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Defesa é informada de que julgamento de Dilma começará dia 25 de agosto
Por Ambiente_se - sexta, 12 de agosto de 2016, às 17:55:08
Categoria: Postagem Obrigatória

José Eduardo Cardozo entregou nesta sexta defesa da presidente afastada. Na semana que vem, líderes do Senado definirão detalhes do julgamento.Por Gustavo GarciaDo G1, em BrasíliaA defesa da presidente afastada Dilma Rousseff foi informada nesta sexta-feira (12), por meio de uma notificação entregue no Senado, que o julgamento final da petista no processo de impeachment começará às 9h do dia 25 de agosto. A data foi definida pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Ricardo Lewandowski, que comandará o julgamento.

A notificação, assinada por Lewandowski, convoca Dilma ou seus advogados a comparecerem na sessão marcada para o dia 25. Um funcionário do Senado foi ao Palácio da Alvorada, onde a presidente afastada reside, e entregou, às 16h05, uma notificação à petista sobre a data de início do julgamento.

Segundo apurou o G1, está sendo preparado o seguinte cronograma para o julgamento final: na quinta-feira (25) e na sexta-feira (26) os senadores deverão ouvir as três testemunhas da acusação e as seis da defesa.

O julgamento deverá ser interrompido no sábado (27) e no domingo (28). Depois disso, na segunda-feira (29) o julgamento será retomado com o depoimento de Dilma Rousseff, caso ela decida comparecer ao Senado. Senão, será lida uma manifestação da petista pelo seu advogado, o ex-ministro José Eduardo Cardozo. Depois, acusação e defesa vão debater o processo.

Cardozo não quis antecipar se a presidente afastada vaicomparecer ao julgamento final.

Na terça-feira (30), os senadores deverão fazer a última discussão sobre o processo. A votação final aconteceria após a discussão entre os parlamentares. Dependendo da duração dos debates, a votação em si pode acontecer na quarta-feira (31), e não no dia anterior.

O calendário oficial do julgamento será divulgado após reunião de Lewandowski com líderes partidários do Senado e com o presidente da Casa, senador Renan Calheiros (PMDB-AL).

Para Dilma ser afastada definitivamente, são necessários os votos de pelo menos 54 senadores. Caso contrário, o processo será arquivado e a petista reassumirá a Presidência da República.

Defesa final

Responsável pela defesa de Dilma, o ex-ministro José Eduardo Cardozo entregou nesta sexta, a três minutos do encerramento do prazo, os documentos finais da defesa da petista no processo de impeachment.

O documento de 670 páginas, chamado no jargão jurídico de resposta ao libelo acusatório, além de rebater os argumentos da acusação, apresenta uma lista com seis testemunhas que a defesa quer ouvir durante o julgamento final de Dilma.

As testemunhas escolhidas pela defesa são o ex-ministro da Fazenda Nelson Barbosa, o economista Luiz Gonzaga Belluzzo, a ex-secretária de Orçamento Federal Esther Dweck, o ex-secretário-executivo do Ministério da Educação Luiz Cláudio Costa, o ex-secretário de Política de Investimento da Casa Civil Gilson Bittencourt e o professor de Direito da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Geraldo Prado.

No documento entregue nesta sexta-feira, a defesa de Dilma Rousseff faz críticas ao relatório do senador Antonio Anastasia.

Segundo Cardozo, o tucano “inovou” no relatório ao fazer “interpretações” de dispositivos legais relacionados a prazos de pagamentos de operações de crédito a fim de imputar crime de responsabilidade a Dilma Rousseff, no caso das “pedaladas”.

Por isso, durante o julgamento, Cardozo vai reivindicar, desta vez no julgamento final, a nulidade do processo.

No documento, Cardozo também pede que seja feita uma acareação entre o trio de peritos do Senado e assistentes periciais da defesa. A perícia do Senado concluiu que não houve ato direto da presidente afastada nas “pedaladas fiscais”.

