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Na ONU, Temer diz que impeachment de Dilma respeitou a Constituição
Por André (A-4) - terça, 20 de setembro de 2016, às 16:23:12
Categoria: Postagem Livre

Presidente fez 1º discurso de chefe de Estado na Assembleia Geral da ONU.
Ele falou ainda de crise de refugiados, guerra na Síria e protecionismo.

Em sua estreia na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), o presidente Michel Temer afirmou nesta terça-feira (20) a chefes de Estado do mundo inteiro que o processo de impeachment que culminou no afastamento de Dilma Rousseff da Presidência "transcorreu dentro do mais absoluto respeito à ordem constitucional".

O peemedebista comentou o impeachment de Dilma quase ao final de seu discurso de 20 minutos na tribuna da ONU. Tradicionalmente, é o presidente brasileiro que faz o primeiro pronunciamento entre os chefes de Estado na Assembleia Geral.

"O Brasil acaba de atravessar processo longo e complexo, regrado e conduzido pelo Congresso Nacional e pela Suprema Corte brasileira, que culminou em um impedimento. Tudo transcorreu dentro do mais absoluto respeito à ordem constitucional", discursou Temer ao abrir a 71ª Assembleia Geral das Nações Unidas.

Ao tentar justificar o afastamento de Dilma, o novo presidente disse aos líderes mundiais que não há democracia sem regras que se apliquem a todos, inclusive, ressaltou o peemedebista, "aos mais poderosos".

"É o que o Brasil mostra ao mundo. E o faz em meio a um processo de depuração de seu sistema político", enfatizou.

O novo chefe do Executivo disse na ONU que, na visão dele, o Brasil tem "um Judiciário independente, um Ministério Público atuante, e órgãos do Executivo e do Legislativo que cumprem seu dever".

Segundo ele, no Brasil, não prevalecem "vontades isoladas", e sim "a força das instituições". Ele destacou ainda que, na avaliação dele, as mudanças recentes no país se deram sob "olhar atento de uma sociedade plural e de uma imprensa inteiramente livre".

"Nossa tarefa, agora, é retomar o crescimento econômico e restituir aos trabalhadores brasileiros milhões de empregos perdidos. Temos clareza sobre o caminho a seguir: o caminho da responsabilidade fiscal e da responsabilidade social", concluiu o presidente em seu discurso de estreia na ONU.

Fonte:http://g1.globo.com/mun...ral-da-onu.html


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Odebrecht liga Mantega e Palocci a lista de propinas
Por Valhala - domingo, 05 de junho de 2016, às 20:04:53
Categoria: Postagem Obrigatória

Quando descobriu que a Odebrecht tinha um departamento especializado em pagar propinas, a Polícia Federal encontrou uma mina de provas, materializadas em planilhas com valores, e alguns enigmas, já que os agraciados com suborno eram tratados por codinomes.

Um desses codinomes, "Italiano", foi interpretado pela PF como sendo o ex-ministro Antonio Palocci, mas quem seria um certo "Pós-Itália", citado também em anotações de Marcelo Odebrecht?

Executivos do grupo Odebrecht vão afirmar em acordo de delação que "Pós-Itália" é o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega, segundo a Folha apurou.

Palocci e Mantega foram ministros da Fazenda nos governos de Lula e Dilma, respectivamente. Com Dilma, Palocci chegou a ocupar o segundo posto do governo, ao chefiar a Casa Civil.

Em um e-mail de um funcionário da empreiteira interceptado pela PF, o codinome "Italiano" aparece associado aos valor de R$ 6 milhões, enquanto o "Pós-Itália" teria recebido R$ 50 milhões para repassar ao PT.

O documento, intitulado "Posição Programa Especial Italiano", seria a indicação de propinas pagas ao partido entre 2008 e 2012, de acordo com interpretação da PF e dos procuradores. Em 31 de junho de 2012, os pagamentos supostamente ilícitos somavam R$ 200 milhões.

A PF não sabia quem era "Pós-Itália", segundo relatório de fevereiro deste ano: "ainda não logramos êxito na identificação do indivíduo designado por tal nome".

O advogado de Palocci e Mantega, José Roberto Batochio, diz que as delações não passam de ilações sem qualquer fundamento.

REPASSES AO PT

As planilhas foram elaboradas por Maria Lucia Tavares, secretária da Odebrecht que cuidava do controle do pagamento de propina, inclusive no exterior.

