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Isabela (A-16), Isabela (A-15)
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Haverá a mais determinada oposição que um governo golpista pode sofrer, diz Dilma
Por Isabela (A-15) - quarta, 31 de agosto de 2016, às 21:12:08
Categoria: Postagem Livre
Em pronunciamento que durou quinze minutos, logo após a decisão do Senado de afastá-la, a presidente cassada afirmou que um 'grupo de corruptos' assume o poder e destacou luta 'incansável'   

BRASÍLIA - Em seu primeiro discurso depois da decisão do Senado de afastá-la, a presidente cassada Dilma Rousseff disse que um "grupo de corruptos" assume o poder e que haverá contra eles oposição "firme, incansável e energética".

"Ouçam bem: eles pensam que nos venceram, mas estão enganados. Sei que todos vamos lutar. Haverá contra eles a mais firme, incansável e enérgica oposição que um governo golpista pode sofrer", disse Dilma no Salão de Mármore do Palácio da Alvorada,  uma das residências oficiais da Presidência da República que Dilma deve deixar depois da decisão do Senado. 

O pronunciamento de Dilma durou quinze minutos. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva acompanhou a presidente cassada, que foi recebida aos gritos de "Dilma, guerreira, da pátria brasileira" no Salão de Mármore do Palácio da Alvorada. Senadores, deputados, dirigentes de partidos aliados e integrantes de movimentos sociais também estavam ao lado dela. Não faltaram críticas à imprensa, chamada pelos manifestantes de "mídia golpista". Na despedida de Dilma, gritos de "Fora Temer" e "Ocupar e Resistir até o Temer cair" ecoaram pelo Alvorada.

"Causa espanto que a maior ação contra a corrupção da nossa história, propiciada por ações desenvolvidas e leis criadas a partir de 2003 e aprofundadas em meu governo, leve justamente ao poder um grupo de corruptos investigados", afirmou a presidente cassada. 

Dilma também estava acompanhada de parlamentares que votaram contra o impeachment. Ela disse que vai recorrer "em todas as instâncias possíveis" contra o que classificou de "fraude". 

Ela disse que a decisão do Senado de afastá-la definitivamente da Presidência vai entrar na história como uma das grandes injustiças e que os 61 senadores que deram o voto para cassá-la "escolheram rasgar a Constituição" e não respeitaram a vontade . "Condenaram uma inocente e consumaram o golpe militar". 

"Travei bons combates. Perdi alguns, venci muitos e, neste momento, me inspiro em Darcy Ribeiro para dizer: não gostaria de estar no lugar dos que se julgam vencedores. A história será implacável com eles", afirmou.   

No discurso, a presidente enalteceu ações do seu governo e de Lula, principalmente na área social. "Por mais de 13 anos realizamos com sucesso um projeto que promoveu a maior inclusão social e redução de desigualdades da história do nosso País", afirmou. Esta história não acaba assim. Estou certa que a interrupção deste processo pelo golpe de estado não é definitiva. Nós voltaremos. Voltaremos para continuar nossa jornada rumo a um Brasil em que o povo é soberano", completou Dilma. 

A presidente encerrou o discurso com um poema do poeta russo Maiakovski: "Não estamos alegres, é certo/Mas também por que razão haveríamos de ficar tristes?/O mar da história é agitado/As ameaças e as guerras, haveremos de atravessá-las,/Rompê-las ao meio,/Cortando-as como uma quilha corta." "Um belíssimo alento", disse Dilma ao se despedir, deixando um "carinhoso abraço" a todo povo brasileiro.


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Golpe na Turquia
Por Isabela (A-16) - domingo, 17 de julho de 2016, às 14:53:43
Categoria: Postagem Livre
Após tentativa de golpe derrotada na Turquia, povo vai às ruas pela democracia16 julho 2016Image copyrightREUTERSImage captionGrande multidão foi às ruas com bandeiras da Turquia para celebrar a democracia no país

Um dia após a tentativa de golpe orquestrada por um grupo de militares na Turquia, milhares de pessoas foram as ruas nas principais cidades do país para celebrar a democracia.

