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Ironia incontestavel
Por Chuvas_geograficas - sexta, 10 de junho de 2016, às 19:44:03
Categoria: Postagem Obrigatória
A mulher de Eduardo Cunha, Claudia Cruz, vira ré na lava jato após usar dinheiro de propina recebido pelo marido para custear seus luxos, tais como: bolsas e sapatos.A ré possuía consciência de que o dinheiro usado era de fins públicos, mas não hesitou em gastá-lo nas suas viagens ao exteriorCláudia Cruz é acusada também por evasão de divisas envolvendo valores provenientes do esquema de corrupção instalado na Diretoria Internacional da PetrobrásSegundo os investigadores, a mulher se beneficiou de parte da propina que seu marido, Eduardo Cunha, teria recebido para fechar a compra, pela Petrobras, de um bloco para exploração de petróleo na África, em 2011.Apesar disso, o presidente da Câmara ainda afirma que sua esposa possuía contas no exterior dentro nas normas de legislação brasileira e, também, julga legal o recebimento de recursos e a ela depositados.Vivemos em um país de hipocrisias, onde quem julga, na verdade era pra ser julgado.Estadão
 Fausto MacedoFausto MacedoRepórter
CLÁUDIA CRUZ
Moro abre ação contra mulher de Eduardo Cunha por lavagem de dinheiro
POR FAUSTO MACEDO, JULIA AFFONSO, RICARDO BRANDT E MATEUS COUTINHO09/06/2016, 12h57 28Cláudia Cruz é acusada também por evasão de divisas envolvendo valores provenientes do esquema de corrupção instalado na Diretoria Internacional da Petrobrás
Foto: DivulgaçãoFoto: Divulgação
Atualizada às 13h38
O que o deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) temia aconteceu: sua mulher, a jornalista Cláudia Cruz, se tornou ré do juiz federal Sérgio Moro, símbolo da Operação Lava Jato. Cláudia Cruz vai responder a processo por lavagem de dinheiro de mais de US$ 1 milhão provenientes de crimes praticados por Eduardo Cunha. A jornalista também é acusada de evasão de divisas.
A denúncia foi proposta nesta semana pela força-tarefa da Lava Jato e aceita nesta quinta-feira, 9, por Moro. Além da esposa do deputado afastado, outras três pessoas são acusadas.
Investigações apontaram que Cláudia ‘tinha plena consciência dos crimes que praticava e é a única controladora da conta em nome da offshore Köpek, na Suíça, por meio da qual pagou despesas de cartão de crédito no exterior em montante superior a US$ 1 milhão num prazo de sete anos (2008 a 2014), valor totalmente incompatível com os salários e o patrimônio lícito de seu marido’. Quase a totalidade do dinheiro depositado na Köpek (99,7%) teve origem nas contas Triumph SP (US$ 1.050.000,00), Netherton (US$ 165 mil) e Orion SP (US$ 60 mil), todas pertencentes a Eduardo Cunha.
Propina pagou Dior e Chanel a mulher e filha de Cunha, aponta denúnciaMulher de Cunha passeia em shopping sofisticado de BrasíliaSra. Eduardo Cunha diz que recebeu R$ 5 mi de indenização da Justiça do TrabalhoGrupo beneficiado por emenda pagou mulher de Eduardo CunhaSegundo a Procuradoria, as contas de Eduardo Cunha no exterior eram utilizadas para, ’em segredo a fim de garantir sua impunidade, receber e movimentar propinas, produtos de crimes contra a administração pública praticados pelo deputado hoje afastado da presidência da Câmara’. Por meio da mesma conta Köpek, Cláudia Cruz teria se favorecido de parte de valores de uma propina de cerca de US$ 1,5 milhão que o marido teria recebido para “viabilizar” a aquisição, pela Petrobras, de 50% do bloco 4 de um campo de exploração de petróleo na costa do Benin, na África, em 2011.
ARANHA DA PROPINA
Os recursos que aportaram na conta de Cláudia Cruz foram utilizados, por exemplo, para pagar compras de luxo feitas com cartões de crédito no exterior. Parte dos gastos dos cartões de crédito, que totalizaram US$ 854.387,31, foram utilizados, dentre outras coisas, para aquisição de artigos de grife, como bolsas, sapatos e roupas femininas. Outra parte dos recursos foi destinada para despesas pessoais diversas da família de Cunha, entre elas o pagamento de empresas educacionais responsáveis pelos estudos dos filhos do deputado afastado, como a Malvern College (Inglaterra) e a IMG Academies LLP (Estados Unidos).