Acusação
O libelo acusatório, com apenas 9 páginas, foi entregue pelos autores da denúncia na última quarta-feira (10), 12 horas depois de o Senado decidir, por 59 votos a 21, que Dilma Rousseff deveria ser julgada pela Casa.

Ao explicar a diferença de tamanho – mais de 600 páginas – do libelo para a resposta a ele, Cardozo disse que a defesa optou por fazer um documento mais extenso por ser “a última oportunidade” que os advogados tinham para se manifestar por escrito no processo.

“Achamos importante, para aqueles que quiserem consultar, que quiserem uma síntese de todas as nossas defesas, de tudo que foi alegado, achamos importante que constasse da contrariedade ao libelo”, disse.

No documento, a defesa volta a dizer que o processo de impeachment é um “golpe”, “sem embasamento constitucional” e que foi movido porque a presidente perdeu a maioria parlamentar e não porque teria cometido um crime de responsabilidade, como alegam os autores da denúncia.

A resposta ao libelo também diz que a edição de três decretos de créditos suplementares sem a autorização do Congresso Nacional e a prática de “pedaladas fiscais” – atraso de pagamentos da União para um banco público nos subsídios concedidos a produtores rurais por meio do Plano Safra – não configuram crime de responsabilidade.

Por outro lado, a acusação, formada pelos juristas Miguel Reale Júnior, Janaína Paschoal e Hélio Bicudo, e o relatório da comissão especial do impeachment, elaborado pelo senador Antonio Anastasia (PSDB-MG), dizem que os atos configuram crime.

Segundo Anastasia, as “pedaladas” configuram empréstimos da União com bancos que controla, o que é proibido pela Lei de Responsabilidade Fiscal.

O parlamentar também afirma, no parecer, que Dilma desrespeitou o Legislativo ao editar três decretos de crédito suplementar sem autorização do Congresso Nacional.


Comentário: No final do ano de 2014, quando a presidente, atualmente, afastada Dilma Roussef foi eleita para seu segundo mandato causou um alvoroço entre as cidades brasileiras, em que muitos individuos foram as ruas para pedir o impeachment da mesma. Por volta de um ano após sua reeleição, deu-se inicio ao processo em que a presidente em questao foi julgada pelo Senado e a Camara de Deputados, resultando em um afastamento de 180 dias, agora no proximo 25 de agosto se iniciara a ultima etapa para o decreto final deste longo processo.


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Após dois anos da Copa, estádios vivem crises financeiras e denúncias
Por Bruna (C-7) - domingo, 12 de junho de 2016, às 12:44:11
Categoria: Postagem Livre

O Brasil gastou R$ 8,3 bilhões em construções e reformas de 12 estádios para a Copa-2014. A alegação era de que, posteriormente, serviriam para gerar renda para o futebol nacional e para outros eventos. Mas, após dois anos da abertura do Mundial, 12 de junho, a maioria das arenas passa por crises financeiras e não justifica o investimento. Ainda há denúncias de corrupção em pelo menos cinco delas.

Lembre-se que a promessa inicial do governo federal e da CBF era de que todos os estádios teriam investimento privado, o que seria feito por empresas interessadas em geri-los. Ao final, apenas três arenas tiveram dinheiro privado, e todas tiveram financiamento com recursos públicos. O gasto previsto inicialmente triplicou.

A crise enfrentada pelos estádios é diferente em cada Estado. Há em comum nelas a dificuldade de encontrar um modelo de gestão rentável e os altos custos de manutenção e de construção. Vamos detalhar caso a caso:

Maracanã

– A concessão do estádio à Odebrecht revelou-se um fracasso tanto que a empresa discute como devolver o equipamento. A construtora acumulou prejuízo de R$ 173 milhões em dois anos de gestão. Isso pode ser explicado pelo alto custo de manutenção, e porque a empresa nunca conseguiu vender todas as propriedades pelos valores esperados inicialmente. Ressalte-se ainda que o governo do Estado mudou o modelo de negócios da arena ao impedir construção de espaços comerciais em volta. Flamengo, Vasco e Botafogo reclamaram das taxas que pagavam para usar o estádio.