Depois de ser presa em fevereiro, ela firmou acordo de delação premiada com a Justiça passando a fornecer detalhes sobre o setor da empreiteira voltado para pagamento de propina. Os valores seriam repasses para campanhas do PT e também para o marqueteiro João Santana por meio de caixa dois.

A mulher de Santana, Mônica Moura, também negocia acordo de delação com procuradores da Lava Jato e confirmou a suspeita da PF de que "Italiano" é Palocci.

Ela disse, nas discussões para o acordo, que Mantega repassava recursos da Odebrecht para Santana, como noticiou o jornal "O Globo" em abril, mas não identificou-o como "Pós-Itália".

Santana atuou nas campanhas de reeleição de Lula em 2006, nas duas disputas de Dilma Rousseff, em 2010 e 2014, e no pleito do prefeito de São Paulo Fernando Haddad em 2012, recebendo do PT R$ 229 milhões oficialmente.

A PF, porém, aponta que a empresa pagou o marqueteiro em eleições no exterior, como as de El Salvador e Angola. Só na disputa de Angola ele recebeu US$ 50 milhões, valor que é considerado absurdo por outros marqueteiros ouvidos pela Folha, já que a mesma pessoa preside o país há 36 anos.

A PF suspeita que os valores recebidos por Santana em Angola foram, de fato, pagamentos por campanhas que o marqueteiro fez no Brasil –o que a defesa de Santana nega com veemência.

Palocci já era investigado pela Lava Jato desde junho do ano passado, sob suspeita de ter pedido R$ 2 milhões para a campanha de Dilma em 2010, de acordo com a delação do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa.

Alberto Youssef, citado por Costa como o autor do pedido do pagamento, nega que tenha feito a solicitação.

Mantega já teve seu nome citado na Lava Jato e é investigado por outra operação da PF, a Zelotes, na qual é suspeito de ter indicado um conselheiro para um órgão da Receita que, por sua vez, beneficiou empresa da qual teria recebido propina.

Ambos afirmam que as acusações não têm qualquer fundamento.

OUTRO LADO

O advogado de Antonio Palocci e Guido Mantega, José Roberto Batochio, diz que a citação de seus clientes na delação de executivos da Odebrecht não passa de ilação sem qualquer fundamento.

Sobre Palocci, Batochio afirma que o ex-ministro nunca foi conhecido pelo apelido de "Italiano" que aparece na planilha encontrada pela Polícia Federal no anexo de e-mail de um executivo da empreiteira.

"Contesto com toda a ênfase que o Palocci tenha sido identificado por uma alcunha que nunca foi associada a ele. Havia um lobista italiano que circulava pelas empreiteiras em busca de projetos", disse.

Em relação a Mantega, ele diz que o valor citado ao lado do codinome que seria atribuído a ele dentro da Odebrecht, de R$ 50 milhões, "é completamente inverossímil". "São suposições gratuitas", afirma.

Batochio refuta também que Palocci tenha recebido R$ 2 milhões para a campanha de Dilma Rousseff em 2010, como afirmou o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa em sua delação.

Costa diz que o valor foi pedido a ele pelo doleiro Alberto Youssef, que negou a versão do ex-diretor da estatal.

CAIXA DOIS

O advogado Fabio Tofic Simantob, que defende o marqueteiro João Santana, diz que as suspeitas de que ele tenha recebido propina da Odebrecht são completamente infundadas.

De acordo com Simantob, a única irregularidade que seu cliente cometeu foi ter recebido recursos de caixa dois no exterior.

A mulher de Santana, a publicitária Mônica Moura, confessou que recebeu US$ 3 milhões da Odebrecht em conta na Suíça. Os procuradores da Operação Lava Jato já têm provas de que Santana recebeu também US$ 4 milhões do lobista Zwi Skornicki, que representava os interesses de um estaleiro de Cingapura.

De acordo com o advogado de Santana, seu cliente recebeu por serviços que prestou, o que não configura os crimes de corrupção ou lavagem de dinheiro.

A única infração que o marqueteiro cometeu, segundo ele, foi não ter declarado os valores à Receita Federal.

O PT nega também que tenha recebido recursos ilícitos da Odebrecht.

Em nota, o partido diz: "O PT nega que tenha recebido os montantes citados na planilha. Todas as doações recebidas pelo partido aconteceram estritamente dentro da legalidade e foram posteriormente declaradas à Justiça Eleitoral".