As autoridades turcas - em especial o presidente Recep Tayyip Erdogan - haviam convocado o poco para ocupar os lugares públicos e defender o país do golpe que parte dos militares tentava dar no governo.

Passadas 24h do momento de mais tensão no país, o mandatário parece ter assegurado sua permanência no poder.

Na manhã deste sábado, Erdogan disse que seu governo resistiu à tentativa de golpe militar que na noite de sexta-feira causou caos no país. Segundo informações da mídia local e da agências de notícias internacionais, quase 3 mil militares foram presos e centenas dos soldados que tinham ocupado pontos estratégicos de Istambul e Ancara, as duas principais turcas, renderam-se.

Erdogan estava de férias em um resort no balneário de Marmaris e retornou a Istambul ainda na noite de sexta para combater a ação dos militares. Em uma entrevista por telefone ao serviço turco da rede CNN Ele afirmou que o ato foi uma "traição" e que fará uma "limpeza" no Exército. O governo anunciou ainda que estuda reinstaurar a pena de morte para punir os participantes da tentativa de golpe.

Agência alertou sobre possível uso de veículos em atentados na França

Por meio de sua conta no Twitter, o presidente pediu que "o povo continue nas ruas para defender a democracia". O uso da rede social não deixou ser der irônico, já que o presidente anteriormente tentou censurar comentários críticos a seu governo na internet.

Em um pronunciamento pela TV, o comandante interino das Forças Armadas, o generla Umit Dundar, disse que 104 pessoas, descritas como "conspiradoras", tinham sido mortas em confrontos. Informações oficiais são de que pelo menos 161 pessoas, incluindo civis, morreram em enfrentamentos nas ruas. Há relatos de que soldados atiraram contra um multidão de pessoas que protestavam na sexta-feira contra o golpe na Praça Taksim, em Istambul.

Image copyrightEPAImage captionPartidários de Erdogan protestam nas ruas de IstambulImage copyrightREUTERSImage captionPresidente da Turquia fala a repórteres na noite de sexta-feiraTensão

O número de feridos chega a 1.440.

"O povo foi para as ruas e declarou seu apoio à democracia. A nação jamais esquecerá essa traição. A Turquia irreversivelmente encerrou o capítulo dos golpes militares", afirmou Dundar, que assumiu o cargo depois de o titular, o general Hulusi Akar, ter sido feito prisioneiro durante a tentativa de golpe.

Foi uma alusão aos quatro golpes militares ocorridos na Turquia entre as décadas de 60 e 90, em que as forças armadas exerceram o que chama de "defesa do secularismo". Dessa vez, porém, o exército turco não pareceu estar unido em torno da bandeira do golpe.

E tampouco pareceu esperar a reação dos adeptos de Edogan e de seu partido, o AKP, de linha conservadora e religiosa, e que desde 2004 domina a política turca - de maneira controversa, sob acusações de censura da mídia e de cerceamento da liberdade de expressão. Manifestantes foram às ruas, desafiando o toque de recolher imposto pelos golpistas.

Tiros, desespero e prateleiras vazias nos mercados: brasileiros relatam pânico na Turquia

E o governo turco acusou os militares revoltosos de estarem alinhados com o Hizmet, um movimento político-religioso liderado pelo clérigo Fethullah Gülen, radicado nos EUA, e crítico ferrenho do regime de Erdogan.

Image copyrightGETTY IMAGESImage captionTanques permaneciam próximos ao Palácio Presidencial, em Ancara, na manhã de sábado

Mas porta-vozes do recluso Gülen afirmaram seu repúdio ao golpe, que classificaram como uma "irresponsabilidade" dos setores militares envolvidos.

Na sexta-feira, pontes foram fechadas em Istambul e aviões militares sobrevoaram a capital, Ancara, no momento em que o grupo iniciou a tentativa de golpe.

De acordo com a agência de notícias estatal Anadolu Agency, tiros vindos de helicópteros militares foram ouvidos próximos ao Complexo Presidencial, em Ancara.

Image copyrightEPAImage captionMilitares teriam atirado cotra multidão para PraçaTaksim na noite desta sexta-feira, em Istambul

O helicóptero do Exército - que pertenceria ao grupo que tenta tomar o poder na Turquia - acabou derrubado por um avião de combate turco, segundo informações da emisssora estatal NTV.

