Blog: MaisMundo
Você está vendo a Turma 2014 - Ver outros anos

MaisMundo Blog: MaisMundo
Diana (C-6), Giulia (C-14)
Henrique (C-16), Lucas (C-19)

MERCADO MUNICIPAL
Por MaisMundo - quarta, 26 de novembro de 2014, às 21:09:57
Categoria: Postagem Obrigatória

2014
Lido 302 vezes   Comentários (0)
 
 
Ebola é o vírus da pobreza e escancara a desigualdade, mal do século
Por Giulia (C-14) - sábado, 15 de novembro de 2014, às 19:58:19
Categoria: Postagem Livre

“Não devemos esquecer que esta é uma doença da pobreza, dos sistemas de saúde deficientes e de desconfiança". A declaração é de Peter Piot, cientista belga que há 40 anos descobriu o vírus Ebola numa aldeia africana. Tanto tempo depois, mais uma epidemia causada pela ação do vírus já matou cerca de mil pessoas, segundo a Organização Mundial de Saúde, em três países do continente que já foi visto, nos anos 60, como o mais promissor do “Terceiro Mundo”.

Colonizada até o fim da II Guerra, a África passou a ser uma promessa quando se viu independente, caminhando sobre as próprias pernas. Mas, já era tarde. O comércio de escravos e os muitos saques sobre seu subsolo riquíssimo em minerais tornaram o continente vulnerável. Para completar, catastróficas gestões governamentais, com ditadores economicamente analfabetos, mais interessados em encher o próprio bolso do que em administrar bem o território.

E a África, hoje, ainda por cima, sofre a ameaça de eventos causados pelas mudanças climáticas. Níger, um dos países mais pobres do mundo, segundo o último relatório de desenvolvimento humano do PNUD (Programa das Nações Unidas), enfrenta uma seca seríssima praticamente a cada dois anos. Aliás, os últimos seis países no ranking do IDH estão no continente africano. Entre eles, Serra Leoa, um dos afetados pela atual epidemia de Ebola.

A África reflete sintoma de uma civilização doente, acredita o professor Evandro Vieira Ouriques, coordenador do Núcleo de Estudos Transdisciplinares de Psicopolítica e Consciência da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a quem convidei para refletir um pouco sobre a questão.

“Cabe lembrar que o Ebola vem desse continente, perdoe-me a expressão, estuprado pelo Ocidente, e ao qual se atribui a origem da Aids, como se sabe através de um vírus chamado SIV, encontrado no sistema imunológico dos chimpanzés e do macaco-verde africano...”, lembra o mestre. Ele me sugere convidar outros atores, por exemplo os especialistas em medicina tropical, para ajudar a reflexão.

No site da Agência Fiocruz encontro uma entrevista com a médica infectologista Otília Lupi, que nos ajuda a entender um pouco mais sobre a origem do vírus. “Ele foi transmitido para seres humanos que tiveram contato com sangue, órgãos ou fluidos corporais de animais infectados, como chimpanzés, gorilas, morcegos-gigantes, antílopes e porcos-espinhos”, diz ela.

Logo depois, a médica traz a informação que corrobora a minha reflexão: “É importante lembrar que a enfermidade está acontecendo em uma das regiões mais pobres do mundo. A capacidade de oferecer terapia de suporte ao paciente é muito precária, mesmo com toda a ajuda que tem recebido da OMS, Médicos Sem Fronteiras etc. As estruturas montadas para a assistência não têm as mesmas condições de um hospital regular. A relação médico-paciente lá é de 1 para 10 mil pessoas, um número totalmente ineficiente . A letalidade pode ser menor se o paciente for tratado em um centro com mais recursos”, disse a médica às repórteres Carolina Landi, Marina Bittencourt e Renata Moehlecke.