– Delações de executivos da Andrade Gutierrez apontaram que foi paga propina para o ex-governador Sergio Cabral na obra. Ele nega.

Arena Corinthians

– O estádio é o maior sucesso de público entre os 12, mas um péssimo negócio até agora. A receita anual de 2015 foi de R$ 73 milhões brutos, muito inferior aos R$ 112 milhões líquidos previstos em contrato. A venda de camarotes não engatou e os naming rights estão emperrados há pelo menos quatro anos. Sem isso, o dinheiro arrecadado tem sido insuficiente para pagar os financiamentos do estádio: o Corinthians está atrasado com parcelas com o BNDES. No total, há uma dívida acumulada de R$ 800 milhões.

– Investigação da operação Lava-Jato encontrou planilha da Odebrecht que indica pagamento de R$ 500 mil ao vice do Corinthians, André Negão. Ele nega.

Mané Garrincha

– O governo do Distrito Federal prometeu que havia diversas empresas interessadas na concessão do estádio, mas nenhuma apareceu. Com o custo total de R$ 1,5 bilhão, a arena chegou a ser usada para estacionamento de ônibus e repartição pública. Tem recebido alguns jogos da Série A do Brasileiro, marcados pela violência e pela arrecadação pequena para o governo. O prejuízo estimado em 2015 foi de R$ 6,2 milhões.

– Delações de executivos da Andrade Gutierrez apontaram que o ex-governador Agnelo Queiroz recebeu propina pela obra do estádio. Ele rechaçou a acusação.

Mineirão

– O modelo de PPP (Parceria Público-Privada) feito pelo governo do Estado com a empresa Minas Arena não se mostrou rentável. O governo do Estado tinha que bancar a falta de arrecadação da empresa por meio de incremento nas parcelas até que decidiu cortar parte da verba neste ano alegando problemas de gestão. O Cruzeiro, principal usuário, brigou com a Minas Arena por causa de taxas para utilização do estádio. Há uma disputa judicial entre as partes para estabelecer quem deve a quem.

Arena Pernambuco

– Outro estádio em que surgiu disputa entre a Concessionária, controlada pela Odebrecht, e o governo do Estado. Após estudos do tribunal de contas e da FGV, o governo de Pernambuco rescindiu o contrato da PPP alegando que houve gastos indevidos na construção e subutilização do equipamento. Agora, aceitou pagar R$ 250 milhões à empreiteira para encerrar o contrato. Sport e Santa Cruz têm preferido jogar em seus estádios na Série A do que na Arena Pernambuco, o que torna a arena ainda menos utilizada.

– A Polícia Federal investiga acusação de superfaturamento na obra.

Arena Fonte Nova

Nos dois primeiros anos de operação, a Arena Fonte Nova acumulou R$ 41 milhões em prejuízo. Isso levou a Odebrecht, que firmou uma PPP com o governo local, a estudar pedir a divisão desse rombo com o governo. Ao mesmo tempo, houve discussão entre a Arena Fonte Nova e o Bahia após o clube reclamar das condições impostas no contrato. As partes chegaram a um acordo.

Arena Amazônia

– Sofreu prejuízo de R$ 7,5 milhões no ano de 2015, e retornou para as mãos do Estado do Amazonas. A receita em um ano do estádio, que custou cerca de R$ 600 milhões, foi R$ 600 mil. Em 2016, a renda melhorou e chega perto de R$ 6 milhões, bem longe, no entanto, do que foi investido. O estádio abre, basicamente, quando há jogos de times de fora do Estado.

– Delações da construtora Andrade Gutierrez apontam o pagamento de propina para os ex-governadores Eduardo Braga e Omar Aziz. O primeiro nega e o segundo não comentou o caso.

Arena Pantanal

Estádio tem um custo de manutenção de R$ 600 mil por mês, e as receitas cada vez mais raras. Os jogos da Série A que eram realizados no local sumiram por causa da falta de condições do estádio, que passou a apresentar goteiras em vestiários, e problemas de infraestrutura.