Cláudia ainda manteve depósitos não declarados às repartições federais na offshore Köpek em montante superior a US$ 100 mil entre os anos de 2009 e 2014, o que constitui crime contra o sistema financeiro nacional.
Também são acusados nesta denúncia Jorge Luiz Zelada, ex-diretor da Área Internacional da estatal petrolífera, pelo crime de corrupção passiva; João Augusto Rezende Henriques, operador que representava os interesses do PMDB no esquema, por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e evasão de divisas; e Idalecio Oliveira, empresário português proprietário da CBH (Companie Beninoise des Hydrocarbures Sarl), pelos crimes de corrupção ativa e lavagem de dinheiro.
Na denúncia, a força-tarefa Lava Jato ainda pede nova prisão preventiva de João Augusto Rezende Henriques e a fixação do montante mínimo para reparação dos danos causados em US$ 10 milhões (R$ 36 milhões). As investigações prosseguirão em relação a Daniele Ditz, filha de Eduardo Cunha, e a outros investigados, Jorge Reggiardo e Luis Pittaluga, que atuaram como operadores para abertura da conta Netherton.
Procuradores comprovaram a partir de documentos enviados pelo Ministério Público da Suíça ao Brasil, informações obtidas por meio das quebras de sigilo bancário e fiscal e depoimentos de colaborações premiadas, o pagamento de propina num total de US$ 10 milhões (cerca de R$ 36 milhões) para que a aquisição do campo de petróleo na África fosse concretizada. O negócio foi fechado em US$ 34,5 milhões, o que significa que quase um terço do valor total foi destinado a pagamento de vantagem indevida.
Entre os beneficiários da propina está o deputado afastado Eduardo Cunha, que tinha participação direta na indicação e manutenção de cargos na Diretoria Internacional da estatal, e que atuou de modo consistente para que o negócio fosse fechado. Para que o pagamento fosse efetuado sem deixar lastros, foi estruturado um esquema para que a propina passasse por diversas contas em nome de “laranjas” (empresas offshores sediadas em paraísos fiscais) antes de chegar nos destinatários finais e de ser convertido em bens.
De acordo com a Procuradoria, o caminho do dinheiro começa no pagamento da Petrobras à petroleira CBH, que controlava o campo de petróleo na África. Em 3 de maio de 2011 a estatal brasileira transferiu US$ 34,5 milhões (R$ 138.345.000,00) para a empresa e, na mesma data, houve a transferência de US$ 31 milhões da CBH para Lusitania Petroleum, uma holding de propriedade de Idalecio de Oliveira que, abrange, entre outras empresas, a própria CBH.
No dia 5 do mesmo mês a Lusitania depositou, em favor da offshore Acona, de propriedade de João Augusto Rezende Henriques, operador do PMDB no esquema da Petrobras, US$ 10 milhões, que já haviam sido combinados como pagamento de vantagem indevida. Da offshore Acona, 1.311.700,00 de francos suíços foi depositado na conta Orion SP, de propriedade de Cunha, por meio de cinco transferências bancárias entre os dias 30 de maio e 23 de junho de 2011.
Para dar continuidade ao estratagema criminoso e dificultar a identificação dos recursos ilícitos por parte das autoridades, em 11 de abril de 2014 a offshore Orion SP repassa para a conta Netherton, cujo beneficiário final também era Eduardo Cunha, 970.261,34 mil francos suíços e 22.608,37 (euros). Na sequência, em agosto de 2014, houve a transferência de US$ 165 mil da conta Netherton para a offshore Köpek, em nome de Cláudia Cruz.
DOC CONTA CLAUDIA CRUZ
A conta Köpek, que desde 2008 já era abastecida por recursos de vantagens indevidas provenientes de outras contas secretas titularizadas por Eduardo Cunha, realizou pagamentos das faturas de cartão de crédito da American Express entre 2008 e 2012 e da Corner Card, entre 2012 e 2015. Todos os pagamentos são objeto da denúncia.
Segundo as investigações, o restante do valor da propina paga pela CBH para fechar o negócio com a Petrobras (algo em torno de US$ 8,5 milhões) e que foi depositado na conta Acona, de João Augusto Rezende Henriques, foi distribuído para diversas outras offshores cujos beneficiários ainda não foram identificados, havendo suspeitas de que outros agentes públicos receberam propinas nessa operação.
