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Depois de falhas, Wada irá monitorar controle de doping no Brasil
Por Gabriela (D-8) - quarta, 10 de agosto de 2016, às 23:02:00
Categoria: Postagem Livre

Entidade questionou a redução no número de testes em atletas brasileiros antes dos Jogos Olímpicos


A Agência Mundial Antidoping (Wada) indica que o programa do Brasil de combate ao doping passará a ser monitorado diante das falhas apresentadas. Há dois dias, a reportagem do Estado revelou que a entidade havia criticado o Brasil por conta da redução no número de testes de controle de doping realizados em atletas nacionais, antes dos Jogos Olímpicos

Depois de realizar em média 370 testes por mês em atletas, o número caiu para apenas 110 em julho, às vésperas dos Jogos. Uma carta foi enviada pela WADA ao Ministério do Esporte no final de julho para se queixar. Agora, a entidade alerta terá de passar a controlar de forma intensa o laboratório do Rio de Janeiro e a política nacional de combate ao doping. 

"Isso é uma prática inaceitável  da parte da Agência Nacional Antidoping, em especial em um momento tão crucial antes dos Jogos Olímpicos", indicou a Wada, em um comunicado. "Não podemos dar números exatos sobre o que deve ser feito, mas esses números (de 110 testes) não estão em linha com um programa eficiente", alertou.

"Um programa de testes coordenados deveria ter sido estabelecido no caminho final para os Jogos Olímpicos, em especial focando no que a agência classifica como esportes de "alto risco", alertou a Wada.

Segundo a agência, o assunto foi transferido para a força-tarefa estabelecida antes das Olimpíadas e "também para nosso comitê de avaliação do cumprimento das leis antidoping".  

"O programa brasileiro antidoping estará sob um escrutínio ainda mais intenso e monitoramento a partir de agora", alertou a Wada. 

O governo explica que o motivo da queda do número de testes foi a decisão da Agência Mundial Antidoping de suspender de forma "abrupta" o credenciamento do laboratório do Rio de Janeiro, sem prever uma alternativa. No período que o laboratório foi mantido suspenso, as coletas de sangue e urina foram afetadas.

O Ministério do Esporte explicou que tentou enviar as amostras para Lisboa, Bogotá ou Barcelona. Mas sem sucesso. 

Dados obtidos pelo Estado apontam que, entre janeiro e junho de 2016, um total de 2.227 testes foram realizados em atletas brasileiros, uma média de 371 por mês. Mas entre os dia 1 e 24 de julho, foram apenas 110 testes. 

Segundo a Wada, deste total, apenas 93 deles envolveram atletas que poderiam estar nos Jogos Olímpicos. Para ela, a coleta deveria ter sido mantida e as amostras colocadas em congeladores.


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COI critica Rio-2016 e diz que atletas estão 'nervosos'
Por Gabriela (D-8) - quarta, 03 de agosto de 2016, às 23:28:51
Categoria: Postagem Livre
Organização brasileira admite crise financeira, diz que terá de cortar serviços e alerta: 'vai chacoalhar'

O Comitê Rio-2016 é bombardeado por críticas do COI, às vésperas do início dos Jogos e os organizadores brasileiros admitem: “vai chacoalhar”. Nesta quarta-feira, a entidade máxima do movimento olímpico atacou os planos de transporte, segurança, acesso aos locais de eventos, finanças e poluição, além de alertar que partes das obras estão atrasadas. Segundo os delegados do COI, os atletas estão “nervosos” diante dos problemas

Pela primeira vez em sete anos, a Rio-2016 reconheceu dificuldades jamais reveladas publicamente, indicou que parte das obras somente serão concluídas quando o evento já começar e admite que está sendo obrigada a cortar serviços diante dos problemas financeiros. 


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Reino Unido decide abandonar União Europeia; premiê renuncia
Por Gabriela (D-8) - sexta, 24 de junho de 2016, às 21:21:01
Categoria: Postagem Livre

Em votação com taxa de comparecimento recorde, britânicos rejeitam permanência no bloco; libra cai a menor valor em relação ao dólar desde 1985

Em um referendo histórico com mobilização recorde do eleitorado, superior a 70%, o Reino Unido decidiu ontem deixar a União Europeia (UE). No início da madrugada, com a divulgação dos resultados ainda parciais, bolsas de valores da Ásia desabaram e a libra esterlina caía ao menor valor frente ao dólar desde 1985 como reação à vitória do “Brexit” – a saída britânica.


Apurados os resultados de 331 dos 382 distritos eleitorais, os números parciais indicavam 52% de votos pela saída contra 48% pela permanência. No início da madrugada (horário de Brasília), a emissora britânica BBC confirmou que o resultado era irreversível. 


A exemplo da eleição geral britânica de 2015, as urnas contradisseram a maioria das pesquisas de intenção de voto. Levantamentos apontavam para a vitória do “permanecer” e dois importantes políticos que fizeram campanha contra a UE chegaram a dizer que já imaginavam a derrota pouco após fechamento das urnas. 