Arena Castelão

O estádio tem um custo de manutenção em torno de R$ 14 milhões. Seus números de receitas não foram divulgados, o que torna difícil saber se é superavitário ou deficitário.

Beira-Rio

A Brio, empresa da Andrade Gutierrez para gerir o estádio, levou um prejuízo de R$ 48 milhões desde a abertura, considerada a receita com camarotes e setores Vips, menos os custos financeiros e operacionais do Beira-Rio. O Internacional, como não tem que pagar despesas, fica com sua bilheteria limpa, fora as despesas de jogo.

Arena da Baixada

A CAP SA, empresa criada pelo Atlético-PR para construir e gerir o estádio, teve déficit de R$ 2,6 milhões em 2015. Sua receita foi de apenas R$ 5 milhões. Em seu balanço, o clube registrou receitas de R$ 5,5 milhões com sua arena. Ainda não foram quitados os financiamentos com o Estado para a construção do estádio.

Arena das Dunas

Registra um lucro de R$ 20 milhões em sua operação de 2014, último número conhecido. Mas isso tem relação com a forma de concessão do estádio que prevê remuneração do governo do Rio Grande do Norte, e com outros eventos como o Carnatal. Dona da concessão da arena, a OAS, em recuperação judicial por causa da Lava-Jato, tenta revender o estádio.

http://rodrigomattos.blogosfera.uol.com.br/201...iras-e-denuncias/


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Entre marchas e apelo aos militares, oposição aperta o cerco contra Maduro
Por Ambiente_se - sexta, 10 de junho de 2016, às 20:40:45
Categoria: Postagem Obrigatória

A crise política e econômica na Venezuela soma capítulos todos os dias. O mais recente deles foi uma jornada de marchas convocadas pela oposição nesta quarta-feira (18/5), em Caracas e outras capitais regionais, defendendo a realização de um referendo revogatório contra o governo. Algumas das marchas terminaram em confrontação entre manifestantes e a polícia.

Dias atrás, o presidente Nicolás Maduro tentou decretar uma extensão do “Estado de exceção e emergência econômica” no país, visando contornar os efeitos da profunda crise econômica que a Venezuela vive, e que se agrava cada vez mais. No dia 14 de mais, o decreto original completou 120 dias – o máximo permitido por lei – e o governo pretende manter a medida por 60 dias mais.

A intenção seria, segundo comunicado do governo venezuelano, tomar as medidas necessárias para que a população mais pobre não seja afetada pelo que se considera “uma guerra econômica planejada no eixo Miami-Madrid”, em referência aos grupos empresariais estrangeiros que apoiam a oposição venezuelana. Segundo Maduro, os partidos e movimentos políticos opositores “busca justificar uma intervenção estrangeira de caráter militar”, e afirma que enfrenta uma tentativa de golpe de Estado por parte da direita e dos grupos econômicos já citados.

Porém, o decreto de Maduro foi rejeitado pelo Poder Legislativo, onde a oposição tem maioria qualificada. A sessão da Assembleia Nacional que analisou o decreto terminou com uma oposição em polvorosa, defendendo a ideia de que “o governo tenta impor a vontade de Maduro a qualquer custo, passando por cima da Constituição”. Durante a jornada, grupos de parlamentares governistas, que são minoria flagrante na assembleia, chegaram a ser cercados por opositores, que gritavam palavras de ordem contra o governo ou contra o chavismo.

O afã da oposição em encurtar o mandato de Nicolás Maduro colocou duas vertentes da direita venezuelana em contraposição. Enquanto o grupo mais radical, comandado pelo presidente da Assembleia Nacional Henry Ramos Allup, tentou uma manobra inconstitucional para convocar eleições presidenciais ainda este ano – sem sucesso por enquanto, já que a proposta foi rechaçada pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE) –, o setor mais moderado, liderado pelo ex-candidato presidencial Henrique Capriles, aposta no referendo revogatório, um mecanismo presente na Constituição venezuelana.