Os procuradores da Força Tarefa ressaltam que “as provas que embasaram as acusações indicam a existência de um quadro de corrupção sistêmica encravado em praticamente todos os contratos da Diretoria Internacional da estatal, sendo que o pagamento de propina era a verdadeira “regra do jogo´´. A corrupção foi a um nível em que as provas indicam que um terço do valor do negócio foi reservado para pagar propinas. Isso mostra a necessidade de uma resposta institucional com reformas, dentre as quais a reforma política e as 10 medidas contra a corrupção”.
Para a Força Tarefa, “as provas mostram que os denunciados desviaram dinheiro dos cofres da Petrobras, os quais têm sido objeto de aportes feitos a partir dos cofres da União. Em última análise, há evidências de que Eduardo Cunha e Cláudia Cruz se beneficiaram de recursos públicos que foram convertidos em bolsas de luxo, sapatos de grife e outros bens de uso privado.”
Os procuradores ainda acreditam que as instituições devem dar resposta, cada uma em sua esfera de ação, para os graves fatos noticiados, pois o poder e a confiança depositados pelo povo e pelo Congresso sobre Eduardo Cunha foram por ele desviados de sua finalidade pública para enriquecimento privado. Em virtude da cisão do caso e da necessidade de analisar as provas dos crimes antecedentes praticados por Eduardo Cunha, a fim de que fosse possível formular juízo de acusação sobre Cláudia Cruz, foi possível afirmar na denúncia que há fortes provas de corrupção e lavagem por meio de contas no exterior cujos verdadeiros proprietários eram, segundo evidências muito consistentes, Eduardo Cunha e Cláudia Cruz.
COM A PALAVRA, O CRIMINALISTA PIERPAOLO BOTTINI
Claudia Cruz responderá às imputações como fez até o momento, colaborando com a Justiça e entregando os documentos necessários à apuração dos fatos. Destaca que não tem qualquer relação com atos de corrupção ou de lavagem de dinheiro, não conhece os demais denunciados e jamais participou ou presenciou negociações ilícitas.
A NOTA DIVULGADA POR EDUARDO CUNHA NO TWITTER:
“Trata-se de procedimento desmembrado do inquérito 4146 do STF, em que foi apresentada a denúncia, pelo Procurador Geral da República, ainda não apreciada pelo Supremo.
Foi oferecida a denúncia do Juízo de 1º Grau, em que o rito é diferenciado, com recebimento preliminar de denúncia, abertura de prazo para defesa em dez dias e posterior decisão sobre a manutenção ou não do seu recebimento.
O desmembramento da denúncia foi alvo de recursos e Reclamação ainda não julgados pelo STF que, se providos, farão retornar esse processo do STF.
Independente do aguardo do julgamento do STF, será oferecida a defesa após a notificação, com certeza de que os argumentos da defesa serão acolhidos.
Minha esposa possuía conta no exterior dentro das normas da legislação brasileira, declaradas às autoridades competentes no momento obrigatório, e a origem dos recursos nela depositados em nada tem a ver com quaisquer recursos ilícitos ou recebimento de vantagem indevida.
Eduardo Cunha”
Comentário :A mulher de Eduardo Cunha, Claudia Cruz, vira ré na lava jato após usar dinheiro de propina recebido pelo marido para custear seus luxos, tais como: bolsas e sapatos.A ré possuía consciência de que o dinheiro usado era de fins públicos, mas não hesitou em gastá-lo nas suas viagens ao exteriorCláudia Cruz é acusada também por evasão de divisas envolvendo valores provenientes do esquema de corrupção instalado na Diretoria Internacional da PetrobrásSegundo os investigadores, a mulher se beneficiou de parte da propina que seu marido, Eduardo Cunha, teria recebido para fechar a compra, pela Petrobras, de um bloco para exploração de petróleo na África, em 2011.Apesar disso, o presidente da Câmara ainda afirma que sua esposa possuía contas no exterior dentro nas normas de legislação brasileira e, também, julga legal o recebimento de recursos e a ela depositados.Vivemos em um país de hipocrisias, onde quem julga, na verdade era pra ser julgado.
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Tempos de crise
Por Chuvas_geograficas - domingo, 05 de junho de 2016, às 21:15:03
Categoria: Postagem Obrigatória