Não, o Brasil não corre risco iminente, acredita a médica, porque tem um sistema de saúde muito mais bem estruturado. E não tem, como lá, uma tradição que exige rituais extremamente insalubres. Na primeira epidemia, que ocorreu no Sudão, as seringas eram reutilizáveis até cem vezes, o que agravou muito a letalidade. Já na segunda epidemia, a transmissão estava relacionada à prática funeral de esvaziar o conteúdo intestinal dos corpos dos mortos antes de enterrá-los. A cultura, nesse caso, agredindo a natura.
A atual epidemia, acredita a médica, pode estar relacionada ao hábito da caça e ao consumo de animais silvestres. Uma das primeiras medidas de controle foi interromper a venda dessa carne nos mercados locais da África Ocidental, mas os vendedores, sem ter outro meio de sobrevivência, cruzaram a fronteira e acabaram levando o problema para a Libéria.

Mas o Ebola é apenas mais uma das epidemias que ameaçam a vida dos africanos. A Aids é a mais letal, foi responsável pela morte de 36 milhões de pessoas desde 1981. Tem ainda as variantes das gripes e a Sars (Sindrome Respiratória Aguda Severa), doenças igualmente preocupantes. A África subsaariana e o Sul Asiático, regiões mais pobres do mundo, são também os locais mais afetados por esses males. Para acabar com o problema, o professor de economia e diretor do Instituto Terra, da Columbia University, Jeffrey Sachs, sugeriu em sua coluna de ontem publicada no jornal “Valor Econômico”, que os países ricos criassem um Fundo Mundial sob o comando da OMS.

A um custo aproximado de US$ 5 bilhões por ano, acredita Sachs, os mais pobres conseguiriam treinar agentes de saúde que pudessem ajudar os enfermos, educar os sãos para a não contaminação. Enquanto isso, os ricos tentariam sofisticar ainda mais sua capacidade para fazer pesquisas, criar medicamentos. 
Temo que Sachs esteja sendo muito otimista. Há tempos o mundo tenta essa ajuda dos mais ricos a favor dos mais pobres, sobretudo para ajudá-los a enfrentar os eventos extremos causados pelas mudanças climáticas, e não há resposta positiva até agora. Posso estar sendo muito pessimista, mas acho que o socorro financeiro só poderia começar a ser pensado se os ricos se vissem ameaçados concretamente com a doença. Na edição online da revista “The Economist” , por exemplo, o foco de uma reportagem sobre o Ebola é o fato de ele ter atravessado um território tão vasto, de Nova Guiné (onde apareceu pela primeira vez) até o Congo. Há possibilidade, diz o texto, que o vírus tenha se modificado desde então.

De qualquer forma, ainda pegando carona na reflexão da revista britânica, se uma pessoa infectada for atendida num hospital que segue critérios rigorosos de assepsia e higiene, tem muito mais chance de sobreviver do que se continuar no mesmo território que facilita a proliferação do vírus. Assim, além de ser uma epidemia que denuncia a pobreza, ela também denuncia a desigualdade. Mas fiquei espantada quando, na busca por artigos que pudessem me ajudar a pensar mais amplamente sobre o tema, descobri no livro “Reducing Inequalities”, editado entre outros por Rajendra Pachauri, cientista indiano presidente do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês), que ali mesmo, na África subsaariana, há a emergência de uma classe média que pode mudar um pouco o cenário que no início do século ainda era tão desproporcionalmente desigual.

O artigo, escrito pelo pesquisador Pierre Jacquemot, do Instituto de Relações Internacionais e Estratégicas de Paris, traz uma pesquisa do African Development Bank, em que fica claro que a classe média africana hoje já tem centenas de milhares de pessoas. São cidadãos que têm conseguido achar um espaço, dentro da estrutura atual de renda, entre os muito pobres e os muito ricos. Moçambique, Quênia e Zâmbia apresentaram o Índice Gini (em que o maior valor representa maior desigualdade) variando entre 45 e 55, enquanto Botsuana, Lesotho e África do Sul superaram 60.

