reação internacional
Em agosto de 2014, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciou uma intervenção na região pela primeira vez desde 2011, quando as tropas saíram do Iraque. 
Em setembro, o discurso endureceu e Obama disse que os Estados Unidos liderariam uma coalizão contra EI. “O ‘Estado Islâmico’ não é islâmico, pois mata e aterroriza, e também não é um Estado”, disse.
As críticas feitas pela população norte-americana a respeito da guerra ao terror durante governo Bush ajudam a explicar a demora em Obama se manifestar. 
Mas, diante dos vídeos divulgados pelo EI e da pressão popular, o governo não pode deixar de se manifestar. Mas com cuidado. 
O presidente garantiu que não enviaria tropas para a Síria, apenas esforços aéreos para ajudar os combatentes locais.
A posição dos Estados Unidos reflete um pouco a situação do mundo com relação ao Estado Islâmico. Alguns países da região tentaram interferir na situação através do apoio a tropas locais, mas não adiantou muito. 
Apesar de a ONU já considerar o EI como uma organização terrorista desde 2004, outros países-chave para o conflito demoraram a se manifestar ou ainda não o fizeram. 
A Turquia só quebrou o silêncio em outubro de 2013. A Arábia Saudita, em março de 2014, e o Reino Unido, em junho do mesmo ano. 



fonte:http://exame2.com.br/mobile/mundo/noticias/7-coisas-que-voce-precisa-entender-sobre-o-estado-islamico
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Racionalização do voto derrubou Marina, diz especialista
Por Geotigres - quarta, 01 de outubro de 2014, às 18:01:43
Categoria: Postagem Obrigatória

O escorregão agudo de Marina Silva (PSB) nas últimas pesquisas de intenção de voto pode ser um sinal de que seus adversários estavam certos: há chances de que a popularidade da candidata entre os eleitores tenha sido apenas uma “onda”.

É o que acredita Emmanuel Publio Dias, professor de marketing político da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM). Segundo ele, faltando poucos dias para o pleito, os eleitores tendem a racionalizar o próprio voto e Marina pode ter sido vítima deste processo.

“Se a eleição tivesse acabado dez dias após a morte do Eduardo Campos, talvez ela tivesse vencido”, afirma o especialista.

A candidata que já chegou a pontuar 33 pontos das intenções de voto na pesquisa Ibope no início de setembro, agora, é opção de apenas 25% dos eleitores no primeiro turno, segundo os dados divulgados ontem. Na sondagem do Datafolha, Marina está 15 pontos atrás de Dilma. 

Os ataques de Dilma Rousseff (PT) e dos outros oponentes não seriam a única explicação para o desempenho que assusta os partidários.

Falta de recursos financeiros para a campanha, pouco tempo na TV e as disputas internas dentro do próprio PSB – do qual a candidata é filiada há pouco tempo – também teriam contribuído para o enfraquecimento de Marina.

Veja trechos da entrevista que ele concedeu a EXAME.com:
EXAME.com - Os ataques contra Marina Silva são, realmente, os responsáveis pela queda nas intenções de voto? Emmanuel Publio Dias - Em uma campanha eleitoral, não existe um fator que sozinho seja responsável por resultados expressivos nas pesquisas de intenção de voto.

Eles são resultado de uma série de pressões e fatores que podem ser construídos à medida que a própria opinião pública se forma a partir de seus agentes, que são os veículos de comunicação, as redes sociais, a propaganda eleitoral e até conversas com conhecidos.

Existem alguns fatores que são muito importantes. O acidente que vitimou o Eduardo Campos foi um deles.

EXAME.com - Que impactou a candidatura dela ... Publio Dias – Foram dois resultados imediatos. O avião caiu no colo dos eleitores e colocou o assunto eleições na mesa dos brasileiros.

Com isso, revelou o Eduardo Campos, que era desconhecido total dos eleitores, e catapultou a candidatura de Marina que passou a ser depositória das esperanças de um candidato idealizado.

Ele passou de desconhecido a idealizado e se transformou em um legado, que foi transferido para ela. A grande dúvida é, até que ponto, estes votos são de Marina ou resultado deste processo.

EXAME.com - Qual é a sua opinião? Publio Dias - Os votos eram muito mais deste momento, deste legado emocional. O eleitor que não gosta de política, mas tem que votar, começa a prestar mais atenção [ao processo eleitora] e racionaliza a intenção de voto. Nesta racionalização, Marina e outros candidatos que foram beneficiados com a tragédia de Eduardo Campos se esvaziam.

EXAME.com – O que ela deveria ter feito para ser a conclusão óbvia desta racionalização? Publio Dias – Uma série de fatores colaborou para ela não conseguir transformar este legado em intenções consistentes de voto. A campanha não tinha tantos recursos, nem tempo na televisão, a estrutura partidária era fragilizada. Se a eleição tivesse acabado dez dias após a morte do Eduardo Campos, talvez ela tivesse vencido.

EXAME.com – Descontando os fatores estruturais, qual deveria ter sido a estratégia de comunicação da campanha?Publio Dias – Demostrar claramente sua capacidade de ser presidente, de viabilizar o plano de governo em discursos mais efetivos. Tanto Aécio [Neves, PSDB] quanto Dilma têm determinações claras de como fazer e o que fazer. Ela tem intenções, propostas institucionais e algumas até intangíveis, que são frágeis. 

Mas a eleição ainda não acabou para ela, que tem várias chances de ir para o segundo turno.

Fonte: http://exame2.com.br/mobile/brasil/noticias/racionalizacao-do-voto-derrubou-marina-diz-especialista

Comentário: Após a morte de Eduardo Campos, ouve uma comoção da população brasileira por conta disso, o número de volto da candidata Marina Silva (PSB), que assumiu o lugar, aumentou. Muitos votos migraram dos candidatos Dilma Russef(PT) e Aécio Neves (PSDB). Antes o partido PSB estava em terceiro colocado nas pesquisam, as chances do presidente pelo partido ser eleito não era grande, com a comoção por causa do acidente houve um aumento da popularidade do partido assumindo primeiro lugar nas pesquisas. Porém, agora faltando uma semana para as eleições a sua popularidade vem diminuindo, e pesquisam indicam que a atual presidente Dilma está em primeiro lugar novamente, mesmo assim Marina Silva ainda tem grandes chances de ir para o segundo turno se tiver. A perca de voto pode ser causada pela diminuição midiática da morte de Eduardo Campos e também pelas desavenças internas do partido. Pode se levar em conta a migração de Marina para o PSB por não ter conseguido fundar seu partido Rede Sustentabilidade.-Roberta 
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