A agência Anadolu relatou que 17 policiais foram mortos em um ataque aéreo no departamento de operações especiais Golbasi em Ancara.

A mesma agência afirmou ainda que jatos do Exército sobrevoavam a capital para "neutralizar" os helicópteros usados pelo grupo militar.

'Regime democrático corroído'

Logo nas primeiras horas da tentativa de golpe, o grupo de militares declarou lei marcial e impôs um toque de recolher, segundo informações da emissora estatal de TV TRT.

Uma nota oficial do grupo armado foi lida ao vivo na emissora. "O regime democrático e secular da Turquia foi corroído pelo atual governo. O país agora é administrado por um 'conselho de paz' que irá garantir a segurança da população", afirma a nota. "Uma nova Constituição será preparada o mais rápido possível."

Image copyrightAPImage captionImagem tirada da TV mostra Erdogan em entrevista coletiva neste sábado

O trânsito foi bloqueado para cruzar a ponte do Bósforo e a ponte Fatih Sultão Mehmet, duas das principais vias de Istambul.

A agência de notícias AFP relatou que houve uma explosão violenta em Ancara. Além disso, tiros foram ouvidos próximos ao quartel general militar na capital, segundo a Reuters.

Mais tarde, a emissora estatal TRT foi tomada pelo grupo armado, que invadiu os estúdios e tirou o canal do ar. Imagens do caos foram transmitidas na televisão, com homens armados no centro do estúdio, enquanto centenas de funcionários do canal estavam em volta pedindo calma.

A CNN turca também chegou a ser tirada do ar pelo grupo militar, que tomou os estúdios locais. A repórter da BBC Katy Watson, que está no país, compartilhou uma foto do canal de TV 'vazio'.

Image copyrightKATY WATSONImage captionCNN turca foi tirada do arImage copyrightGETTYImage captionTanques nas ruas de Istambul mostram a instabilidade na TurquiaTiros e explosões

Houve registros de tiros e explosões na capital Ancara e também em Istambul. Um dos locais mais violentos de conflito foi a ponte Bósforo, onde diversas pessoas ficaram feridas após confrontos com militares.

Image copyrightGETTYImage captionConfrontos entre militares e civis deixaram feridos na ponte Bósforo em Istambul

No aeroporto de Istambul, todos os voos foram cancelados e só começaram a ser retomandos na manhã deste sábado. Nas ruas, a tensão era visível pelos tanques militares que ocupavam as vias.

A mídia estatal na Turquia também noticiou que uma das explosões aconteceu no prédio do Parlamento, na capital turca.

Image copyrightGETTYImage captionPresidente turco participou de programa na CNN ao vivo do FaceTime e chamou o povo para ir às ruas defender a democracia'Golpe'

Segudo a agência de notícias Reuters, uma fonte da União Europeia disse que a ação na Turquia parece um "golpe muito bem orquestrado".

"Parece realmente um golpe relativamente bem orquestrado por partes importantes dos militares, não apenas alguns coronéis", afirmou.

Image copyrightAPImage captionPovo vai às ruas na praça Taksim contra a tentativa de golpe na Turquia

O primeiro-ministro Binali Yildirim disse à NTV pelo telefone que o governo "não iria permitir nenhuma atividade que pudesse prejudicar a democracia".

"Houve um ato ilegal liderado por um grupo de militares que agiu de maneira independente do comando central do Exército. Nosso povo deve saber que não vamos permitir isso", afirmou.

Enquanto isso, a população passou a lotar lojas e supermercados para abastecer suas casas. Um repórter da BBC em Antália compartilhou imagens de filas imensas em postos de gasolina ou caixas eletrônicos e até lojas de conveniência - segundo relatos, sensação no país é de "golpe", e a população estáaria tentando se preparar para dias difíceis que estariam por vir.

Reação internacional

O presidente americano, Barack Obama, se manifestou por meio de nota sobre a situação e fez um apelo para todos os partidos da Turquia apoiarem "o governo democraticamente eleito e evitar qualquer violência ou derramamento de sangue".

No Brasil, o ministro das Relações Exteriores, José Serra, também soltou uma nota pedindo "respeito às instuições e à ordem constitucional".