Fonte: http://m.folha.uol.com.br/poder/2016/06/1778353-odebrecht-liga-mantega-e-palocci-a-lista-de-propinas.shtml

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Comentário:

Ex-ministro da fazenda, Guido Mantega, é suspeito de ter participação do esquema de pagamentos de propina da empresa Odebrecht. Segundo delações e documentos relacionados a empresa, ele tem o potencial de ser o nomeado “Pós-Itália”. Além de seu nome ser citado na Lava Jato, ele é investigado na operação Zelotes.



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Ações do Bradesco caem 5% com indiciamento de presidente pela PF
Por Carlos (A-6) - terça, 31 de maio de 2016, às 18:26:19
Categoria: Postagem Livre

Karime Xavier - 6.ago.2015/FolhapressPresidente do Bradesco, Luiz Trabuco, foi indiciado dentro da Operação Zelotes

DE SÃO PAULO

31/05/2016  16h04Compartilhar61Mais opçõesPUBLICIDADE

As ações do Bradesco, que já operavam em baixa nesta terça-feira (31), ampliaram a queda para 5% com a notícia de que a Polícia Federal indiciou o presidente do banco, Luiz Trabuco, e outras nove pessoas no âmbito da Operação Zelotes. A operação investiga a venda de sentenças do Carf (conselho administrativo de recursos fiscais).

Há pouco, a ação PN (preferencial) do Bradesco perdia 5%, a R$ 22,80; a ação ON (ordinária) recuava 3,65%, para R$ 24,52.

O indiciamento da PF aponta os crimes de corrupção passiva, corrupção ativa, tráfico de influência, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

O Ministério Público ainda avalia o relatório e deve solicitar novas diligências antes de decidir se apresenta ou não denúncia à Justiça por corrupção ativa contra o presidente do banco.

A Zelotes suspeita que o banco tenha negociado a contratação de serviços de um escritório que atuava para corromper conselheiros do Carf e livrar ou atenuar multas no órgão.

Em nota, o Bradesco informa que não houve contratação dos serviços oferecido pelo grupo investigado e acrescenta que foi derrotado por 6 votos a 0 no julgamento do Carf.

O Bradesco esclarece ainda que Trabuco não participou de qualquer reunião com o grupo citado. 

http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2016/05/1776749-acoes-do-bradesco-caem-5-com-indiciamento-de-presidente-pela-pf.shtml


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Nissan compra 34% da Mitsubishi e vira sua maior acionista
Por Valhala - quarta, 25 de maio de 2016, às 20:56:08
Categoria: Postagem Obrigatória
"O presidente da Nissan, o brasileiro Carlos Ghosn, explicou a aliança de capital ajudará a Mitsubishi a recuperar a confiança do público.
A Nissan Motors e a Mitsubishi Motors anunciaram nesta quinta-feira a negociação para a compra pela Nissan de 34% da Mitsubishi, pelo que se tornará a maior acionista da empresa, que sofre com um escândalo de manipulação de dados de eficiência energética de seus miniveículos. 
 O presidente da Nissan, o brasileiro Carlos Ghosn, explicou em entrevista coletiva que esta aliança de capital ajudará a Mitsubishi Motors a recuperar a confiança do público. 
 A Mitsubishi admitiu em abril ter falsificado os dados de consumo de combustível de 625 mil miniveículos vendidos no Japão, e durante as investigações para determinar o alcance da fraude reconheceu que elas aconteceram com outros modelos. Durante a entrevista coletiva realizada em Yokohama, no sul de Tóquio, para apresentar o acordo, o executivo-chefe da Mitsubishi, Osamu Masuko, disse que o plano representa um "marco fundamental" para que a empresa deixe este escândalo para trás. 
Ghosn e Masuko consideraram que o caso das falsificações criou o momento propício para definir essa aliança, e garantiram que não houve nenhuma pressão das autoridades japonesas. "A Mitsubishi é uma empresa digna de receber nossa confiança. Acredito que a Nissan pode exercer também um efeito positivo assim como a Mitsubishi Motors pode ter sobre nós, já que é uma empresa muito potente por exemplo no sudeste asiático e em modelos 4x4", acrescentou Ghosn.
A Mitsubishi ainda não sabe o alcance das indenizações que deverá pagar por causa das falsificações, já que além dos milhares de motoristas, pode ter que devolver subsídios concedidos pelo governo japonês em virtude dos padrões ambientais que os modelos fraudados teriam. O anúncio de hoje fez com que a empresa dos três losangos tivesse alta de 16,16% na Bolsa de Tóquio, e que Nissan perdesse 1,44%."
fonte: http://economia.terra.com.br/carros-motos/nissan-compra-34-da-mitsubishi-e-se-torna-sua-maior-acionista,3b8943b57b61479151acf6a3e4fdd136xho5vn14.html
A Mitsubishi, passou informações falsas sobre o consumo de combustível em muitos veículos, quando admitido, a confiança do público caiu fazendo com que suas ações também desvalorizassem na bolsa de valores.A Nissan, como empresa forte comprou 34% da Mitsubishi com intenção de ajudar a empresa automobilística a recuperar a confiança no mercado. Ao compra-lá, a Nissan se beneficiou muito.
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A cidade dos EUA onde negros e brancos ainda estudam em escolas separadas
Por Ana (A-2) - segunda, 23 de maio de 2016, às 22:21:11
Categoria: Postagem Livre
Image copyrightAPImage captionO Distrito Escolar oferece ônibus que percorre todas as escolas da cidade