Nigel Farage, líder do Partido pela Independência do Reino Unido (Ukip) e uma importante voz em favor da saída, disse à Sky News após o encerramento da votação que o comparecimento foi extremamente alto e parecia que o "Remain" (permanência) venceria. A ministra Theresa Villiers, que fez campanha pela saída, disse à TV que o “instinto” lhe dizia que o "Leave" (saída) perderia.

Os comentários de Farage e as pesquisas de opinião levaram a libra esterlina a seu nível mais alto em seis meses – US$1,50. A moeda despencou em 10%, no entanto, depois que a apuração na cidade de Sunderland, no noroeste, mostrou um grande apoio à saída.

Após a confirmação da saída, a queda se acentuou e chegou a 12,64%. “Que o dia 23 de junho seja o nosso dia da independência”, declarou Farage quando a apuração mostrou a vitória do “Leave”.

Ao longo do dia de votação, a expectativa de vitória do campo pró-Europa também gerou otimismo no mercado financeiro. As principais bolsas europeias fecharam em alta: Londres com 1,23%, Frankfurt com 1,85% e Paris com 1,96%. Mas durante a madrugada a tendência se inverteu e a abertura dos mercados financeiros asiáticos passou a refletir o pessimismo com o avanço da apuração e, posteriormente, a confirmação da decisão pelo “sair”. 

Derrota política. Após ser derrotado no plebiscito, o primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, anunciou que irá deixar o cargo. Cameron afirmou que poderá permanecer no posto pelos próximos três meses e deixar, deixando a cadeira em outubro, quando acontece a conferência anual de seu partido.

"Eu irei fazer tudo que puder como primeiro-ministro para firmar o navio durante as próximas semanas e meses, mas eu não acho que seria certo para mim tentar ser o capitão que orienta nosso país para seu próximo destino", disse em pronunciamento, acrescentando que irá participar da cúpula da União Europeia na próxima semana para explicar sua decisão.

Pouco após o fechamento das urnas, em post no Twitter, Cameron, que era o líder da campanha pró-UE agradeceu o apoio da opinião pública. “Obrigado a todos que votaram para manter o Reino Unido mais forte, mais seguro e melhor na Europa”, disse o premiê. 

A realização do referendo foi uma das principais bandeiras de Cameron para pacificar grupos de seu partido insatisfeitos com a UE. O premiê esperava obter uma vitória tranquila pela permanência, mas acabou colhendo um resultado que pode custar sua carreira política.

Analistas afirmaram que o sentimento anti-UE foi inesperadamente forte nas cidades inglesas do norte, duramente afetadas pelo declínio das indústrias e perda de empregos.

Bloco. A votação no referendo provocou um dia de tensão máxima nas principais capitais do continente. Ao longo da jornada, líderes como o presidente da França, François Hollande, e a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, afastaram qualquer possibilidade de que pudesse haver outra opção em caso de vitória do Brexit a não ser a saída “irreversível” do Reino Unido do bloco. “Quando é não, é não. Não há estatuto intermediário”, afirmou Hollande. / COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS 


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Paulo Bernardo recebeu R$ 7 milhões de propina
Por Gabriela (D-8) - quinta, 23 de junho de 2016, às 19:58:46
Categoria: Postagem Livre

Ex-ministro do Planejamento, preso nesta quinta, 23, na Operação Custo Brasil, era beneficiário de um terço dos valores desviados em contrato da Consist, que forneceu sistema eletrônico para empréstimo consignado de servidores federais, afirmam Procuradoria e Polícia Federal; valor da corrupção chegou a R$ 100 milhões

O ex-ministro Paulo Bernardo (Planejamento e Comunicações) nos governos Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff recebeu pelo menos R$ 7 milhões de propinas do esquema de desvios alvo da Operação Custo Brasil, deflagrada nesta quinta-feira, 23. De 2010 a 2015 o esquema teria gerado R$ 100 milhões em propinas, referentes a contrato da empresa Consist Software, por serviços indiretos para o Ministério de Planejamento.

Bernardo foi preso na manhã desta quinta, alvo central da Custo Brasil – decorrência das descobertas da Lava Jato, em Curitiba. O operador das propinas arrecadadas com a Consist, o ex-vereador do PT Alexandre Romano, o Chambinho, confessou em delação premiada que havia propinas para o PT, para Bernardo, para o ex-ministro Carlos Gabas (Previdência e Aviação Civil), entre outros. A defesa do ex-ministro considerou a prisão ilegal.

“Dos 70% repassados, havia diversos parceiros que iam alterando ao longo do tempo. Desses 70%, no início, por exemplo, 9,6% ia para o escritório vinculado ao sr. Paulo Bernardo. O Alexandre Romano, que era um dos colaboradores, recebia por volta de 24%”, afirmou o procurador da República Andrey Borges de Mendonça. “80% da parte destinada ao Alexandre Romano (ficava com o PT).”O delegado regional de Combate e Investigação contra o Crime Organizado da Polícia Federal, em São Paulo, Rodrigo de Campos Costa explicou que Bernardo tinha direito a 9,6% do valor de 70% do contrato da Consist – que era destinado à corrupção. Pelo acerto, alvo da Custo Brasil, a empresa ficava com apenas 30% dos recebimentos.