"Em relação aos acontecimentos em curso na Turquia, o governo brasileiro insta todas as partes a se absterem do recurso à violência e recorda a necessidade de pleno respeito às instituições e à ordem constitucional."

O ministro das Relações Exteriores russo, Sergei Lavrov, disse que é importante "evitar um banho de sangue".



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O povo volta as ruas
Por VamosFalarSobre - sexta, 10 de junho de 2016, às 22:46:11
Categoria: Postagem Obrigatória

Protestos contra governo interino foram realizados em 24 Estados e no DF ao longo da tarde e noite desta sexta-feira

  Milhares de pessoas bloquearam as pistas Avenida Paulista, mais conhecida via de São Paulo, em um novo protesto contra o governo Michel Temer e a favor da volta de Dilma Rousseff à Presidência da República, nesta sexta-feira (10). De acordo com os organizadores, cerca de 80 mil compareceram à manifestação – a Polícia Militar não divulgou levantamento.
As manifestações, que se autointitulam "contra o golpe", se espalharam ao longo do dia pelo País e foram realizadas em ao menos 17 Estados – Alagoas, Amapá, Bahia, Ceará, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins. Na capital paulista, o protesto tem a presença confirmada do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que pouco antes se encontrou em seu instituto com a presidente da República afastada, Dilma Rousseff. A expectativa é que ele discursasse por volta das 19h.  Os atos são organizados pelas frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, formadas por organizações ligadas a movimentos sociais de esquerda, incluindo centrais sindicais, movimentos estudantis e grupos de trabalhadores sem-terra e sem-teto. Os organizadores e a Polícia Militar ainda não divulgaram uma estimativa de público, mas as pessoas se concentraram principalmente no trecho da avenida que vai da Alameda Ministro Rocha Azevedo até a Rua Professor Otávio Mendes, próximo ao Museu de Arte de São Paulo (Masp). A avenida foi bloqueada nos dois sentidos. As pessoas que participaram do ato vestiram predominantemente camisas vermelhas e exibiram cartazes com frases como "Volta Dilma" e "Vaza Temer" e entoaram gritos como "não tem arrego, ou sai o Temer ou não vai ter sossego". É o primeiro ato público de Lula em São Paulo desde que Dilma Rousseff foi afastada pelo Senado. Na terça-feira (7), ele esteve no Rio de Janeiro e disse que esperava o retorno de Dilma ao cargo para "corrigir os erros que cometeu". O discurso estava previsto para ocorrer no cruzamento da Paulista com a Rua Professor Otávio Medes, onde foi posicionado um caminhão com caixas de som. Uma faixa pendurada no caminhão dizia "Fora Temer, não ao golpe". Antes de Lula, Chico César fez uma apresentação musical e líderes dos movimentos sociais entoaram discursos.

Comentário :Nesta sexta-feria 10/06/2016, muitas pessoas voltaram a Paulista só que agora para protestar contra o governo de Michel Temer. Os manifestastes pediam a saída de Temer e a volta da presidente Dilma Rousseff, observe que as manifestações ocorreram em varias capitais do Brasil. O ex presidente Lula compareceu ao movimento na avenida Paulista apoiando a volta da presidente afastada.

https://ultimosegundo.ig.com.br/politica/2016-06-10/com-lula-confirmado-protesto-fecha-av-paulista-atos-ocorrem-em-todo-o-pais.html
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Japonês da Federal é preso em Curitiba por facilitar contrabando
Por Isabela (A-16) - quarta, 08 de junho de 2016, às 18:29:43
Categoria: Postagem Livre

Newton Ishii ficou conhecido por conduzir presos da Operação Lava Jato.
Ele foi preso na tarde de terça-feira (7), de acordo com a Polícia Federal.
O policial federal Newton Ishii, chamado de Japonês da Federal e que ficou conhecido durante a Operação Lava Jato, foi preso na terça-feira (7), em Curitiba. Ele foi condenado pelo crime de facilitação do contrabando. O processo transitou em julgado, ou seja, não cabe recurso.