Escolas em que estudam só brancos e outras em que estudam só negros parece história do século passado, mas isso é o que está vivendo uma cidadezinha no sul dos Estados Unidos.

Cleveland, no Estado do Mississipi, tem cerca de 12 mil habitantes e há decadas seu sistema escolar é composto por um par de escolas para alunos brancos e outro para alunos negros.

Não existe uma lei local que proíba os estudantes de qualquer raça de frequentar a escola que queiram - como ocorria nos tempos da segregação dos séculos passados - mas, ainda assim, brancos e negros frequentam escolas diferentes.

Isso, porém, pode estar a ponto de mudar: o Departamento de Justiça dos Estados Unidos informou no último dia 16 que o Distrito Escolar de Cleveland deverá fundir suas comunidades estudantis.

O fato já gera polêmica, porque a junta de educação da cidade se opõe à decisão judicial, e a população local parece dividida entre os que querem que as coisas mudem e os que preferem que fiquem como estão.

A junta diretora do Distrito Escolar de Cleveland "está considerando seriamente uma apelação", segundo Jamie Jacks, advogada do corpo administrativo à BBC Mundo.

"O distrito escolar de Cleveland crê firmemente que a decisão da juíza e os comentários de outras (pessoas) retrataram erroneamente nosso distrito como segregado, o que é enganoso e incorreto."

O que acontece com a cidade?

Em Cleveland, só 20% da população tem estudos universitários, enquanto a média nacional é de 40%. A renda média de cada lar na cidade é de US$ 34 mil por ano (contra US$ 51 mil da média do país).

Image copyrightGOOGLEImage captionNo lado leste da cidade estão as escolas frequentadas pela comunidade negra e no oeste (à esquerda), a branca: uma antiga ferrovia (linha negra) dividia a comunidade

Em termos raciais, a população local está dividida quase na metade, com 50,2% de seus habitantes se definindo como negros e 47,5% como brancos.

Durante décadas, uma ferrovia atravessou Cleveland dividindo a comunidade também geograficamente: do lado leste viviam as famílias negras e do lado oeste, as brancas.

Com o passar dos anos, os distritos escolares acabaram seguindo essas linhas divisórias. As escolas receberam alunos brancos de um lado da cidade, e os negros em outro.

Na década de 1950, o caso Brown vs. a Junta escolar foi um divisor de águas em Cleveland.

Seu resultado foi que a Suprema Corte dos Estados Unidos eliminou a separação de alunos pela raça.

O que ordena a Corte

Mas apesar de a resolução ter ocorrido há seis décadas, as coisas continuaram as mesmas em Cleveland, mesmo que não exista mais a discriminação legal.

Para pôr fim a isso, no dia 13 de maio a Corte Distrital do Norte do Mississipi ordenou ao Distrito Escolar de Cleveland que pusesse em prática um plano para integrar ambas as comunidades estudantis.

A escola secundária D.M. Smith Middle School - frequentada pela comunidade negra - deve fundir-se com a Margaret Green Junior High School - frequentada por brancos -, segundo o tribunal.