A marcha desta quarta-feira é uma iniciativa desse grupo mais moderado. Os opositores asseguram que possuem 2 milhões de assinaturas para poder convocar o referendo, sendo que o mínimo necessário são 200 mil. Entretanto, o CNE ainda não realizou a tarefa de acreditar as assinaturas. Os partidos chavistas reclamam que as marchas opositoras visam pressionar o CNE para aprovas o pedido de referendo fazendo vistas grossas a possíveis fraudes – a marcha de Caracas teve como parada final a sede do Conselho.

Caso o pedido de referendo seja aprovado pela autoridade eleitoral, o presidente Nicolás Maduro terá que enfrentar o julgamento das urnas. O CNE terá que estipular uma data na qual os eleitores poderão votar se preferem a continuidade do mandato de Maduro até 2018, ou se o mesmo deve ser interrompido para a convocação de novas eleições presidenciais.

Não é a primeira vez que a oposição venezuelana tenta utilizar o mecanismo do referendo revogatório. Em 2004, a oposição conseguiu as assinaturas e instalou um referendo sobre o segundo mandato de Hugo Chávez. A votação ocorreu no dia 15 de agosto daquele ano, e terminou com vitória tranquila do chavismo: 58,2% dos eleitores preferiram a continuidade do então presidente no poder. Claro que a situação econômica do país naquele então era outra, os programas sociais do governo mostravam seus efeitos positivos e ainda havia a memória recente da tentativa de golpe da direita em 2002.

Por outro lado, a possibilidade de intervenção na Venezuela não está só nas palavras de Nicolás Maduro. O próprio Henrique Capriles, que encabeça o grupo mais moderado da oposição, deixou escapar, em entrevista realizada nesta terça-feira (17/5), frases de incitação aos militares: “chegou a hora da verdade, e as Forças Armadas terão que tomar uma decisão, se vão atuar para defender a Constituição ou vão defender um governo, nem que seja por omissão”.

Dias antes, o ex-presidente colombiano Álvaro Uribe afirmou que “as forças armadas democráticas devem ser colocadas a serviço da oposição na Venezuela”, ainda que sem especificar quais seriam essas instituições e como deveriam atuar. Da mesma forma, grupos políticos brasileiros ligados ao governo interino de Michel Temer já afirmaram que esperam do novo chanceler José Serra uma postura ativa de apoio à oposição venezuelana, em suas tentativas de forçar uma transição política no país.

Fonte: http://redelatinamerica.cartacapital.com.br/ent...co-contra-maduro/

 Comentário: A Venezuela está passando por uma terrível crise econômica que traz como consequências a escassez de produtos básicos, a inflação altíssima e o racionamento de energia. E a situação se agrava cada vez mais. Portanto, a forte oposição contra o governo de Nicolás Maduro está reivindicando um referendo para a revogação de seu mandato, para que uma nova eleição se inicie. Por outro lado, há a proposta de intervenção militar no país, o que pode piorar a situação política e social, além de causar feridas na Constituição.

 Por: Gabriela Maraccini


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Dólar cai mais de 2% e fecha abaixo de R$ 3,40 pela 1ª vez em quase 1 ano
Por Sâmia (C-25) - quarta, 08 de junho de 2016, às 19:01:12
Categoria: Postagem Livre
Moeda recuou pela 6ª sessão, a R$ 3,36; em 2016, dólar perdeu 14,6%.
BC não agiu e mercado reagiu a declarações de futuro presidente do órgão.

O dólar fechou em forte queda nesta quarta-feira (8), abaixo de R$ 3,40 pela primeira vez em quase um ano. A queda acompanhou o ambiente favorável nos mercados do exterior. O Banco Central permitiu a baixa da moeda, e não fez intervenção pelo sexto dia de negócios seguido.

A moeda norte-americana fechou em baixa de 2,28%, cotada a R$ 3,3697 para venda. Veja a cotação do dólar hoje. É o menor valor desde o dia 29 de julho do ano passado, quando fechou a R$ 3,3293.

A última vez que o dólar foi cotado abaixo de R$ 3,40 foi no dia 30 de julho, a R$ 3,3710.