Venezuela: veja perguntas e respostas para entender a crise

Escassez de produtos básicos é 'ponta do iceberg', diz economista. Queda do preço do petróleo prejudicou o modelo econômico do governo


A imagem de uma longa fila de venezuelanos esperando para comprar pão e outros alimentos diante de uma padaria nas proximidades de Caracas, às escuras, por causa dos apagões de energia, é um dos retratos de uma grave crise política e econômica que atinge a Venezuela e levou o presidente Nicolás Maduro a decretar estado de “emergência econômica”.

Segundo o instituto de pesquisas Datanálisis, a escassez de produtos básicos em Caracas, a capital e cidade mais bem abastecida, é de 82,8% em 2016.

Mas isso é apenas a "ponta do iceberg" da crise venezuelana, como analisa o economista e cientista político Ricardo Sennes, sócio-diretor da consultoria Prospectiva. “O desabastecimento é a ponta do iceberg. Ele é o que aparenta de uma enorme desorganização econômica e industrial. O governo desorganizou as empresas que até então moviam a economia voltada para o mercado interno”, diz ao G1.

As origens desta crise que se agravou na metade do governo de Maduro estão nas políticas adotadas no governo de seu antecessor Hugo Chávez, que eram sustentadas pelo alto preço do petróleo.

“As receitas do Estado vêm quase 100% do petróleo. No chavismo houve uma bonança porque o preço estava elevado, mas começou a cair nos últimos anos. Como o dinheiro não entrou, os gastos aumentaram”, diz Carolina Silva Pedroso, pesquisadora do Instituto de Estudos Econômicos e Internacionais da Unesp e coordenadora do curso de Relações Internacionais da Esamc. “Além disso tem a grande interferência do Estado na economia, que desincentivou a atividade dos empresários”, diz.

Ambos especialistas afirmam que a complexa situação do país é reflexo de uma série de fatores. Veja perguntas e respostas sobre o tema:

Quando começou essa crise?


É difícil determinar uma data para o início da crise, já que ela é a soma de diversos fatores que se estabelecem lentamente. Mas ela começa a dar sinais de existência na época da morte de Hugo Chávezx, no início de 2013. Nessa época começa a ficar evidente o esgotamento do modelo econômico adotado no país. Do ponto de vista político, a oposição ganha força e por pouco não derrota Nicolás Madurox nas eleições apertadas de abril daquele ano.

Como a economia do país chegou a essa situação?


Por uma série de políticas adotadas que, no longo prazo, não se sustentaram e esgotaram o modelo econômico. O fator mais evidente é como o país se tornou extremamente dependente das exportações de petróleo e sua economia ficou prejudicada quando o preço do barril no mercado internacional começou a cair.