Segundo a pesquisa do Banco, essa classe, que tem sido subdividida em três escalas para facilitar o entendimento do fenômeno, dá prioridade a uma economia de mercado competitiva, maior igualdade de gêneros, mais investimento em ciência e tecnologia. “As classes médias africanas participam do sonho urbano”, diz o texto. Especialistas têm declarado um certo desconforto com um comportamento que poderia levar uma aculturação e perda de solidariedade aos povos africanos. A emergência dessa classe poderia abrir a porta para novos aproveitadores diante de um quadro tão vulnerável. 

Ao mesmo tempo, há a expectativa de que essas pessoas levem um pensamento mais politizado a um povo que, até agora, tem se mostrado apático politicamente, acredita Pierre Jacquemot. Quem sabe possam levar também um entendimento diferente sobre saúde e necessidade de prevenção de epidemias. Seria um jeito de aproveitar, por contágio, pelo menos um lado bom da desigualdade, se é que se pode falar assim.


Lido 310 vezes   Comentários (0)
 
 
Custos com a violência no Brasil chegaram a R$ 258 bilhões em 2013
Por Giulia (C-14) - segunda, 10 de novembro de 2014, às 14:47:48
Categoria: Postagem Livre

Os custos com a violência no Brasil chegaram a R$ 258 bilhões no ano passado – quase 6% do PIB, que é a soma de todas as riquezas que o país produz em um ano. Os números são do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, que lança nesta segunda-feira (10) o anuário da violência, segundo o Bom Dia Brasil.

O anuário mostra que, em 2013, 2.212 pessoas foram mortas pela polícia em todo o país. Foram seis mortes por dia em confrontos. A comparação com a polícia dos Estados Unidos mostra uma explosão no número de casos. Nos últimos cinco anos, as polícias brasileiras mataram 11.197 pessoas, enquanto a dos EUA levou 30 anos para atingir quase o mesmo número de mortes: 11.090.

Policiais também foram vítimas. Em 2013, 490 foram mortos no país – 75% estavam fora de serviço. 11% dos homicídios do mundo aconteceram no Brasil. A violência tem um custo alto para toda a sociedade.

“Dos 258 bilhões gastos com os custos da segurança pública e da violência no Brasil, só R$ 65 bilhões são gastos com políticas públicas de segurança e com o sistema prisional. Isso significa que a gente gasta três vezes mais com os efeitos perversos da violência e da segurança privada do que com políticas públicas voltadas ao enfrentamento do crime e da violência”, diz Samira Bueno, diretora do Fórum.

A secretária nacional de Segurança Pública, Regina Miki, diz que a violência só vai cair se houver integração dos poderes. “A solução está em aproximarmos o judiciário da política de segurança pública e termos o respaldo da ressocialização dentro do sistema prisional”, afirma.

No anuário também existe um levantamento feito em oito estados feito pela Fundação Getulio Vargas. Ele mostrou que 57% dos entrevistados acreditam ser possível desobedecer as leis. Pior: 81% dizem que é sempre possível “dar um jeitinho” para não cumprir as leis.

A análise dos especialistas é de que esses dados são fortes sinais de que a população convive com a sensação de impunidade. E quanto maior a renda, maior a sensação de impunidade: é em Brasília que está a maior parte das pessoas que acham que é possível “dar um jeitinho".


Lido 315 vezes   Comentários (0)
 
 
Bancos da zona do euro não passam em teste de estresse
Por Giulia (C-14) - domingo, 26 de outubro de 2014, às 18:35:21
Categoria: Postagem Livre

FRANKFURT - Vinte e cinco dos 130 maiores bancos da zona do euro não passaram em um importante teste de estresse e encerraram o ano passado com um déficit de capital coletivo de € 25 bilhões, afirmou o Banco Central Europeu (BCE) neste domingo. Uma dúzia desses bancos já se movimentou para cobrir esse buraco, levantando € 15 bilhões ao longo deste ano.