Na semana, a moeda dos EUA recuou 4,4%. No mês de junho, perdeu 6,7% e, no acumulado de 2016, o dólar teve desvalorização de 14,6% frente ao real.

Acompanhe a cotação ao longo do dia:
Às 9h10, queda de 1,12%, a R$ 3,4101
Às 9h40, queda de 1,82%, a R$ 3,3857
Às 10h30, queda de 1,59%, a R$ 3,3993
Às 11h40, queda de 1,43%, a R$ 3,3992
Às 12h10, queda de 1,53%, a R$ 3,3957
Às 12h40, queda de 2,13%, a R$ 3,375
Às 13h20, queda de 2,09%, a R$ 3,3765
Às 13h30, queda de 1,91%, a R$ 3,3825
Às 14h45, queda de 1,74%, a R$ 3,3885
Às 15h55, queda de 2,15%, a R$ 3,3742

Declarações sobre o câmbio
Além do cenário externo positivo, também refletiram as declarações, na véspera, do indicado para a presidência do Banco Central,defendendo que a variação do dólar deve ser flutuante (sem o controle do BC). Isso fez o mercado entender que o futuro chefe do BC estaria confortável com o dólar abaixo de R$ 3,50 – patamar até então entendido como o "piso" permitido pelo órgão.

"Muita gente no mercado via um piso nos R$ 3,50 e as declarações do Ilan contrariaram essa tese", disse à Reuters o operador da corretora Ativa Arlindo Sá. "Aí o real veio com tudo [se fortaleceu], embalado também pelo cenário externo positivo". Sá disse haver espaço para o dólar recuar ainda mais, mas não estimou patamares.

Esse movimento de queda depende, porém, de uma trégua no cenário político, em meio a escândalos que vêm alimentando preocupações com a capacidade do governo de aprovar medidas de aperto econômico no Congresso Nacional. "Tem muita água para rolar ainda. O jogo só acaba quando termina", afirmou.

O mercado também ficou atento ao cenário político, à espera da decisão de Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal, sobre o pedido de prisão de José Sarney, Renan Calheiros, Romero Jucá e Eduardo Cunha, todos do PMDB.

Cenário externo
O dia no cenário internacional foi marcado por forte alta dos preços do petróleo, que atingiram o maior nível em 8 meses no terceiro dia de ganhos.

Além disso, números sobre as importações da China aumentaram expectativas de melhora na economia do país. As exportações chinesas caíram mais do que o esperado em maio devido à demanda fraca, mas as importações superaram as projeções, indicando melhora da demanda interna, segundo informações da Reuters.

Além disso, vêm enfraquecendo as apostas de alta de juros nos Estados Unidos no curto prazo, após dados fracos sobre o mercado de trabalho norte-americano e declarações da presidente do Federal Reserve, banco central norte-americano, Janet Yellen. Juros mais altos nos EUA atrairiam investidores para aquele país, aumentando assim uma tendência de alta sobre o real.

Bovespa
A bolsa paulista fechou em alta nesta quarta(8), puxada pela Petrobras e favorecida pela alta de commodities, após dados da balança comercial chinesa reforçarem estabilidade da segunda maior economia do mundo. O tom positivo também foi endossado pela ausência de novos ruídos no cenário político. O Ibovespa subiu 2,26%, aos 51.629 pontos.

Último fechamento
O dólar fechou em queda na terça-feira (7), pela quinta sessão seguida, após o indicado para a presidência do Banco Centra defender o câmbio flutuante durante sabatina no Senado. A moeda recuou 1,2%, a R$ 3,4486 na venda.

Fonte: http://g1.globo.com/economia/mercados/noticia/2016/06/dolar-cai-mais-de-2-e-fecha-abaixo-de-r-340-pela-1-vez-em-quase-1-ano.html


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Ao se firmar como candidata, Hillary Clinton evoca momento histórico
Por Gabriela (C-12) - quarta, 08 de junho de 2016, às 18:59:31
Categoria: Postagem Livre

"A vitória de hoje pertence a todos vocês, homens e mulheres", disse Hillary Clinton nesta terça (7), no discurso da vitória que marcou o momento histórico em que os Estados Unidos, pela primeira vez, consagraram uma mulher como a candidata presidencial de um grande partido.