Na época em que o preço estava mais alto, Chávez repassava o lucro da PDVSA para sustentar políticas sociais de transferência de renda à população. O governo Chávez também foi valorizando a importação de bens de parceiros da América do Sul e do Caribe, e a classe empresarial venezuelana começou a fechar as portas.

Quando o preço do petróleo caiu, o governo teve que “apelar” para um desequilíbrio fiscal para manter essas políticas, segundo explica Ricardo Sennes.

“Por um lado, houve um colapso de toda a política interna, sem lógica empresarial. Isso somado ao fim dos recursos públicos que vinham do petróleo. Quando seca esse recurso, o governo é obrigado a apelar para um desequilíbrio fiscal para manter as políticas. Continua patrocinando as políticas de repasse sem nenhum equilíbrio para isso”, diz o especialista.

Também há uma crise política?
Sim. Sempre houve embate político entre o chavismo e a oposição, mas agora ele ocorre entre os poderes legislativo e executivo. Em dezembro a oposição conquistou a maioria na Assembleia Nacional, pela primeira vez em 16 anos, formando uma plataforma para desafiar Maduro.

Desde então, o Tribunal Superior de Justiça, que é tido como alinhado com Maduro, anulou alguns de seus atos, como a lei que concederia anistia opositores políticos presos. Também decidiu que qualquer emenda constitucional para reduzir o mandato presidencial não pode ser retroativa, derrubando assim a tática da Assembleia de aprovar a saída de Maduro por uma emenda constitucional. A oposição conseguiu coletar quase 2 milhões de assinaturas para convocação de um referendo para tirar Maduro do poder.

Por que há apagões?


O país enfrenta seca severa provocada pelo fenômeno El Niño, e o reservatório da hidrelétrica Guri, que gera 70% da eletricidade do país, está a ponto de entrar em colapso. O governo não investiu em diversidade da matriz energética. Assim, o aumento da demanda por energia – que, por sua vez, vem da melhora social de algumas famílias – não é acompanhado por aumento da oferta. Além disso, o baixíssimo preço da gasolina gerou mais um problema, que é o consumo baseado no petróleo, e não em fontes alternativas.

Como a crise afeta a vida dos venezuelanos?


A alta dependência da importação e a falta de orçamento para isso está levando a uma escassez de produtos básicos nas prateleiras dos supermercados, farmácias e hospitais. Os venezuelanos enfrentam grandes filas em mercados e farmácias, em alguns casos chegam antes do amanhecer, para conseguir fazer compras. Para piorar, os produtos estão mais caros. A inflação chegou a 180,9% em 2015, segundo o Banco Central venezuelano, e o FMI prevê um aumento de preços de 700% no fim deste ano.
A incidência de saques e de violência também tem aumentado. Além disso, moradores dos 10 estados mais populosos e industrializados enfrentam apagões diários de quatro horas. Os funcionários públicos têm folga três dias por semana, também para enfrentar a crise na energia.

Nas farmácias e nos atendimentos dos hospitais há falta de remédios e insumos básicos de higiene. O caso de um menino de oito anos com câncer que morreu por falta de antibióticos virou símbolo da “crise humanitária” decretada pelo Parlamento

Há contrabando de mercadorias?

Sim, a escassez de produtos e as filas extensas deram origem a novos “negócios” na Venezuela. Surgiu a figura do “bachaquero”, que fica nas extensas filas para comprar produtos e revendê-los a um preço até cinco vezes maior. Há também quem chegue cedo apenas para guardar lugar nas filas e vendê-los a outras pessoas.

O contrabando opera também na fronteira com a Colômbia, por onde passam toneladas de mercadorias para serem vendidas por um preço muito maior. “O governo é incapaz de controlar as fronteiras. Há corrupção de fiscais de fronteiras e da Guarda Nacional e, por outro lado, a oposição não fala nada porque boa parte dos contrabandistas são da oposição”, diz Carolina Pedroso

Como está o processo do referendo para tirar Maduro do poder?