O setor financeiro da Itália enfrenta o maior desafio com nove de seus bancos não tendo passado no teste, de acordo com a Autoridade Bancária Europeia (EBA, na sigla em inglês), que coordenou o quarto teste de estresse da União Europeia com o BCE. O Monte dei Paschi teve a maior diferença de capital para preencher, de € 2,1 bilhões, mesmo depois de seus esforços para levantar recursos até agora.

A EBA disse que três bancos gregos, três cipriotas, dois da Bélgica, dois da Eslovênia, e um, cada, da França, Alemanha, Áustria, Irlanda e Portugal também tinham sido reprovados no teste, tendo como referência o final do ano passado.

O BCE passou o último ano revisando os principais ativos dos bancos e submetendo-os a rigorosos testes de estresse, em exercício para sanar eventuais problemas antes do início da supervisão do setor a partir de 4 de novembro.

A marca exigida pelo BCE era de que os bancos tivessem um índice de capital de alta qualidade de pelo menos 8% de seus ativos ponderados pelo risco da situação econômica mais provável para os próximos três anos, e índice de capital de pelo menos 5,5% em um cenário mais pessimista. Os bancos com um déficit de capital terão de dizer, dentro de duas semanas, como pretendem resolver esse diferença em um prazo de nove meses.

CONFLITOS ECONÔMICOS

A EBA exigiu que 123 credores de toda a UE se submetessem a choques teóricos, como uma recessão de três anos, e disse que 24 não passaram no total. O teste do BCE incluiu um número maior de instituições na zona do euro, uma vez que também incluiu filiais de grandes bancos.odem de alguma forma conduzir o PIB (Produto Interno Bruto) é uma ilusão, e eu não sei como isso, de alguma forma, penetrou o debate político – disse o economista-chefe global da Unicredit, Erik Nielsen.

Escrutinando os balanços dos bancos, o BCE disse que, até o fim do ano passado, os valores contábeis das instituições precisavam ser ajustados em € 48 bilhões e que os empréstimos duvidosos aumentaram em € 136 bilhões, para € 879 bilhões.





Lido 323 vezes   Comentários (0)
 
 
Bovespa opera em alta com notícias eleitorais; Petrobras e BB sobem forte
Por Diana (C-6) - segunda, 13 de outubro de 2014, às 14:10:15
Categoria: Postagem Livre

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) opera com forte alta nesta segunda-feira (13), com investidores repercutindo positivamente as últimas notícias relacionadas à corrida eleitoral, tendo como pano de fundo um quadro favorável no ambiente financeiro internacional.

Às 13h25, o Ibovespa, principal indicador da bolsa paulista, subia 4,40%, aos 57.744 pontos. 

As ações da Petrobras lideravam a alta entre os papéis do Ibovespa, subindo mais de 9% perto do mesmo horário. As ações da BM&F; Bovespa e do Banco do Brasil também subiam por volta de 9%.

No fim de semana, pesquisa Sensus mostrou o candidato pelo PSDB à Presidência da República Aécio Neves largando no segundo turno com ampla vantagem sobre a candidata Dilma Rousseff, que tenta a reeleição pelo PT, enquanto Marina Silva, candidata pelo PSB derrotada no primeiro turno, declarou apoio ao tucano.

A Bovespa fechou em forte baixa nesta sexta-feira (10), movida pela influência externa negativa e pela frustração de parte dos investidores com pesquisas eleitorais divulgadas na véspera. O Ibovespa, principa indicador da bolsa paulista, encerrou o dia em queda de 3,42%, a 55.311 pontos. Na semana, no entanto, o índice tem alta, de 1,41%.

As ações da Petrobras caíram mais de 5%, enquanto as do Banco do Brasil tiveram queda superior a 4%.

 


Lido 332 vezes   Comentários (0)
 
 
  Próxima Página >>