O mesmo deve ocorrer com a escola preparatória East Side High School (de maioria negra) e com a Cleveland High School (que é frequentada pela maioria dos brancos da cidade, mas não unicamente por eles).

Isso deve acontecer no mais tardar no ciclo 2017-2018.

Image copyrightAPImage captionPor costume, os alunos de Cleveland frequentam escolas ao lado de seus bairros, o que cristalizou segregação com o passar do tempo

"O atraso na eliminação da segregação privou gerações de estudantes do direito garantido pela Constituição de uma educação integrada", disse a juíza do caso, Debra M. Brown.

As autoridades locais de educação também ficaram obrigadas a revisar seus programas de estudo e oferecer novos planos para a comunidade após a fusão.

"Essa decisão serve como lembrança de que o atraso de distritos (escolares) em suas obrigações contra a segregação é inaceitável e inconstitucional", afirmou Vanita Gupta, chefe da Divisão de Direitos Civis do Departamento de Justiça.

Permanecer igual

Mas entre a população de Cleveland, muitos veem as coisas de maneira diferente.

A advogada do Distrito Escolar enfatizou que o distrito não nega a matrícula a nenhum estudante em qualquer uma das escolas e, por isso, considera infundado o argumento da segregação.

"Nenhuma das duas escolas secundárias do distrito, nem as duas preparatórias, têm matrículas de maioria branca", disse Jacks.

Enquanto continua em curso a apelação, o sistema de matrícula atual se manterá em seus mesmos termos, disse o Distrito Escolar em um comunicado.

Image copyrightCORTESIA CLEVELAND HIGH SCHOOL DISTRICTImage captionA advogada do Distrito Escolar de Cleveland garante que em nenhuma escola da cidade há predominância de alunos brancos

Entre a comunidade, alguns também afirmam que as coisas devem se manter como funcionaram até agora, por não considerarem que se trata de um caso de racismo.

"Deveriam focar no nível das escolas no lugar da fusão. Estou mais preocupada com a educação dos meus filhos do que com quem se senta ao lado deles ou que escola frequentam", disse Ruth Weldon Sims, moradora local, em uma discussão no Facebook.

Outros se queixaram de que as escolas estão funcionando com a lotação máxima e, por isso, a fusão seria inviável. "As salas de aula em Cleveland High School são muito grandes para que um professor as controle", explicou Caitlyn Marie Watson.

Sobre esse ponto, a sentença da Corte Distrital determinou que essa escola funcionava em "condições ruins" e deveria fazer reformas.

"Já ocorreu ao governo federal que as populações escolares são o resultado da escolha das pessoas pelas áreas onde elas vivem? Vão obrigar os estudantes a frequentar escolas distantes de suas casas?", questionou Chris Turffit nas redes sociais.

'Aprender a conviver'

Cerca de 180 km ao sul de Cleveland se encontra o condado de Clinton, que desde 2013 passa por um processo de integração de escolas semelhante.

Os alunos passam de uma escola a outra entre a primeira e a nona séries, o que permitiu integrar as comunidades há três anos.

Em Cleveland, alguns acreditam que as escolas com alunos negros têm deficiências em suas instalações e nos programas de estudo em relação àquelas frequentadas pelos alunos brancos, e pedem mudanças.

"Pais de todas as raças testemunharam que querem que seus filhos aprendam em um entorno diverso, que os prepara para enfrentar o mundo atual", disse o Departamento da Justiça sobre a sentença.

Image copyrightCORTESIA CLEVELAND SCHOOL DISTRICTImage captionA decisão da corte diz que os programas escolares não conseguiram integrar toda a comunidade de alunos

O reverendo Edward Duvall afirmou que a decisão judicial pode ajudar a derrubar o "muro de racismo" que divide a população.

"Podemos criar uma nova cultura no nosso sistema de escolas que nos unirá e unirá a cidade inteira", disse Duvall.

No Facebook, Cina Lucas escreveu: "Acordem! Estamos em 2016 e seus filhos vão viver em algum lugar fora de Cleveland, devem aprender a conviver com gente que não pensa como eles".

Já April Lawrence considerou que "não existe uma razão para que haja duas escolas secundárias em uma cidade pequena como Cleveland."

Mas enquanto a junta escolar apela da sentença, os estudantes continuarão vendo os mesmos colegas.

Fonte: http://www.bbc.com/portuguese/internacional-36346811


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