No início de maio, a oposição entregou 1,85 milhão de assinaturas ao Conselho Nacional Eleitoral (CNE) pedindo a convocação de um referendo revogatório contra o presidente - o CNE exigia 195.721 assinaturas (1% do padrão eleitoral). O CNE deve conferir essas assinaturas. Se elas forem certificadas, as máquinas biométricas serão utilizadas para a validação.

Caso o processo de referendo seja instalado, a oposição terá de coletar assinaturas equivalentes a 20% do registro eleitoral (3.959.560), que deverão ser recolhidas em um período de três dias junto com suas respectivas impressões digitais.

Cumprido o requisito, o CNE fixará uma data para o referendo revocatório, em que a oposição precisará superar os 7,5 milhões de votos obtidos por Maduro em 2013, quando foi eleito para um mandato de seis anos, até 2019.

Se a consulta acontecer depois de 10 de janeiro de 2017, quando o mandato presidencial completa quatro anos, e Maduro for derrotado, os dois anos restantes serão completados pelo vice-presidente, designado pelo chefe de Estado. Se o referendo acontecer este ano e o chavismo for derrotado, novas eleições serão convocadas.

O governo descarta a possibilidade de um referendo revogatório em 2016, alegando que os prazos legais não permitem o que a oposição deseja.

Há risco de rebeliões?
O líder opositor, Henrique Capriles, advertiu em 14 de maio sobre a possibilidade de implosão social, se o governo impedir que seja realizado o referendo neste ano. Também convocou a população a ficar “em alerta” depois que Maduro decretou estado de exceção.

O presidente, por sua vez, convocou no dia 31 de maio uma "rebelião nacional frente às ameaças internacionais" contra a aplicação da Carta Democrática invocada pelo secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA) ao pedir uma "sessão urgente" para discutir a situação na Venezuela.


Fonte:https://www.google.com.br/amp/g1.globo.com/mundo/noticia/2016/06/venezuela-veja-perguntas-e-respostas-para-entender-crise.amp

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Comentário:

O presidente Nicolás Maduro decretou "estado de emergencia", algumas das ocorrências típicas no cotidiano dos venezuelanos em meio a crise é falta de energia e a  escassez de produtos básicos. De acordo com pesquisas do instituto Datanalísis a escassez de produtos em Caracas, a capital da Venezuela, é de 82,8%. A falta de abastecimento aparenta uma enorme desorganização industrial e econômica. A crise se originou pelas medidas políticas adotadas no governo de Hugo Chaves, antecessor de Nicolás Maduro. Essas medidas eram sustentadas pelo alto preço do petróleo, o qual significava quase 100% das Receitas do Estado. A crise se agravou pois o país se tornou extremamente dependente das exportações de petróleo e sua economia ficou prejudicada quando o preço do barril no mercado internacional começou a cair.

Alem da crise econômica que ocorre no pais, há também a crise política na qual existe um embate politico entre o chavismo e a oposição, porem esse ocorre agora entre os poderes legislativos e executivos. A oposição conquistou maioria na assembleia nacional para desafiar o presidente. A crise energética no país é dada pela seca provocado pelo fenômeno El Niño, além do reservatório da hidrelétrica Guri, que gera 70% da eletricidade do país, está a ponto de entrar em colapso. O governo não investiu em diversidade da matriz energética. Assim, o aumento da demanda por energia não é acompanhado por aumento da oferta. A alta dependência da importação e a falta de orçamento para isso está levando a uma escassez de produtos básicos nas prateleiras. Esse da inicio a novos "negocios" na Venezuela, como s “negócios” na Venezuela como o “bachaquero”, que fica nas extensas filas para comprar produtos e revendê-los a um preço até cinco vezes maior. Há também quem chegue cedo apenas para guardar lugar nas filas e vendê-los a outras pessoas. O contrabando opera também na fronteira com a Colômbia, por onde passam toneladas de mercadorias para serem vendidas por um preço muito maior.