Segundo o procurador da República Andrey Borges, depois que Bernardo saiu do Ministério do Planejamento e assumiu o Ministério das Comunicações, seu percentual no bolo da propina caiu para 4,5%, até chegar a 2%.

O dinheiro foi repassado para o escritório do advogado Guilherme Gonçalves, que atuava para o PT do Paraná e para as campanhas da senadora Gleisi Hoffamnn (PT-PR), mulher do ex-ministro. Os dois são alvos de uma investigação no Supremo Tribunal Federal (STF), que julga os casos de alvos da Lava Jato com foro privilegiado.


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Governo quer vender terras para estrangeiros
Por Gabriela (D-8) - segunda, 20 de junho de 2016, às 16:47:17
Categoria: Postagem Livre

ENTREVISTA BLAIRO MAGGI, ministro da Agricultura

 

No gabinete do ministro da Agricultura, Blairo Maggi, a foto oficial da presidente afastada Dilma Rousseff permanece na parede. “Não posso tirar, é a ordem do chefe”, diz o ministro. Parece ser a única lembrança do antigo governo. Nomeado por Michel Temer, tem ideias diferentes da gestão que o antecedeu. Com seu apoio, o governo vai enviar mensagem para o Congresso, propondo liberar a venda de terra para estrangeiros, como forma de ampliar crédito. Blairo defende negociação de Temer com o governo chinês para ampliar exportações e ajudar o País a sair da crise.


Ser chefiado
É a primeira vez que tenho um chefe. Então, tenho que me cuidar. Minha família sempre foi ligada à agricultura. Fui estudar e trabalhar nessa área, na empresa com meu pai. E pai não é chefe, né? Meu pai era duro, a gente brigava muito, tínhamos diferenças de pensamento. Podia brigar com ele, mas agora não. Agora, tenho um chefe.

Papel no ministério
Quando fui convidado, disse: presidente, como o senhor quer que conduza esse negócio? Se cada dia tenho que ligar, se tenho que pedir pra fazer. Ele disse: ‘não, só quero que você toque esse negócio, que dê tudo certo’. Tipo assim: me dê as boas notícias e as ruins você resolve por lá.

Ajuda da China
Para que a gente saia da crise, sugeri ao presidente que procurasse a China, por ser grande parceiro na área comercial. A gente vende bastante para eles e o segmento do agro responde rapidamente, se ela nos der certa preferência. Sugeri ao presidente, assim que resolver o processo político, que a gente viaje para pedir pessoalmente ao governo da China que veja o Brasil com olhar diferenciado. Certamente, saberíamos reconhecer, no futuro, esse esforço.

Terras para estrangeiros
Hoje estrangeiro não pode comprar terra. Isso tem uma consequência no crédito, porque os bancos de fora, que emprestam no Brasil, não podem receber as terras como garantia. Porque se tiver que executar a dívida, não pode ficar com a terra. Então, é um problema que precisamos enfrentar. Defendo que pode vender. E a terra comprada pelos estrangeiros será sempre brasileira. Ninguém vai poder levar. O governo pretende mandar mensagem para regulamentar isso também.

Ritmo do impeachment
O melhor cenário seria o mais rápido. Mas tem todo um trâmite. Se você quiser forçar isso, pode ter que voltar dez casas para trás. É prudente vencer as etapas no tempo estabelecido.

Retorno de Dilma
Não vejo chance. Mas, esse “impossível” não existe. São votos e só 81 senadores. Se voltar, será um desastre para a economia do País. Politicamente também. Porque ela não tem força, não tem respaldo.

Erros do governo petista
Foi uma sequência de tomadas de decisões erradas. Economicamente, o País começou a entrar num problema sério. Fomos para a eleição com um projeto que, depois, foi indo para outro. Isso frustrou a maioria dos que votaram nela.

Estilo Dilma
Era líder do PR e colocamos muito claramente para a presidente que deveria assumir a responsabilidade da política econômica, fazer uma mea culpa do processo, se reorganizar a partir de uma nova base, com transparência. Ela não quis, nunca quis fazer. O governo nunca admitiu os problemas. É aquela história: escuta, mas não ouve. Era um governo muito dono de si.

Eleição de Lula

Acho muito difícil. O PT está muito machucado e a gente não sabe como vai terminar tudo isso. Não há como negar a força de Lula. Mas penso que é muito difícil a vitória dele ou de um candidato da esquerda.

Rixa com Marcos Pereira
Ele é ministro, né? O setor reagiu a possível indicação de alguém de fora, que não conhece o setor. E que é o setor mais importante da economia brasileira.(Pereira acabou indo para Indústria e Comércio).


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