O mandado foi expedido pela Vara de Execução Penal da Justiça Federal, em Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná. Ao saber da decisão, Ishii se apresentou espontaneamente na  Superintendência da Polícia Federal da capital paranaense, onde continuava detido nesta manhã de quarta-feira (8).

De acordo com o advogado do agente, Oswaldo de Mello Junior, Ishii foi condenado a quatro anos, dois meses e 21 dias em virtude da Operação Sucuri, que descobriu envolvimento de agentes na entrada de contrabando no país.

As investigações mostraram que os agentes facilitavam a entrada de contrabando no país, pela fronteira com o Paraguai, em Foz do Iguaçu.

"O Superior Tribunal de Justiça (STJ) denegou um recurso que nós tínhamos recorrido na semana passada sobre a condenação em Foz. Ao saber da expedição do mandado de prisão, meu cliente foi avisado e imediatamente se apresentou em Curitiba", disse o advogado.

Oswaldo afirmou ainda que Newton já cumpriu quatro meses da pena e que isso será descontado da condenação total. “Como ele foi condenado a quatro anos e dois meses de prisão em regime semiaberto, teria o direito de progredir para o regime aberto depois de cumprir um sexto da pena, cerca de oito meses. E, como em 2003 ficou preso preventivamente por pouco mais de quatro meses, restariam ainda quatro meses e alguns dias em regime semiaberto para serem cumpridos”, detalhou o advogado.

Por meio de nota, a Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef) manifestou apoio ao agente federal Newton Ishii. "A detenção do agente Newton Ishi surpreendeu a todos, pois o primeiro processo contra ele fora anulado integralmente para posteriormente ser refeito. Há ainda recursos pedindo anulação de todo o feito. Outros agentes federais envolvidos na Operação Sucuri já tiveram seus processos anulados e outros foram absolvidos por falta de provas", diz um trecho da nota.

A Fenapef ainda informou que departamento jurídico do Sindicato dos Policiais Federais do Paraná acompanha o caso para tomar todas as medidas necessárias para que Newton Ishii seja solto na próxima semana.

Citado na Lava Jato
O nome de Newton Ishii foi citado em meio à Operação Lava Jato na gravação que levou à prisão o senador cassado Delcídio Amaral, em Brasília.

No áudio, o senador fazia tratativas com o chefe de gabinete dele, Diogo Ferreira, o advogado Edson Ribeiro e o filho do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró, Bernardo, buscando um plano de fuga para Cerveró, que estava preso na carceragem da Polícia Federal em Curitiba.

O agente é citado durante a conversa quando o grupo discute quem estaria vazando informações para revistas. Delcídio se refere a um policial como "japonês bonzinho", que seria o responsável pela carceragem.

Polícia Federal disse, na ocasião, que iria apurar se o nome citado na conversa era o do agente.

Fama
Com a deflagração da Operação Lava Jato, o agente passou a ser conhecido em todo o Brasil. A cada fase da operação nestes mais de dois anos, Newton Ishii aparecia ao lado empreiteiros, operadores financeiros, políticos e funcionários públicos que eram presos.

A fama se expandiu pelo Brasil se tornando, inclusive, tema da marchinha de carnaval. Veja um trecho.

"Ai meu Deus, me dei mal
Bateu a minha porta
O japonês da Federal

Dormia o sono dos justos
Raia o dia, eram quase 6h
Escutei um barulhão,
Avistei o camburão

A minha porta o japonês, então, falou
Vem pra cá, você ganhou uma viagem ao Paraná"


A marcha foi escrita pelo advogado e compositor Thiago Vasconcelos de Souza.

08/06/2016 09h58 - Atualizado em 08/06/2016 15h17

Japonês da Federal é preso em Curitiba por facilitar contrabandoNewton Ishii ficou conhecido por conduzir presos da Operação Lava Jato.
Ele foi preso na tarde de terça-feira (7), de acordo com a Polícia Federal.

Adriana Justi e Bibiana DionísioDo G1 PR

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O policial federal Newton Ishii, chamado de Japonês da Federal e que ficou conhecido durante a Operação Lava Jato, foi preso na terça-feira (7), em Curitiba. Ele foi condenado pelo crime de facilitação do contrabando. O processo transitou em julgado, ou seja, não cabe recurso.