Diante de uma plateia em êxtase no bairro do Brooklyn (Nova York), Hillary fez um discurso de união, defendendo um país que seja "tolerante, inclusivo e justo". Os EUA são melhores quando há pontes em vez de muros, afirmou a ex-chanceler, numa referência ao seu rival na eleição, o magnata Donald Trump, que defende erguer um muro na fronteira americana com o México.

"Donald Trump não tem o temperamento para ser o presidente dos EUA. Ele não quer só construir um muro na fronteira com o México. Ele quer erguer um muro entre os americanos", criticou. "Quando Donald Trump diz que um juiz de Indiana não pode fazer o seu trabalho ou chama as mulheres de porcas, ele vai contra tudo o que acreditamos".

Seu pronunciamento seguiu o tom duro do discurso que fez na semana passada sobre a política externa de Trump, dedicado quase unicamente a desqualificar o rival.

PRIMÁRIAS DE TERÇA

Hillary venceu a principal prévia das seis realizadas nesta terça, a da Califórnia —Estado com o maior número de delegados democratas em disputa. Segundo a agência de notícias Associated Press, a ex-chanceler obteve 56% dos votos.

Como previam as pesquisas, Hillary venceu as primárias de Nova Jersey, com 63% dos votos. Ela venceu ainda no Novo México e na Dakota do Sul.

Seu rival, o senador Bernie Sanders, ganhou a prévia disputada no Estado de Dakota do Norte e também em Montana, numa noite em que o revés pouco fez diferença para Hillary.

Ela já havia selado a candidatura democrata na noite de segunda (6), quando uma sondagem da Associated Press apontou que ela tinha atingido o número necessário para representar o partido nas eleições de novembro, incluindo os chamados "superdelegados", dirigentes do partido que não precisam seguir o resultado das urnas.

Após a vitória de Hillary, o presidente dos EUA, Barack Obama, a parabenizou por telefone, de acordo com a Casa Branca. Obama também ligou para Sanders, e os dois se encontrarão em Washington nesta quinta (9), quando está previsto um comício do senador —ele não havia anunciado intenção de desistir da disputa antes da última prévia, no Distrito de Colúmbia (onde fica Washington), na próxima terça (14).

Antes do discurso, as luzes se apagaram para a projeção de um vídeo sobre a história da luta dos direitos da mulher nos EUA, intercalados por momentos da campanha de Hillary. O fato de ser a primeira mulher candidata de um grande partido e possivelmente a primeira a assumir a Presidência tem sido um dos temas centrais da campanha de Hillary.

Em mensagem no Twitter, a campanha da candidata ressaltou o momento histórico. "Nesta noite, nós podemos dizer com orgulho que, nos Estados Unidos, não há barreira tão grande nem teto tão alto que não possa ser quebrado".

Com a candidatura democrata à Casa Branca assegurada, após uma disputa mais acirrada do que se esperava com o senador Bernie Sanders, Clinton terá que mover o eixo de sua campanha para a direita, agora que o foco passa a ser o embate final com o magnata Donald Trump.

É o que previram estrategistas políticos consultados pela Folha.

"Será um exercício de equilíbrio delicado para ela, entre a necessidade de ir mais para o centro, onde muitos dos americanos estão, e apoiar posturas mais progressistas para não afastar os simpatizantes de Sanders", disse Jim Manley, 20 anos de experiência como assessor de senadores democratas.

Hillary entra para a história como a primeira mulher a tornar-se candidata presidencial de um grande partido nos EUA, e ela foi a primeira a destacar isso no primeiro discurso após o anúncio da vitória nas primárias. Já o efeito eleitoral deve ser limitado, concordam os analistas. "De fato é histórico, mas não acho que vai impressionar muita gente". 


Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/mun...to-historico.shtml


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