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Escândalo de Papel
Por Chuvas_geograficas - quarta, 25 de maio de 2016, às 21:09:04
Categoria: Postagem Obrigatória
6 coisas que você precisa saber sobre o Panama Papers

11,5 milhões de arquivos expõem contas offshore, relações com escândalos globais e acordos financeiros secretos. Confira seis coisas que você precisa saber sobre os Panama Papers, o maior vazamento de documentos secretos da história
O Consórcio Internacional de Jornalismo Investigativo (ICIJ, sigla em inglês), o jornal alemão Süddeutsche Zeitung e mais de 100 outros parceiros da mídia divulgaram o explosivo vazamento dos “Panama Papers” no domingo (3).Os documentos são descritos pelo ICIJ, uma rede global de jornalistas investigativos, como “11,5 milhões de arquivos vazados para expor as contas offshore (em território estrangeiro) de líderes políticos mundiais, as relações com escândalos globais e detalhes dos acordos financeiros secretos de empresários que cometem fraudes, traficantes, bilionários, celebridades, estrelas esportivas e mais“.Mossack Fonseca, o escritório de advocacia baseado no Panamá que foi exposto, supostamente ajudou pessoas ricas e poderosas a esconder e lavar dinheiro, sonegando bilhões de dólares em impostos. A firma possui “escritórios em mais de 35 locais ao redor do planeta, e é uma das principais criadoras de empresas de fachada do mundo — estruturas corporativas que podem ser usadas para esconder os bens de seus donos“, de acordo com o ICIJ. Juntos, os papéis revelam informações de mais de 214 mil empresas offshore ligadas a indivíduos em mais de 200 países e territórios.Aqui estão seis coisas que você deveria saber sobre essa revelação massiva:


1. Este pode ser o maior vazamento de documentos secretos da história. A escala massiva das revelações dos Panama Papers foi melhor ilustrada por um gráfico produzido pelo Süddeutsche Zeitung. O levantamento do jornal mostra que 2,6 terabytes de informação foram vazados pelos Panama Papers, enquanto que outros casos emblemáticos, como o WikiLeaks (2010) e o SwissLeaks (2014) divulgaram 1,7 e 3,3 gigabytes de informação, respectivamente.
2. Este é o trabalho de um denunciante corajoso. O tuíte a seguir do denunciante da NSA, Edward Snowden, para o anônimo por trás dos Panama Papers diz tudo. “A história por trás dos Panama Papers? A coragem é contagiosa“, disse Snowden no Twitter.
3. A legalidade ou ilegalidade das ações expostas pelos Panama Papers não é a questão mais importante.À medida em que jornalistas continuam a examinar a pilha de documentos, muitas perguntas estão centradas em esclarecer se governos e corporações estão ligados a condutas ilegais. No entanto, como o jornalista do site norte-americano Vox Matthew Yglesias escreveu em artigo publicado no domingo (3), os documentos também oferecem “o exame mais minucioso já feito sobre uma realidade banal que esteve escondida por muito tempo diante de nossos olhos. Mesmo que as nações mais ricas e poderosas do mundo tenham se engajado em esforços de cooperação internacional cada vez mais complexos e intensos para amaciar as rodas do comércio global, elas têm deliberadamente escolhido permitir que os membros mais abastados da sociedade ocidental protejam seus bens financeiros de impostos (e, em muitos casos, de divórcios ou falências) ao se aproveitar de empresas de fachada e paraísos fiscais“.Partindo das observações de Yglesias, o jornalista Glenn Greenwald (do site The Intercept) argumentou que “provar que certo comportamento é ‘legal’ não prova que ele é ético ou justo. Isto é porque sistemas políticos corruptos, por definição, costumam proteger e legalizar exatamente o comportamento que é mais injusto. Jornalismo vital não só expõe o descumprimento da lei. Ele também destaca como sistemas políticos e legais corruptos podem ser cooptados pelos mais poderosos a fim de autorizar legalmente o comportamento destrutivo e atroz que serve aos interesses deles, tipicamente com pouco ou nenhum conhecimento público de que isto está sendo feito“.
4. Muitas pessoas famosas e poderosas estão ligadas às revelações. Aqui estão apenas alguns dos líderes mundiais cujos familiares e sócios próximos estão supostamente envolvidos — até diretamente: o primeiro-ministro britânico, David Cameron; o presidente ucraniano, Petro Poroshenko; o rei saudita, Salman bin Abdulaziz Al Saud; o premiê do Paquistão, Nawaz Sharif; o presidente sul-africano, Jacob Zuma; o presidente sírio, Bashar al-Assad; o presidente chinês, Xi Jinping; o primeiro-ministro da Islândia, Sigmundur David Gunnlaugsson, e o presidente da Rússia, Vladimir Putin.
5. Há uma aparente falta de pessoas norte-americanas nomeadas no relatório inicial. Adam Johnson, colaborador dos sites norte-americanos AlterNet e FAIR, apontou estas ausências nas redes sociais: “Os EUA são puros e bons e incorruptíveis“, disse Johnson no Twitter.
6. Não se esqueça do acordo de “livre-comércio” entre os EUA e o Panamá. Semelhante ao infame Tratado Norte-Americano de Livre-Comércio (Nafta), o Acordo de Promoção Comercial EUA-Panamá foi implementado em 2012.Segundo Lori Wallach, diretora da ONG de monitoramento de comércio Public Citizen, “quase cinco anos depois da votação do Acordo de Livre-Comércio EUA-Panamá, o vazamento dos Panama Papers prova mais uma vez o quão inteiramente cínicas e insignificantes são as generosas promessas feitas por presidentes e corporações norte-americanas sobre os benefícios econômicos e as reformas políticas que virão desses acordos comerciais. A maior promessa de benefícios vindos do Acordo EUA-Panamá era a de que ele iria acabar com as proteções à confidencialidade dos crimes financeiros do país, além do fim dos paraísos fiscais e das lavagens de dinheiro, mas esse vazamento mostra que a facilitação absurda de crimes financeiros no Panamá se intensificou enquanto as proteções aos investidores do acordo e o selo oficial de aprovação dos EUA aumentaram o fluxo de dinheiro sujo no país“.“Agora, o mesmo elenco de personagens está fazendo promessas igualmente excêntricas sobre os benefícios do Parceria Trans-Pacífico (TPP),”, disse Wallach ao AlterNet, “enquanto, cada vez mais, antigos apoiadores desses pactos estão se juntando a críticos de longa data dizendo que o TPP não dará ganhos econômicos para a maioria dos norte-americanos nem trará melhoras trabalhistas, ambientais ou de políticas de direitos humanos entre seus signatários“.
Disponível em: <http://www.pragmatismopolitico.com.br/2016/04/6-coisas-que-voce-precisa-saber-sobre-o-panama-papers.html>. Acesso em: 25 MAIO. 2016, 21:01:30.

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Comentário
"A investigação jornalística Internaional, que através do vazamento de documentos confidenciais, expôs um esquema mundial de ocultação de dinheiro e patrimônio em offshores denominado Panama Papers tomou altas proporções em todo o mundo. No Brasil, a investigação obteve resultados em pelo menos sete partidos. Envolvidos no escândalo dos paraísos fiscais estão presentes o presidente da Câmara Eduardo Cunha, o senador Edison Lobão e, ainda, o presidente em exercício, Michel Temer. Ainda não se sabe o tamanho das proporções que a investigação pode causar no cenário ja desgastado da política brasileira. Embora a obtenção de contas no exterior não seja ilegal perante a legislação, as investigações prosseguem, pois, frequentemente, esse tipo de operacao é utilizado para pagamento ou recebimento de propina e lavagem de dinheiro."


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