O mandado foi expedido pela Vara de Execução Penal da Justiça Federal, em Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná. Ao saber da decisão, Ishii se apresentou espontaneamente na  Superintendência da Polícia Federal da capital paranaense, onde continuava detido nesta manhã de quarta-feira (8).

Japonês da Federal foi preso na terça-feira (7).
(Foto: Giuliano Gomes/PR Press)

De acordo com o advogado do agente, Oswaldo de Mello Junior, Ishii foi condenado a quatro anos, dois meses e 21 dias em virtude da Operação Sucuri, que descobriu envolvimento de agentes na entrada de contrabando no país.

As investigações mostraram que os agentes facilitavam a entrada de contrabando no país, pela fronteira com o Paraguai, em Foz do Iguaçu.

"O Superior Tribunal de Justiça (STJ) denegou um recurso que nós tínhamos recorrido na semana passada sobre a condenação em Foz. Ao saber da expedição do mandado de prisão, meu cliente foi avisado e imediatamente se apresentou em Curitiba", disse o advogado.

Oswaldo afirmou ainda que Newton já cumpriu quatro meses da pena e que isso será descontado da condenação total. “Como ele foi condenado a quatro anos e dois meses de prisão em regime semiaberto, teria o direito de progredir para o regime aberto depois de cumprir um sexto da pena, cerca de oito meses. E, como em 2003 ficou preso preventivamente por pouco mais de quatro meses, restariam ainda quatro meses e alguns dias em regime semiaberto para serem cumpridos”, detalhou o advogado.

Por meio de nota, a Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef) manifestou apoio ao agente federal Newton Ishii. "A detenção do agente Newton Ishi surpreendeu a todos, pois o primeiro processo contra ele fora anulado integralmente para posteriormente ser refeito. Há ainda recursos pedindo anulação de todo o feito. Outros agentes federais envolvidos na Operação Sucuri já tiveram seus processos anulados e outros foram absolvidos por falta de provas", diz um trecho da nota.

A Fenapef ainda informou que departamento jurídico do Sindicato dos Policiais Federais do Paraná acompanha o caso para tomar todas as medidas necessárias para que Newton Ishii seja solto na próxima semana.

Citado na Lava Jato
O nome de Newton Ishii foi citado em meio à Operação Lava Jato na gravação que levou à prisão o senador cassado Delcídio Amaral, em Brasília.

No áudio, o senador fazia tratativas com o chefe de gabinete dele, Diogo Ferreira, o advogado Edson Ribeiro e o filho do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró, Bernardo, buscando um plano de fuga para Cerveró, que estava preso na carceragem da Polícia Federal em Curitiba.

O agente é citado durante a conversa quando o grupo discute quem estaria vazando informações para revistas. Delcídio se refere a um policial como "japonês bonzinho", que seria o responsável pela carceragem.

Polícia Federal disse, na ocasião, que iria apurar se o nome citado na conversa era o do agente.

Fama
Com a deflagração da Operação Lava Jato, o agente passou a ser conhecido em todo o Brasil. A cada fase da operação nestes mais de dois anos, Newton Ishii aparecia ao lado empreiteiros, operadores financeiros, políticos e funcionários públicos que eram presos.

A fama se expandiu pelo Brasil se tornando, inclusive, tema da marchinha de carnaval. Veja um trecho.

"Ai meu Deus, me dei mal
Bateu a minha porta
O japonês da Federal

Dormia o sono dos justos
Raia o dia, eram quase 6h
Escutei um barulhão,
Avistei o camburão

A minha porta o japonês, então, falou
Vem pra cá, você ganhou uma viagem ao Paraná"


A marcha foi escrita pelo advogado e compositor Thiago Vasconcelos de Souza.

Em fevereiro deste ano, o agente foi à Câmara dos Deputados e foi tietado por parlamentares. Ishii fez fotos com deputados, assessores e servidores nos corredores e no plenário. Ele havia ido a Brasília para participar da posse da nova diretoria da Federação Nacional dos Policiais Federais.



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Como o Brasil saiu do mapa da fome da ONU
Por Rafaella (A-29) - terça, 07 de junho de 2016, às 16:00:54
Categoria: Postagem Livre

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